<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127</id><updated>2012-02-16T19:17:21.990-08:00</updated><category term='escrever'/><category term='haiti'/><category term='poesia'/><category term='beatnik'/><category term='dica'/><category term='intimidades'/><category term='música'/><category term='nobel'/><category term='biblioteconomia'/><category term='deus'/><category term='cotidiano'/><category term='fantasia'/><category term='vampiro'/><category term='conto'/><category term='notícia'/><category term='policial'/><category term='kizzy ysatis'/><category term='literatura'/><category term='inutilidades'/><category term='resenha'/><category term='cinema'/><category term='vídeo'/><category term='imagem'/><category term='rio de janeiro'/><category term='olimpíada'/><category term='opinião'/><category term='porto alegre'/><category term='noite'/><category term='crônica'/><category term='liz vamp'/><category term='naturalismo'/><category term='morte'/><title type='text'>Lucas Rocha</title><subtitle type='html'>lucaslrocha@ymail.com</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>56</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-6034460698355348365</id><published>2011-01-09T14:34:00.000-08:00</published><updated>2011-01-09T14:34:18.619-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Troca-troca no MAC</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não, não é uma orgia ao ar livre embaixo do museu projetado por Oscar Niemayer (seus mentes sujas). A Feira da Troca Cultural é um movimento que acontece no pátio do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, ali em Icaraí, naquela vista deslumbrante e naquela brisa boa mesmo nos dias de calor infernal como o de hoje, e tem como objetivo promover a troca daquelas quinquilharias que você tem em casa pelas quinquilharias que outros tem em casa. Vale de tudo: livros, discos, vinis, HQs, tapes, VHS’s, DVD’s e tal – só não vale ser coisa pirata, ok?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não conhecia esse projeto e, depois do convite de um grupo de amigos, resolvi ir. Não é nada muito grande nem muito organizado: no geral, a Troca consiste em um tapetão vermelho desenrolado no chão onde qualquer um pode jogar suas coisas e esperar que alguém se interesse por elas. Assim mesmo: é só chegar, arranjar um espacinho no tapete vermelho e sair negociando. É um clima bem legal – rolou uma mistura de Titãs com Zezé de Camargo e Luciano e uns batuques desarmônicos por lá –, com um pessoal curioso e cheio de tranqueiras legais. Consegui uns livros por troca (‘Morro dos Ventos Uivantes’, que troquei com uma das minhas amigas, e ‘Beber, Jogar, F@#er’, que troquei por lá mesmo) e vi bastantes coisas interessantes – entre elas, um vinil do ‘Please Please Me’, dos Beatles, outro do Kraftwert, umas HQs do Hellblazer, Akira e Monstro do Pântano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A Feira da Troca rola em todo primeiro domingo do mês, das 10h às 13h.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-6034460698355348365?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/6034460698355348365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2011/01/troca-troca-no-mac.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/6034460698355348365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/6034460698355348365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2011/01/troca-troca-no-mac.html' title='Troca-troca no MAC'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-1879073744889733807</id><published>2011-01-06T11:17:00.000-08:00</published><updated>2011-01-06T11:17:54.304-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inutilidades'/><title type='text'>Vamos começar 2011, seu Lucas?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Pois é, eu jurei pra mim mesmo que 2011 seria diferente de 2010 e que eu tomaria algumas prioridades que havia deixado de lado nesse ano que acabou de passar. Uma dessas prioridades é voltar a atualizar esse singelo blog que, diferente do &lt;a href="http://bibliofiloeletronico.blogspot.com/"&gt;Bibliófilo Eletrônico&lt;/a&gt;, não tem um tema específico nem uma função própria. O único propósito dele é ser o meu canal de fala um pouco mais extenso que o twitter e um bocadinho mais formal que o facebook e o orkut.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Vamos começar fazendo um pequeno balanço sobre o que aconteceu comigo no ano que acabou de passar. Pra falar a verdade, 2010 não foi um ano que eu poderia ter considerado como ótimo. Foi o fim de um ciclo e o &amp;nbsp;início de um outro completamente diferente para mim: começar a faculdade. Pois é, pode parecer besteira ou papo de adolescente que não tem muito o que fazer, mas começar uma faculdade é um assunto sério. De uma hora pra outra, toda aquela gente que você via diariamente no colégio é trocada por um grupo de pessoas desconhecidas que aparece vez sim vez não, dia sim e dia não, semana sim e semana não. Sua vida vira uma correria, você tem que acordar cedo, ler mil textos, arrumar tempo para estágio (no meu caso, consegui estágio logo no início da faculdade) e ainda administrar o tempo acadêmico com sua vida pessoal e suas antigas amizades. Ufa. Talvez esse tenha sido um dos motivos para que eu, pouco a pouco, tenha perdido os contatos com alguns dos amigos do Ensino Médio. Os que foram pra outros estados, pra outros cursos, pro pré-vestibular ou foram trabalhar. Mas, ainda assim, consegui consolidar e desenvolver as amizades que já tinha e torná-las ainda mais sólidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Outro ponto alto do ano foi um breve fim de semana na capital paulista que, em agosto, estava seca como um deserto. Participei da IV Fantasticon (encontro de autores, leitores e entusiastas de literatura fantástica nacional) e pude (re)conhecer muitas das pessoas que antes eram &lt;i&gt;bits&lt;/i&gt; de internet e textos de MSN. Foi um tempo excessivamente curto, é verdade, mas acho que foi essencial para provar que realmente estamos na era da &amp;nbsp;informática e que conhecer pessoas por meios virtuais pode se tornar uma experiência incrível e bastante aproveitável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;No mais, a vida seguiu seu curso normal: emagreci um pouco, arranjei dois estágios (o segundo graças ao mundo virtual e à literatura fantástica, que nunca mais sairá da minha vida depois desse ano), fiquei bêbado menos do que gostaria, passei looooongos períodos de tédio e pouco tempo com meus amigos. Normal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Planos para 2011? Muitos, muitos mesmo. A começar por tentar engatar de vez o romance que estou planejando e rabiscando na minha mente há pelo menos seis meses e ainda não coloquei no papel (na verdade havia colocado uma parte, mas perdi por conta de um computador quebrado - pois é, a era da informática cobra o seu preço): quero ter pelo menos a primeira versão concluída até o fim do ano, com todas as suas reviravoltas e cenas de ação e mistério perfeitamente encaixadas. O que posso adiantar por enquanto é que se trata de um romance que flerta um pouco com a fantasia urbana e com o terror, e que tem demônios e sangue suficiente para Carrie nenhuma botar defeito. Mas ainda está em estágio de pré-produção (como dizem os cineastas) e eu não quero falar mais nada com o risco de mudar alguma coisa no meio do caminho tortuoso e decepcionar alguém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Outro plano na listinha do Lucas: participar de antologias. Todas, se possível. Elas estão aí, abertinhas para qualquer um que quiser participar, chamando os autores quase que na base da porrada para enviarem os seus textos e conseguirem um espaçozinho no mercado editorial de literatura fantástica brasileira - que, convenhamos, ainda não é a oitava maravilha do mundo. Acho essas iniciativas fenomenais, sobretudo aquelas que reconhecem o autor como AUTOR, e não como vendedor de livros a lá Avon.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Aqueles planinhos tradicionais de estudar mais, ler mais textos acadêmicos, ir para academia frequentemente e balancear a alimentação também estão na minha agenda, mas eu sei que vocês sabem que é difícil levar isso a sério durante todo o ano. Vamos tentar, mas não prometo nada que posso adiantar para prometer no ano que vem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Então é isso: reinauguro hoje o blog e prometo que irei postar com mais frequência. Espero que 2011 seja um ótimo ano! See ya!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-1879073744889733807?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/1879073744889733807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2011/01/vamos-comecar-2011-seu-lucas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/1879073744889733807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/1879073744889733807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2011/01/vamos-comecar-2011-seu-lucas.html' title='Vamos começar 2011, seu Lucas?'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-7915113132640530662</id><published>2010-07-26T16:21:00.000-07:00</published><updated>2010-07-26T16:21:48.512-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Segunda-feira</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TE4YAM9lhuI/AAAAAAAAARo/W1CFClDnQB0/s1600/garfield-segunda.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TE4YAM9lhuI/AAAAAAAAARo/W1CFClDnQB0/s320/garfield-segunda.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Você não é o único, Garfield&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Nas segundas-feiras, não sou cortês. Simplesmente não dou bom dia, porque não há motivos para isso. Não sorrio nem agradeço a uma gentileza, não digo bom trabalho ao motorista e ao trocador e nem me interesso em oferecer meu colo para segurar a bolsa de quem quer que esteja de pé no ônibus lotado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Nas segundas-feiras, tenho o péssimo hábito de acordar de mau humor. Um mau humor que vai se estendendo desde às cinco da manhã até o fim do dia, lá por volta da meia-noite. Segunda é o dia do saco cheio, do 'não-quero-fazer-porra-nenhuma-mas-ainda-assim-tenho-que-fazer', da volta da rotina quebrada nas noites de sexta e sábado, quando você ignora o despertador e pode acordar a hora que bem entender - se você não trabalha aos sábados, é claro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Nas segundas-feiras, o trabalho parece mais tedioso. Só de pensar que ainda serão quatro longos dias do mesmo ofício, já me canso. Só quero continuar enrolado na minha coberta até o sol estar no meio do céu, esquecer que o mundo existe por vinte e quatro horas e pular direto para a terça-feira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Odeio segunda-feira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-7915113132640530662?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/7915113132640530662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/07/voce-nao-e-o-unico-garfield-nas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/7915113132640530662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/7915113132640530662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/07/voce-nao-e-o-unico-garfield-nas.html' title='Segunda-feira'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TE4YAM9lhuI/AAAAAAAAARo/W1CFClDnQB0/s72-c/garfield-segunda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-1670583416566477545</id><published>2010-07-24T15:16:00.000-07:00</published><updated>2010-07-24T15:16:27.946-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Complicadas e Perfeitinhas</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;- Negócio é o seguinte, Lucas: uma mulher, quando diz que não quer alguma coisa, na verdade quer. Os homens é que não conseguem entender isso. Odeio homem que faz o que eu mando. Quero mesmo é algum que diga não para mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Não lembro muito bem como a conversa foi parar nesse tópico. Estávamos eu, Bruna – dona da fala acima – e Amanda, todos sentados em uma mesa, conversando sobre tudo e nada ao mesmo tempo, e o assunto calhou a ser relacionamentos. Eu, um &lt;i&gt;inexpert &lt;/i&gt;no assunto, resolvi tentar desvendar os mistérios&amp;nbsp; do mundo feminino simplesmente ouvindo e perguntando.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;- Vocês mulheres são complicadas e gostam disso – eu disse – Se a gente não faz o que vocês querem, fazem beicinho e dizem que não gostaram; e se a gente faz, vocês também reclamam! O que vocês querem?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;- Caramba, Lucas, vê se entende de uma vez, porque é bem simples: a gente gosta de ser contrariada. Não tem nada melhor do que o homem chegar pra gente e dizer não; no fim das contas, eles sempre acabam fazendo o que a gente quer.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;- Ah, é?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;- Claro... depois que eles negam e a gente faz beicinho, eles sempre chegam com jeitinho e dizem que vão fazer o que a gente quer. E é muito bom quando eles são carinhosos assim com a gente.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TEtmEpMf59I/AAAAAAAAARg/vpWLOgloqE8/s1600/mulheres-perfeitas%5B.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="175" src="http://3.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TEtmEpMf59I/AAAAAAAAARg/vpWLOgloqE8/s200/mulheres-perfeitas%5B.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Complicadas? Quase nada!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;- Então vocês querem quem mime vocês, é isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;- Não, Lucas – a Amanda tentou me explicar por A + B, procurando algum tipo de abordagem diferente – A gente gosta que vocês façam o que a gente pede, mas só quando vocês negam antes.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Eu estava completamente confuso. Sempre vi mulheres reclamando quando seus namorados não satisfaziam seus desejos e seus pedidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;- Deixa ver se eu entendi: quando vocês pedem alguma coisa, querem que a gente não faça para depois fazer?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;- Isso! – e a Bruna começou a bater palmas como se eu fosse uma criança de segunda série que finalmente entendeu os fundamentos da multiplicação. – Viu, não é difícil de entender!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Não é difícil de entender?! &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Mulheres são complicadas, isso não é mistério para ninguém. São de Vênus, de Saturno, Plutão, Alfa de Centauro, qualquer lugar menos a Terra. Dizem que são fáceis de entender, que têm sempre razão e que os homens é que são o problema do mundo. Mas, sério: como é possível encontrar uma explicação racional para a forma como seus cérebros funcionam? Quando alguém quer alguma coisa feita, qual o sentido racional de dizer não para depois dizer sim?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Talvez eu esteja sendo um pouco frio demais e deixando um pouco de lado a passionalidade. Nunca fui muito do tipo passional, tenho que admitir. Não consigo conceber ideias como essa sem ter minha cabeça transformada em um nó impossível de ser desatado. E quem não teria, com papos tão loucos como esse?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Continuo não entendendo as mulheres e acho que nunca vou entender. E, no fim das contas, elas gostam disso. Gostam desse mistério e dessa incompreensão que temos delas. Divertem-se com as nossas caras de idiotas, essas malditas. Malditas que amamos e que não conseguimos largar, mas ainda assim malditas. Não podiam ser mais simples, essas tais mulheres?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-1670583416566477545?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/1670583416566477545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/07/complicadas-e-perfeitinhas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/1670583416566477545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/1670583416566477545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/07/complicadas-e-perfeitinhas.html' title='Complicadas e Perfeitinhas'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TEtmEpMf59I/AAAAAAAAARg/vpWLOgloqE8/s72-c/mulheres-perfeitas%5B.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-7626402945397931753</id><published>2010-07-22T12:16:00.000-07:00</published><updated>2010-07-23T17:23:48.254-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Leilão Bizarro</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Li hoje, em uma simples manchete, uma notícia perturbadora: não, não é a confirmação do fim do mundo nem a Xuxa falando que odeia crianças (pensem em como isso seria traumatizante), mas sim o leilão que será realizado para a venda dos objetos usados na autópsia e no embalsamento do rei do roquenrou, Elvis Presley.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TEiYhGlVNII/AAAAAAAAARY/su5Z0kUr6c0/s1600/elvis-presley.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TEiYhGlVNII/AAAAAAAAARY/su5Z0kUr6c0/s200/elvis-presley.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;O leilão prova: Elvis morreu&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Reverberam os gritos de 'Elvis não morreu!' - e eu aposto que esses serão os primeiros a desembolsar milhares de dólares por um bisturi enferrujado ou uma luva cirúrgica rasgada. Sério, não sei o que se passa na cabeça de gente assim. Qual o propósito de ter uma luva&amp;nbsp; usada para embalsamar um corpo há mais de trinta anos?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;A idolatria a uma personalidade famosa tem limites. Claro, não há nada demais em ser um pouquinho exagerado e mandar importar da Rússia uma versão exclusiva de um &lt;i&gt;single&lt;/i&gt; que só saiu por lá, ou mesmo ter fotos do seu astro coladas na parede da sua casa. O problema reside no exagero, como já dizia mamãe quando fazia brigadeiro de panela. Gastar milhares e milhares de dólares pelo simples propósito de 'ter' algo (que, teoricamente, não vale porra nenhuma para o mundo) que um artista usou, cuspiu, se secou ou simplesmente recusou não é normal, não mesmo (nunca esquecerei do &lt;a href="http://guiadoscuriosos.com.br/categorias/1492/1/objetos-leiloados.html"&gt;leilão do papel higiênico&lt;/a&gt; que Paul McCartney disse ser áspero demais para seu estimado ânus).&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Gostar de um artista é uma forma saudável de demonstrar respeito e reconhecimento pelo trabalho alheio. Ir a um show, comprar um DVD ou a coletânea exclusiva não faz mal para ninguém. Mas ter uma luva cirúrgica manchada de sangue, um tubo arterial ou um fórceps só podem significar duas coisas: ou você está exercendo uma profissão voltada para a área de saúde ou você é um psicopata frio e calculista.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-7626402945397931753?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/7626402945397931753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/07/leilao-bizarro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/7626402945397931753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/7626402945397931753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/07/leilao-bizarro.html' title='Leilão Bizarro'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TEiYhGlVNII/AAAAAAAAARY/su5Z0kUr6c0/s72-c/elvis-presley.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-8613233675252776371</id><published>2010-06-27T08:29:00.000-07:00</published><updated>2011-01-03T08:13:39.629-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intimidades'/><title type='text'>Grande Vazio</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;De vez em quando me sinto preso dentro de mim mesmo. Não é uma sensação ruim, na verdade; é como se eu pudesse explorar cada detalhe mínimo de mim mesmo e pudesse dizer de uma vez por todas quem eu sou ou do que sou feito. Não é uma tarefa fácil, no entanto: cada reentrância e cada canto obscuro e cheio de teias de aranha é como um novo filme, uma nova música, uma nova história. Cada partícula tem uma história longa e chata para contar. Posso, em um momento, estar atravessando uma rua de papel sulfite e, em outro instante, estar voando em um céu de gelo liquefeito. Sim, minha mente tem dessas loucuras que ninguém consegue explicar (e acho que deve ser assim com todo mundo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por vezes – alguns dias mais do que outros – me pego pensando no Grande Vazio. Um vazio sem nome ou explicação, que chega e aparece sem pedir licença, e que vai embora tão rapidamente quanto vêm. É uma sensação estranha, essa do vazio: é como se você não tivesse motivos para rir, mas mesmo assim risse; sem motivos para chorar, mas mesmo assim chore. Pior ainda é rir chorando ou chorar rindo, como explicar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano tem dessas coisas inexplicáveis. Coisas que nem a nossa vã filosofia pode explicar, por mais que tente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-8613233675252776371?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/8613233675252776371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/06/grande-vazio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/8613233675252776371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/8613233675252776371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/06/grande-vazio.html' title='Grande Vazio'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-7164287751231696239</id><published>2010-06-24T14:13:00.001-07:00</published><updated>2010-07-24T15:18:55.890-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>A Faca do Mendigo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TCPKoi7ofiI/AAAAAAAAAQs/mx3az1TCz7g/s1600/urca_mendigo.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486451568987897378" src="http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TCPKoi7ofiI/AAAAAAAAAQs/mx3az1TCz7g/s320/urca_mendigo.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 216px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Hoje vi um mendigo sentado na calçada. Era um mendigo como outro qualquer: sentado de pernas cruzadas no chão, coberto com sua manta imunda e rodeado de seus apetrechos essenciais – entre eles, o resto de uma quentinha que alguém não quis, uma caneca de alumínio cheia de água suja e uma coleção de restos de cigarro encontrados ao longo de seus passeios – ele tinha os olhos perdidos em algum lugar distante. O cabelo era sujo, desarrumado e fétido; a barba, grisalha e desgrenhada, parecia guardar segredos profanos demais para serem desvendados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não daria muita atenção a ele, não fosse o fato de que o dito cujo tinha uma faca em mãos. Não uma faca daquelas de cozinha, com serrinha e ponta arredondada, mas uma faca de açougue, de cabo branco e lâmina reluzente, que brilhava em contato com a luz do sol. Como ele conseguiu aquela arma, só Deus saberia responder. Deve ter achado no lixo, provavelmente, junto com sua comida e suas roupas, com todas as suas posses e todo o seu ouro. Girava a faca de um lado para o outro, rindo como um louco – ele falava sozinho e gritava vez por outra, mas ninguém nunca lhe dava muita atenção –, cantando uma música de Natal e obrigando todos os transeuntes a atravessarem a rua para que não fossem uma potencial vítima de sua loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi que um policial, ao constatar que o louco ainda não cansara de suas loucuras e que provavelmente ficaria girando aquela faca durante muito tempo, foi até ele. Não sabia muito bem o que fazer ou como agir: a academia nunca lhe ensinara a lidar com mendigos que empunhavam facas no meio de uma tarde ensolarada. Tentou gritar com ele, como se faz com os cachorros vadios, dizendo “Porra, para com essa merda, seu vagabundo!”, mas aquilo não pareceu surtir muito efeito, pois o mendigo continuou com sua diversão particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o policial resolveu agir. Rápido como uma cobra, pegou o pulso do meliante e bateu com ele no muro de chapisco, obrigando-o a largar a faca. Nisso, uma pequena multidão se juntou aos poucos olhos curiosos para saber o que diabos estava acontecendo. Logo começaram os burburinhos: “o mendigo ia assaltar uma moça com a faca e o policial chegou e parou ele”; “o policial deu a faca pro mendigo abrir uma lata de feijão e o mendigo ameaçou ele”; “o mendigo estava ameaçando o policial e ele resolveu agir”, todos comentando o ocorrido enquanto o mendigo choramingava, sem saber muito bem o que acontecia ou porque todos estavam olhando para ele e lhe dando tanta atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente o policial conseguiu imobilizá-lo, fazendo cena ao perceber que uma pequena plateia o observava e dizendo teatralmente “está tudo sob controle!”. Todos bateram palmas e vibraram pela coragem e bravura daquele que prometeu proteger e servir. E o mendigo, coitado, foi levado para uma viatura e encaminhado para a delegacia, e apenas posso presumir qual teria sido seu triste destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mendigo seria o assunto do dia para alguns. Mas, para mim, seria apenas a constatação de que ele cometeu o único erro que nunca poderia ter cometido: fez-se perceber em um ambiente no qual tinha tanta importância ou notabilidade quanto uma samambaia ou um hidrante.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-7164287751231696239?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/7164287751231696239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/06/faca-do-mendigo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/7164287751231696239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/7164287751231696239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/06/faca-do-mendigo.html' title='A Faca do Mendigo'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TCPKoi7ofiI/AAAAAAAAAQs/mx3az1TCz7g/s72-c/urca_mendigo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-3482211403297443755</id><published>2010-05-15T22:20:00.001-07:00</published><updated>2011-01-03T08:20:11.499-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fantasia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><title type='text'>A importância da literatura fantástica</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Posso estar enganado, mas acredito que cerca de 80 ou 90% dos nossos eruditos literários parecem deixar categorias como fantasia, ficção científica e terror em um patamar marginalizado, como se tais gêneros fossem inferiores a dramas realistas, romances ou metáforas metalinguísticas. O próprio rótulo ‘fantasia’ já vem carregado de inúmeros pré-conceitos: a simples menção ao nome remete boa parte dos leitores mais tradicionais a histórias com magos e dragões, elfos, raios brilhantes e criaturas que, com palavras mágicas, podem resolver quaisquer problemas que se ponham à sua frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Negar que a fantasia seja importante para a humanidade é como querer negar a importância da água para a fisiologia humana. Desde cedo, somos criados para acreditar em seres como coelhos que espalham ovos de chocolate mundo afora, velhinhos que descem por chaminés – mesmo quando moramos em apartamentos que mal possuem janelas – e monstros que vivem embaixo da cama, prontos para atacar assim que as luzes se apagam. Impedir que uma criança deixe de crer em monstros, fadas, sacis pererês ou seja lá que sorte de fantasias ela queira acreditar é um desestímulo à sua imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí vem a adolescência e, logo em seguida, a vida adulta. É quando os problemas começam a se avolumar, o tempo se escasseia e os sonhos e fantasias parecem cada vez menos importantes para a vida cotidiana. O dinheiro passa a ser o coelho da páscoa e o papai Noel, e os unicórnios e ciclopes já não parecem assim tão interessantes. Tudo o que importa, agora, é conviver com as malezas e as dificuldades da realidade, que parece sempre mais cruel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso acaba se refletindo na literatura. Não é à toa que livros com temas considerados ‘de fantasia’ são sempre (ou quase sempre) taxados de infantis ou infanto-juvenis, não importa sua carga sexual ou os baldes de sangue e vísceras que os personagens espalhem ao longo das páginas. Vender uma história com anjos e demônios para crianças e adolescentes – por mais nebulosas e complicadas que as relações estabelecidas no texto possam ser – é muito mais simples do que convencer leitores mais tradicionais de que aquele livro, que trata de seres sobrenaturais, pode ser tão bom quanto o que aborda a realidade cinzenta da sociedade brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que há uma convenção preestabelecida ditando que livros dentro desses gêneros são piores do que outros. E, quando uma história, por algum motivo qualquer, carrega em si alguma característica fantástica, suas qualidades são sempre atribuídas às metáforas e mensagens que passam. Tomemos por exemplo o livro de José Saramago, ‘Ensaio sobre a cegueira’. Há alguma dúvida de que o livro seja de fantasia? Não para mim. Vejam: em uma cidade sem nome, uma epidemia de cegueira branca afeta a população, que passa a ter de conviver com suas novas limitações de vida. A sinopse me parece bastante fantasiosa, mas o livro, com toda a sua crítica positiva e a legitimação de um prêmio Nobel, nunca foi rotulado como ‘de fantasia’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí está. Sim, considerado ‘Ensaio sobre a cegueira’ um livro altamente fantástico, mas isso não tira nenhum de seus méritos. Porque, no fim das contas, a fantasia serve para isso mesmo: passar, através de outros meios, uma mensagem. Seja de esperança ou desesperança, de luta, honra, coragem ou uma crítica social mascarada de ficção científica. Dizer que fantasia é ruim porque é ‘irreal’ é ter uma mente extremamente fechada a diferentes tipos de exposição de uma ideia. Querer crer que os livros considerados ‘realistas’ ou ‘não-fantásticos’ sejam, por excelência, melhores do que os considerados ‘fantásticos’, julgando apenas o gênero no qual se encaixam – ou no qual algum editor o encaixa – é extremamente prematuro e, arrisco a dizer, até mesmo uma proposição idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém esquece os monstros no armário e o medo do que poderia acontecer quando as luzes apagavam. E crescer continuando a acreditar que monstros podem servir de lição a ponto de se tornarem tão importantes para expor uma ideia é acreditar que a fantasia é – e ela o é, de fato – tão importante para a literatura quanto qualquer outro tipo de gênero literário.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-3482211403297443755?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/3482211403297443755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/05/importancia-da-literatura-fantastica.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/3482211403297443755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/3482211403297443755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/05/importancia-da-literatura-fantastica.html' title='A importância da literatura fantástica'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-2674334332235911413</id><published>2010-05-10T18:57:00.000-07:00</published><updated>2010-07-24T15:22:19.718-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><title type='text'>"Feliz Ano Novo", Rubem Fonseca</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S-i5_DeKIPI/AAAAAAAAAP0/HwZJ8GEnkL8/s1600/feliz-ano-novo2.jpg.gif" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5469826240356163826" src="http://1.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S-i5_DeKIPI/AAAAAAAAAP0/HwZJ8GEnkL8/s400/feliz-ano-novo2.jpg.gif" style="cursor: pointer; float: right; height: 400px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 264px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Nunca dei muito valor aos autores nacionais. Não sei exatamente o motivo: se é um tipo de repulsa involuntária, se descaso ou simplesmente falta de publicidade ou preços acessíveis aos livros brasileiro. No fim, tudo não passa de desculpas esfarrapadas, eu sei. Por isso estou tentando reverter esse processo degenerativo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Já ouvi o nome Rubem Fonseca uma dezena de vezes – o cara é um dinossauro da literatura brasileira e seus livros são muito bem vendidos e criticados, obrigado –, mas parei realmente para prestar atenção ao nome após uma entrevista da escritora do livro ‘Gonzos e Parafusos’, Paula Parisot. O repórter fez uma pergunta acerca da troca de Rubem da editora Companhia das Letras para a Record, uma fofoca literária que dizia que a autora era a culpada pela tal troca. Ela disse que não e nada mais a declarar. Mais tarde, durante o tal do ‘bate-bola-jogo-rápido’, o repórter pergunta a ela: Raymond Chandler ou Rubem Fonseca?, e ela, rindo, responde: alguma dúvida? Rubem Fonseca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí está. Não, nunca li Raymond Chandler – uma deficiência que pretendo suprir o quanto antes –, mas sou fascinado pela estética &lt;span style="font-style: italic;"&gt;noir&lt;/span&gt; e pelos romances policiais. Tal comparação atiçou meus neurônios para ler o tal Rubem Fonseca. Nunca tinha lido nada nacional que rodasse no tema da literatura policial, e como precisava ter uma ideia de como giram os personagens pelas marginais paulistas e calçadões cariocas, resolvi que seria uma boa ideia lê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprei o livro que agora tenho o prazer de resenhar, ‘Feliz Ano Novo’, juntamente com ‘Agosto’, do mesmo autor, ‘Ed Mort e outras histórias’, uma coletânea de contos de Luis Fernando Veríssimo e um outro que já não me recordo o nome, sobre a história de Zuzu Angel, todos rodando pelo tema policial. Resolvi ler ‘Feliz Ano Novo’ em primeiro lugar. Não posso dizer que me arrependi. Nem um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é uma união de contos, uns maiores, outros menores, mas todos muito rápidos, transitando sobre temas um tanto quanto impactantes a primeira vista: logo no primeiro conto – que dá título ao livro – somos apresentados a um bando de ladrões que discute irrelevâncias antes de partir para algum assalto na véspera de ano novo. Logo segue-se a ação, com uma sequência final bastante, er... não há outra palavra: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;impactante&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro gira em torno de ladrões, prostitutas, homens mal-amados e incompreendidos, mulheres inconsequentes e amarguradas. Não há um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;continuum&lt;/span&gt; ou algo que ligue os contos além da imundície – seja ela literal ou subjetiva – onde os personagens se encontram mergulhados: sempre desesperançosos, sempre à beira de um colapso ou sem um tostão no bolso. Os contos são bruscos, um choque à pacificidade do dia a dia, uma chacoalhada nos nervos e nas opiniões sobre quem pensa que o mundo é um lugar colorido e bonito de se viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Feliz Ano Novo’ é um livro que deixa atrás de si marcas para quem lê: seja para quem mastiga cada conto e extrai dele todos os seus significados e simbolismos, seja para quem – como eu – lê apressadamente no ônibus, com fones no ouvido e pessoas conversando em todos os lados. Não creio que o livro tenha uma mensagem definida ou alguma lição de moral para ser passada, não acredito que seja sua função, mas creio que, mesmo involuntariamente, ele deixa nem que seja uma nota de rodapé no subconsciente da gente: ‘o mundo não é bonito, fique sabendo. Ele é um lugar cheio de dores e de gente pronta para te sacanear à mínima piscadela. Portanto, fique alerta’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um soco na boca do estômago, acho que essa é a melhor forma de tentar definir o livro ‘Feliz Ano Novo’. Não é à toa que se trata de um livro altamente lido e bem criticado. Vale a pena ler cada parágrafo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-2674334332235911413?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/2674334332235911413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/05/feliz-ano-novo-rubem-fonseca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/2674334332235911413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/2674334332235911413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/05/feliz-ano-novo-rubem-fonseca.html' title='&quot;Feliz Ano Novo&quot;, Rubem Fonseca'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S-i5_DeKIPI/AAAAAAAAAP0/HwZJ8GEnkL8/s72-c/feliz-ano-novo2.jpg.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-253576546530555812</id><published>2010-04-22T13:22:00.000-07:00</published><updated>2010-07-24T15:23:51.856-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='biblioteconomia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='porto alegre'/><title type='text'>Sobre minha ausência e Porto Alegre</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Eu tinha a pretensão de escrever um post mais extenso antes da minha viagem a porto alegre - até o escrevi em uma lan house, mas infelizmente o arquivo foi sumariamente deletado devido a um erro no computador defeituoso.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Agora não tenho muito tempo, então tentarei ser o mais breve possível :)&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Estou ausente da internet durante esses dias por conta de um problema técnico e muito simples: meu computador quebrou e não tive tempo de levá-lo ao conserto. Depois inventei viajar para Porto Alegre: decidi viajar na segunda e o ônibus saía na terça.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Vim participar do EREBD: Encontro Regional de Biblioteconomia e Documentação, que está acontecendo até sábado na UFRGS para todos os estudantes de biblioteconomia do Brasil. Entre banheiros químicos mal-cheirosos, desconforto por dormir em uma quadra sobre um colchão inflável e ter que tomar banho em um contâiner, estou adorando a cidade. Faz frio e chove muito, muito mesmo, mas ainda assim gosto. É uma cidade um tanto quanto cinza, com táxis vermelhos (vermelhos!) e um sotaque ao mesmo tempo gostoso de ouvir e estranho de tentar reproduzir.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Bom, atualizações feitas, tenho que ir. Meu tempo está acabando e ainda tenho que jantar antes que o refeitório feche. Boa noite!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-253576546530555812?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/253576546530555812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/04/sobre-minha-ausencia-e-porto-alegre.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/253576546530555812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/253576546530555812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/04/sobre-minha-ausencia-e-porto-alegre.html' title='Sobre minha ausência e Porto Alegre'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-9059178648595679566</id><published>2010-04-09T10:29:00.000-07:00</published><updated>2010-04-09T10:30:38.698-07:00</updated><title type='text'>Ela Voltou</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passa tanto tempo que a gente acaba se esquecendo, mas isso é normal, mazelas do tempo - que passa como raio, sem dó nem piedade. Quando a gente vê, já não se vê faz uns anos; quando a gente percebe, não se entende mais. Parece que quando nos olhamos somos só dois estranhos que se esbarram pela rua por puro acaso do destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destino arteiro, de querer lembrar o que passou; de imputar um bocado de culpa pela falta de procura; de fazer lembrar um passado que não volta. Cacete, esse destino tinha que me trazer você de volta?! Antes não trouxesse e estaria eu preocupado com outras coisas: com meus probleminhas cosmopolitas e meus novos amigos, com meus livros não lidos e com minhas músicas repetidas. Diacho, destino, porque me trouxe ela de volta?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-9059178648595679566?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/9059178648595679566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/04/ela-voltou.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/9059178648595679566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/9059178648595679566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/04/ela-voltou.html' title='Ela Voltou'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-1271320901469882075</id><published>2010-04-04T07:22:00.000-07:00</published><updated>2010-04-04T07:23:28.846-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>O Dia em Que Matei Minha Musa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fazia sei lá quantos dias que eu não escrevia. Então, decidido a  continuar o ofício masoquista de escritor amador – que dá pouco ou  nenhum retorno ao trabalho árduo de pensar, repensar e duplipensar  naquilo que se deve escrever –, sentei-me na cadeira, pronto para  qualquer ideia que me viesse em mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo percebi que não havia  nenhum assunto interessante sobre o qual abordar. Falar sobre o quê?  Copa do mundo? Olimpíadas? Final do Big Brother? Relação Brasil-Irã?  Nada daquilo me pareceu interessante o bastante, até porque todos já  estavam falando sobre isso. O que eu poderia acrescentar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei  a me irritar por tamanha improdutividade. Não que isso nunca tivesse me  ocorrido antes – passo longos e ociosos períodos sem escrever uma  palavra sequer, apenas olhando para o teto e cantarolando, pensando em  não pensar e esperando qualquer inspiração divina me atingir como um  raio e me obrigar a escrever –, mas eu nunca havia me sentido tão  frustrado assim. Era como se o meu tão nobre ofício deixasse de ter  importância, como se não-escrever fosse uma opção muito mais racional do  que escrever para não ser lido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Problemas, Lucas?”, a minha  musa me perguntou, aparecendo (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;finalmente!)&lt;/span&gt;.  Puxou uma cadeira e se sentou. Ela sempre aparece nesses momentos  oportunos, e eu não nego a sua presença. Ela levantou as saias para  cruzar as pernas, deixando à mostra aquele pequeno pedaço de erotismo  que tanto me agradava. “Parece que as coisas não estão indo tão bem”,  ela disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não estão, Musa”, eu cocei o ouvido com a ponta do  lápis, um hábito nojento e mal educado, mas ainda assim extremamente  confortador e agradável. “De novo aquela mesma merda de sempre. E eu  aqui me perguntando se o problema sou eu ou se você simplesmente está se  tornando frígida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Autch”, ela disse, sorrindo. “Você sabe tão  bem quanto eu que não precisa ser tão rude assim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E você sabe  tão bem quanto eu que não precisa ser tão ausente assim. Você nunca me  deixou na mão durante tanto tempo, Musa. O que está acontecendo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Acho  que eu finalmente percebi que não vale a pena continuar por aqui, te  dando tanto apoio”, ela sempre sorria, como uma psicopata que não se  preocupa com o impacto de suas palavras ou ações. “Quando eu estou aqui,  pronta para você, pronta para te dar tudo o que tenho, você  simplesmente me ignora. Diz que está com preguiça, que a ideia não é tão  boa assim, que vai dormir ao invés de pegar uma porra de um lápis e  escrever o que eu estou ditando. Isso me cansa, Lucas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela dizia  tudo isso sem alterar a voz. Exatamente do jeito que gosto, sendo  levemente sutil e ao mesmo tempo extremamente rancorosa, usando todas as  qualidades que lhe atribuí contra mim. Uma grandessíssima filha da  puta, senhoras e senhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E quando eu estou disposto a escrever  qualquer coisa que você queira me dar”, eu disse, “você simplesmente  some sem deixar nenhum vestígio ou telefone para contato. Convenhamos:  você é tão filha da puta quanto eu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ninguém é perfeito. A  diferença é que eu me esforço para ter ideias. Você simplesmente as  usa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E você adora quando alguém fala bem das suas ideias, sua  narcisista”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Essa não sou eu, é você”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você vai ou não  vai me ajudar dessa vez? Estou realmente com vontade de escrever”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela  se levantou, passando as mãos pelos cabelos lisos e castanhos, me  olhando com certa dúvida, como se ainda não estivesse cem por cento  convencida de que eu estava falando a verdade. Foi até minhas costas,  passando as mãos pelos meus ombros e desarrumando meus cabelos.  Sussurrou no meu ouvido languidamente, como se estivesse à beira de um  orgasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não dessa vez. Eu gosto quando você está em agonia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não  se esqueça de que você me pertence, não o contrário”, eu respondi no  mesmo tom de voz baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você precisa de mim, Lucas, não tente  negar. Suas melhores histórias só existem por minha causa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você  se supervaloriza demais, Musa. Pena que não é verdade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você me  supervaloriza, não o contrário”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estou começando a ficar  extremamente irritado com você”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, é? E o que você vai fazer a  respeito?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Te mandar embora seria uma boa ideia”, eu disse,  fechando o caderno. “Eu posso sobreviver sem você, Musa. Mas você não é  ninguém sem mim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Isso não é verdade, você sabe disso. Quando eu  for embora, você se consumirá numa agonia tão completa e total que  escrever será a única saída. E você não vai conseguir escrever, porque  eu não estarei aqui para ajudar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Acho que não preciso mais da  sua ajuda”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aí é que você se engana. Você não é nada sem mim,  por mais metafísica que eu seja”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu vou tentar a sorte”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você  vai se arrepender disso tudo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se assustou ao perceber que  eu falava sério. Sumia pouco a pouco, os olhos em desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu  já estou arrependido”, eu disse, vendo-a dissolver-se no ar até se  tornar um leve sopro de névoa fina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei ao silêncio, olhando  para o caderno fechado a minha frente, completamente seco de ideias.  Tinha certeza de que não conseguiria escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloquei água para  ferver, liguei a televisão e comecei a ver um filme pela metade, como  se aquilo fosse me dar algum conforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inspiração havia ido  embora para sempre e eu, como Bartleby, simplesmente havia desistido de  qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então pensei, num sopro de inspiração – como  se ela sussurrasse aos meus ouvidos: por que não escrever sobre a morte  da minha musa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a primeira história que escrevi sem a ajuda  dela, mas ainda a ouço dizer: “Se não fosse por mim, você nunca teria  escrito essa história”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tem razão. Eu preciso  dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A vantagem de ser metafísica”, ela me disse, puxando uma  cadeira e sentando-se novamente, “é que eu não posso morrer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela  sorri para mim no momento em que acrescento este último parágrafo,  satisfeita por ter seu valor reconhecido. Sentada ao meu lado, saia  levantada e pernas à mostra, ela olha para as palavras, reclamando do  tamanho exagerado do texto. “Se eu estivesse aqui, resolveríamos tudo em  menos de dois mil caracteres. Mas isso você aprende com o tempo. E com a  minha ajuda, é claro.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-1271320901469882075?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/1271320901469882075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/04/o-dia-em-que-matei-minha-musa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/1271320901469882075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/1271320901469882075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/04/o-dia-em-que-matei-minha-musa.html' title='O Dia em Que Matei Minha Musa'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-26853466250374851</id><published>2010-03-28T15:14:00.000-07:00</published><updated>2010-03-28T15:29:22.778-07:00</updated><title type='text'>Lançamento: Aura de Asíris - A Batalha de Kayabashi</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda não li esse novo lançamento da literatura fantástica brasileira, mas já já entrará na minha lista de espera. Assim que estiver lido, deixo aqui o meu parecer sobre a obra. Enquanto isso, segue o release do livro "Aura de Asíris - A Batalha de Kayabashi", do escritor - e amigo virtual - Rafael Lima. Espero que gostem!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S6_WHjTG9xI/AAAAAAAAAPc/yrhDfxI3yPA/s1600/capa_ilustra.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 278px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S6_WHjTG9xI/AAAAAAAAAPc/yrhDfxI3yPA/s400/capa_ilustra.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453813098991777554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disponível! - Aura de Asíris - A Batalha de Kayabashi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro Aura de Asíris - A Batalha Kayabashi, um épico tecnofantasy escrito pelo publicitário carioca Rafael Lima e com referências como Star Wars, Final Fantasy e Dragon Ball Z, já está disponível nas melhores lojas físicas e virtuais do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira a sinopse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas raças. Um só mundo e destino. A aventura começa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há séculos, banshees e furous guerreiam ao norte de Asíris, mundo governado por uma avançada tecnologia e permeado por uma energia chamada Aura. Apesar dos banshees terem vencido a maior parte das batalhas, algo está para mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma antiga lenda, que prevê o nivelamento de forças entre as duas raças e, consequentemente, o fim desta que é conhecida como a Grande Guerra, aparenta ser verdadeira quando os furous inexplicavelmente se tornam mais poderosos e capazes de derrotar seus inimigos pela primeira vez na história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S6_WsfzrihI/AAAAAAAAAPk/60xTVa2qATY/s1600/imgposlancamentoada.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S6_WsfzrihI/AAAAAAAAAPk/60xTVa2qATY/s400/imgposlancamentoada.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453813733709810194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A partir daí, uma batalha sem precedentes eclode em uma região conhecida como Deserto de Kayabashi. Neste cenário de tensão e expectativa surge Yin Ashvick, um menino de doze anos que pode ser a única esperança de todos. Ele terá que enfrentar uma longa e perigosa jornada, a qual colocará a prova sua coragem, altruísmo e determinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, terá a ajuda de seu mestre, Hanai Ashvick, o general do exército banshee, Irwind Heatbolth e outros personagens bastante carismáticos. Cada um terá que encarar seus piores temores para descobrir a verdade por trás da onda de terror que assola sua terra e pôr fim na grande ameaça que se aproxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para comprar Aura de Asíris - A Batalha de Kayabashi acesse:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.auradeasiris.com/comprar.html"&gt;http://www.auradeasiris.com/comprar.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as informações sobre a obra também no site.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-26853466250374851?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/26853466250374851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/03/lancamento-aura-de-asiris-batalha-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/26853466250374851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/26853466250374851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/03/lancamento-aura-de-asiris-batalha-de.html' title='Lançamento: Aura de Asíris - A Batalha de Kayabashi'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S6_WHjTG9xI/AAAAAAAAAPc/yrhDfxI3yPA/s72-c/capa_ilustra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-5160707522721910745</id><published>2010-03-23T10:48:00.000-07:00</published><updated>2010-03-23T17:54:10.660-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenha'/><title type='text'>"Annabel &amp; Sarah", Jim Anotsu</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S6j_QrDS51I/AAAAAAAAAPM/1Dbdy8yGbgk/s1600-h/annabel_capa2-198x300.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 198px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S6j_QrDS51I/AAAAAAAAAPM/1Dbdy8yGbgk/s400/annabel_capa2-198x300.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451888010831521618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando ouvi o nome de Jim Anotsu pela primeira vez, logo pensei: ‘ora, então a editora Draco, dando os primeiros passos no mercado editorial brasileiro, já resolveu apostar em traduções de autores internacionais?’ Feita uma rápida pesquisa, logo descobri que Jim Anotsu, apesar de viver sob as pontes de Londres &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(correção: pontes de Seattle, como o Jim disse no comentário. Confundi criador e criaturas :P)&lt;/span&gt; e cuidar de seu cachorro Humbug, é o pseudônimo de um autor nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo fiquei com os dois pés atrás, me perguntando qual era a finalidade de um pseudônimo como aquele: confundir os leitores, fazendo-os pensar que o livro é uma tradução e, com isso, tentar uma jogada de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;marketing&lt;/span&gt; para vender mais exemplares? Ter medo de mostrar o próprio nome, preferindo, ao invés disso, usar um pseudônimo que soasse melhor do que um sobrenome brasileiro comum? Talvez isso, a princípio, tenha me deixado um pouco receoso quanto ao livro em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puro preconceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o lançamento oficial do livro, descobri que ele estava sendo muito bem recebido pelos leitores, com ótimas resenhas e críticas. Estava pronto para adquirir um exemplar, mas, para a minha surpresa e satisfação – e antes que eu enfiasse as mãos nos meus bolsos furados – fui premiado com um exemplar no sorteio da comunidade do Orkut “Escritores de Fantasia &amp;amp; FC”. Via de regra, devo fazer uma resenha para compensar o ganho do exemplar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, eu a faria de qualquer forma mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro “Annabel &amp;amp; Sarah” (Editora Draco, 156 páginas) narra a história de duas irmãs gêmeas, mas muito diferentes. Annabel é uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rock’n’roll girl&lt;/span&gt;, com cabelos tingidos de preto, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;All Star&lt;/span&gt; sujo e uma personalidade extremamente sarcástica e irônica; Sarah é a menina que todo o pai pediu a Deus: calma, cálida, bela, extremamente educada e correta. Filhas de pais separados – Sarah morando com a mãe e Annabel com o pai – as duas são surpreendidas quando Sarah é seqüestrada por uma televisão e vai parar em um universo paralelo onde todos devem ser sempre felizes. Agora Annabel precisa unir forças a um lobo detetive e partir em busca da flor Amor-Perfeito, única coisa capaz de salvar Sarah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sinopse é, por si só, eletrizante. E o livro faz jus à sinopse: carregado de cenas de ação, ele te leva para os mais absurdos – e criativos – lugares. Sarah, em um mundo onde todos devem ser felizes (o que me lembra, a propósito, um episódio excelente do desenho “Os Padrinhos Mágicos”), comendo tortas de morango que aumentam o ânimo e tendo que lidar com fiscais que denunciam qualquer um que ouse derramar uma lágrima ou apresentar qualqu&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S6j_qtroUeI/AAAAAAAAAPU/6hccjY4oIEs/s1600-h/draco.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 152px; height: 166px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S6j_qtroUeI/AAAAAAAAAPU/6hccjY4oIEs/s400/draco.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451888458214167010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;er sinal de tristeza; Annabel, em contrapartida, para em um universo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;beat&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;noir&lt;/span&gt;, onde animais falam e humanos são mero rebanho para a alimentação. Lá, ela se une ao lobo Op Spade, detetive arisco e mal-encarado que aceita ajudar Annabel por intermédio de uma raposa chamada Dean Chinaski.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não poderia deixar de comentar sobre as referências do livro: Chinaski, rua Kerouac, Spade, rua Bukowski, nomes de capítulos como “Corra, Sarah! Corra!”, citações a bandas, filmes e séries de TV... tudo casa extremamente bem com a atmosfera do livro. Em momento nenhum as referências parecem forçadas; muito ao contrário! Conseguimos, a partir dessas referências – que devemos pescar ao longo do livro, uma vez que nenhuma delas é completamente explícita – descobrir alguns dos gostos do autor (se do Jim ou do autor por trás do Jim nunca saberei dizer) e suas influências, que não são poucas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como nem tudo são amores-perfeitos e não se pode ser eternamente feliz, consegui captar algumas falhas ao longo de “Annabel &amp;amp; Sarah”: a principal talvez seja a pouca profundidade das personagens, de um modo geral. Mesmo que os artifícios do interlúdio tenham sido extremamente inteligentes para mostrar um pouco do relacionamento das duas irmãs, senti que outros personagens com histórias muito boas – como Op Spade, Ava Hepburn e Estrela-da-Manhã – poderiam ter as suas histórias um pouco mais aprofundadas. Op Spade me pareceu tão-somente um lobo rabugento e Estrela-da-Manhã uma menina birrenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti também que rolou um pequeno anticlímax na hora fatídica em que Sarah é sugada pela TV: tudo acontece muito rápida e repentinamente. Se o texto fosse em primeira pessoa, acharia esse artifício interessante, mas, por ser em terceira, acho que o narrador poderia se demorar um pouco mais antes que ela fosse tragada para o mundo de Allegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra pequena falha se deve à revisão: apesar de poucos, alguns erros – principalmente os de concordância – se tornam chatos com o passar das páginas. Mas não sou o melhor do mundo com gramática, portanto não posso reclamar muito quanto a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, temos a sensação de termos mergulhado em dois mundos completamente diferentes e divertidos, apesar de seus perigos. “Annabel &amp;amp; Sarah” é um romance delicioso, uma completa surpresa por se tratar de um autor nacional e tão jovem com tamanho tato para a fantasia e originalidade para a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, coloque o CD “Favourite Worst Nighmare” do Arctic Monkeys para tocar e delicie-se com esse livro belíssimo e sensacional (eu não sei o motivo, mas sempre que vejo essa capa, a música “Teddy Picker” começa a tocar na minha mente. Acho que tenho que me tratar).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-5160707522721910745?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/5160707522721910745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/03/annabel-sarah-jim-anotsu.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/5160707522721910745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/5160707522721910745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/03/annabel-sarah-jim-anotsu.html' title='&quot;Annabel &amp; Sarah&quot;, Jim Anotsu'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S6j_QrDS51I/AAAAAAAAAPM/1Dbdy8yGbgk/s72-c/annabel_capa2-198x300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-4821597901946035507</id><published>2010-03-20T09:05:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T09:15:53.358-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Perdão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S6T0qJQn7hI/AAAAAAAAAPE/C7cwpR6u5wc/s1600-h/1241655341_Altar-mor-da-Igreja-Matriz-.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 265px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S6T0qJQn7hI/AAAAAAAAAPE/C7cwpR6u5wc/s400/1241655341_Altar-mor-da-Igreja-Matriz-.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450750453902470674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os sinos deixaram no ar uma música que fazia até mesmo os anjos se arrepiarem. Sobre o átrio da igreja, uma senhora de setenta anos varria as folhas outonais, numa solidão silenciosa embalada apenas pela sequência metálica e angélica que reverberava por toda a cidade. Não se ouvia nada além daquele som: até mesmo os pássaros suspendiam seu canto; o vento freava momentamente o som que fazia ao balançar as folhas secas, retirando-as do conforto de seus caules; as crianças paravam a gritaria do futebol e as senhoras fofoqueiras suspiravam, cedendo um segundo precioso de silêncio aos seus discursos pérfidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às sextas-feiras a missa começa apenas as oito, e contavam ainda duas da tarde. O sol se estampava em um céu sem nuvens; o calor intenso imprimia um ambiente instável de chove-sol-chove que ninguém conseguia entender, por mais que os ambientalistas tentassem explicar. Sob sua batina negra de quem nega os prazeres da carne e esconde as suas – como uma penitência pelos pecados que ainda virá a cometer –, o padre suava. Os poros gritavam por um pouco de ventilação, as gotas convertendo-se em minúsculas cascatas que deslizavam por sobre a testa saliente, dissolvendo-se na roupa pesada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O padre contava ainda vinte e oito anos, sendo um dos mais novos que já havia passado por aquela igreja. Tinha olheiras profundas que só um viciado em cafeína poderia nutrir e reconhecer, olhos leitosos de quem passa muito tempo analisando palavras miúdas e se nega a usar um par de óculos ou lentes de contato, mãos calosas de quem, ao contrário do que possa parecer, não gasta horas na academia, mas sim na construção de casas para necessitados durante as semanas onde as obrigações com a igreja não são tão urgentes. Um ser incorruptível, dono de um sorriso manchado que gerava risinhos das mais novas e maus olhares das mais velhas – “ora, ele deve andar por aí a se esfregar com menininhas iludidas que o tomam por uma diversão”, ou “ele é um menino bom demais para não ter nenhum defeito, deve andar por aí alisando os coroinhas sem fazer cerimônias, tudo às escuras, como o demônio gosta de fazer as coisas”, os comentários indo e vindo silenciosamente, mas os sorrisos bobos e falsos de admiração, as mãos beijadas numa humildade beata e os conselhos encorajando-o a manter-se sempre íntegro e bom como sempre foi e sempre deveria ser só aumentavam. E o padre, realmente inocente de todos os pecados que lhe imputavam, acreditava piamente que tudo aquilo era sinceridade santa, que Deus havia posto aquelas mulheres e homens naquele lugar para dar-lhe conselhos tão bons porque era misericordioso e sabia reconhecer todos os seus méritos como discípulo de Pedro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava sentado sobre um dos bancos da igreja, aproveitando aquele raro momento de paz em que o sino badalava para conversar com Deus. Tinha o hábito de sentar-se pelo menos duas vezes por semana naqueles bancos envernizados cheios de chicletes nas partes de baixo, quando a paróquia estava fechada, longe das loucuras dos domingos ou da legião de senhoras que vinha sempre rezar seus terços e cantar seus cânticos aos santos devotos e à virgem Maria. Ele fechava todas as janelas e a porta, ficando só, encarando a face ensanguentada do Cristo, que pendia na parede atrás do altar, olhando-o com uma expressão de tristeza misturada à piedade. O calor era insuportável, mas o padre dizia a si mesmo que o inferno não teria tanta complacência quanto às paredes daquela igreja, portanto a temperatura era suportável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha os olhos fechados, na metade de um salve rainha, quando a porta da igreja vibrou estrondosamente. Alguém batia do outro lado. Batia freneticamente, sequenciadamente, pronto para derrubá-la se assim fosse necessário. Alguém gritou, um grito cortante que se sobrepôs à última badalada do sino, tirando os pássaros de seu silêncio e o vento de sua letargia, fazendo o padre abrir os olhos em um sincero questionamento que ora tendia ao aborrecimento ora à preocupação. Respirou fundo, coçou a cabeça, secou a fronte e foi ver o que diabos estava acontecendo. Ninguém tinha o hábito de bater na porta do padre com tamanho desespero e urgência. Alguma coisa poderia não estar certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirou as chaves dos bolsos e abriu o cadeado que ficava entre as argolas de aço da pesada corrente. Desenrolou-a da porta da igreja – se perguntando por que ainda não haviam colocado um ferrolho ou uma chave tradicional naquela porta – e jogou-a para o lado, abrindo as portas duplas com violência. A luz do sol penetrou sem cerimônias, cegando o padre que até então se mantinha na penumbra dos vitrais translúcidos, e tudo o que ele pode ver foi um vulto alto caindo ao seu peito, pedindo ajuda e chorando como apenas os bebês esfomeados ou os recentemente enlutados choram. Tinha as mãos viscosas de quem derramou lágrimas demais, mas bastava um olhar mais atento para perceber que aquilo não eram lágrimas. Eram mãos rubras, manchadas de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem tinha uma faca nas mãos. E tinha as mãos manchadas de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Padre, me perdoe, pois eu pequei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajoelhou-se e chorou desesperadamente, atingido por uma dor desconhecida que o corroia por dentro e o insuflava a chorar cada vez mais. Caiu, deitado em posição fetal no meio do corredor, os olhos voltados para o altar. Jesus crucificado o encarava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas não tardaram a aparecer pela porta. Primeiro, curiosos por conta do barulho das batidas na porta; depois, curiosos com os gritos lacrimosos do homem, como o presságio funesto de algum acontecimento importante. Logo, a porta da igreja estava repleta de olhos desocupados, pescoços espichados e expressões que transitavam entre a estupefação completa e a desaprovação. O padre fechou as portas sem pedir licença, deixando um sabor de curiosidade insaciada nas gargantas da pequena cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Padre! – gritou alguém do outro lado. – Ele está armado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu já vi! – o padre gritou em resposta. – Vão embora daqui, ele veio se confessar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ninguém iria embora dali até que todas as respostas estivessem saciadas, e o padre sabia muito bem disso. Suspirou, passando as mãos pelo rosto para tentar recompor-se do susto antes de voltar-se novamente para o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem das mãos ensanguentadas agora já estava mais calmo. Havia se arrastado até um dos bancos, absorvido em seus próprios pensamentos atormentados, olhando para um lugar incógnito com olhos vazios daqueles de quem faz uma análise de sua própria alma. Brincava com a faca entre os dedos, mecanicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dê aqui essa faca. – pediu o padre ainda de longe, com medo de um acesso nervoso do homem e um ataque eminente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem reclamações – na verdade, sem nem mesmo uma palavra sequer – o homem estendeu a faca e entregou-a de bom grado, tremendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso mesmo. Agora me conte, o que aconteceu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem tinha as palavras engasgadas. Tentava falar, mas tudo o que saía de sua garganta eram gemidos ininteligíveis e sofridos, trêmulos como suas próprias mãos. Os anjos das pinturas e dos vitrais, as esculturas aos sopés das janelas, os próprios querubins bordados na toalha de mesa que cobria o altar, tudo parecia silencioso e atento àquelas palavras, prontos para a decisão que o absolveria ou o levaria para o inferno. Eram olhos de Deus transformados em criaturas inanimadas e intimidadoras, gárgulas traçadas nos mais belos desenhos, longe dos moldes góticos e funestos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos, homem. – o padre tentava encorajá-lo. Agora, como o homem tivesse apenas as lágrimas que desciam de seus olhos como arma, o padre tinha coragem para se aproximar. Sentou-se ao seu lado, postando uma das mãos em seu ombro esquerdo, apertando-o com força, transmitindo sua coragem. – Vamos, diga-me o que aconteceu. Vejo que está arrependido, só resta que me confesse o seu pecado. Você matou alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabia da verdade daquelas palavras no momento em que vira aquela faca. Sim, aquele homem havia enfiado aquela lâmina fria no peito de alguém, quanto a isso não restavam dúvidas. O sangue, a faca e o nervosismo do homem já eram provas suficientes para que nenhum investigador seguisse por outra linha de raciocínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem, tal como uma criança mal-criada pega em suas travessuras, apenas acenou em concordância com a cabeça, olhos abaixados de quem finalmente teve seu segredo revelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se preocupe. Deus é infinitamente bom, homem, ele há de te absolver. Agora me conte o que o levou a fazer isso. Não precisa ter medo, não sou seu juiz, não irei te denunciar ou fazer qualquer coisa para te prejudicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem soluçava, abalado e ainda nervoso. Nem mesmo o peso da verdade saiu-lhe das costas. Ao contrário, pareceu-lhe um fardo ainda mais pesado. Fez com que ele chorasse ainda mais sonoramente, com mais sofreguidão. Deitou as mãos sobre os olhos, manchando as bochechas de sangue e diluindo-o nas lágrimas constantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com dificuldade, o homem conseguiu articular as palavras que mudaram completamente a expressão do jovem padre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele... seu irmão... me perdoa, padre, me perdoa... por favor, me p-perdoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorava como apenas os verdadeiramente arrependidos choram; não por convenções ou teatralidade barata. Chorava com uma dor que o corroia, que o levava à loucura, ao caso de pensar em se matar para tentar amenizar um pouco a dor que pouco a pouco acabava por matá-lo. Jogou-se no chão, ajoelhado e humilhado, jurando por todo o amor de Deus que o que acabara de fazer – o sangue ainda estava fresco em suas mãos – fora extremamente amargo, com um gosto eterno de fel que ainda estava em sua garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Do que está falando, homem? – o padre tentava não ligar os pontos, numa burrice consciente. Ouvira perfeitamente as palavras daquele homem, sabia com toda a certeza que aquele sangue que o manchava era um pouco de seu próprio, mas, ainda assim, numa sucessão de atos irracionais, tentava convencer a si mesmo de que ouvira errado, que alguma coisa pudera milagrosamente ter entrado na boca do homem e atrapalhara-lhe a dicção. Ah, como ele queria que aquilo não fosse verdade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu irmão, padre... eu, e-eu o matei. Por favor, rogo seu perdão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraçou os tornozelos do padre, beijando-lhe as botinas recém-escovadas e molhando-as com suas lágrimas salgadas. O homem fora claro e direto. O peito do padre comprimiu-se, num misto de vazio e incredulidade; seus olhos buscaram em vão algum conforto, uma imagem que pudesse dar um pingo de coerência àquela cena que se desenrolava a sua frente. Mas tudo o que recebeu em troca foram aqueles olhos gélidos de Jesus e de seus anjos, que o afogavam e comprimiam, esperando uma resposta aos atos hediondos daquela criatura miseravelmente posta aos seus pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazer, no fim das contas? Agir como um ser irracional, deixar-se levar pela passionalidade e enxotá-lo igreja afora, onde uma horda de curiosos esperava impacientemente por respostas? Pô-lo sobre o genuflexório e mandar que rezasse para que redimisse seus pecados? Ou, por fim, agir como se não fosse o seu irmão, carne de sua carne e sangue de seu sangue, que havia acabado de morrer nas mãos daquele assassino, e perguntá-lo friamente os comos e porquês, como um bom psicólogo faria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As opções vieram em um milésimo de segundo onde o ar foi suspenso e até mesmo os curiosos pararam com seus murmúrios – ou assim pareceu. O que fazer, Deus, me ajude! O que devo dizer, o que devo fazer, oh, por Deus, o que devo fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca havia sido muito próximo de seu irmão. Lembrava-se com amargura de, quando pequeno, sempre sair chorando das brincadeiras com os meninos mais velhos da rua, que o puxavam pelas cuecas e o chutavam até que pusesse sangue pela boca. E o irmão ficava por lá, impassível, rindo da brincadeira como os outros. Não ousava encostar-lhe um dedo, mas também nunca havia sido suficientemente corajoso para dar um basta àquelas brincadeiras idiotas. Era como se o que acontecesse não acontecesse com seu irmão, mas a um estranho digno de todas as perturbações a que era submetido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passava, eles cresciam e o irmão mais velho era sempre aquele que tinha as mulheres e os amigos; o que se divertia e bebia, enquanto o mais novo ficava à particularidade de seu quarto empoeirado, com livros velhos e mal-traduzidos, olhando pela janela à procura de alguma alma que pudesse tirá-lo daquele lugar e mandá-lo para outro, onde as coisas eram permitidas, onde Deus não estaria vendo e onde ninguém o machucaria. Se divertiria como apenas os lascivos se divertem, sem peso na consciência, sem nenhum temor pelo castigo – seja do pai da terra ou do Pai do céu – e seria a mais feliz das criaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso não aconteceu – ora, e quando acontece? Ao invés disso, a solidão só aumentou. Procurou refúgio na incompreensão da religiosidade e, com isso, tornava-se cada vez mais assíduo das missas e festas da igreja. Ouvia o padre com certo fascínio, mesmo relutante, de quem não acredita realmente no que ouve, mas finge acreditar para ao menos se sentir confortado, como se mentir para Deus fosse um ato perdoável. Balançava a cabeça em acordo com as palavras do padre, sublinhava a bíblia cegamente em busca de um parágrafo belo aos ouvidos ou uma citação que merecesse ser usada como uma frase de efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez amigos na igreja, mas não acreditava na amizade de nenhum deles, não realmente – e quanto a isso não fazia questão de tentar mentir para si mesmo, já que nunca havia sido muito adepto a amigos, de qualquer forma. Via-os vez por outra, trocava palavras e conselhos da boca para fora, era ombro amigo de quem queria chorar e tecia comentários maldosos sobre o mundo e sua imundície, e de seu trabalho para salvar todas aquelas almas pecadoras que habitavam essa imensidão. Não era raro ver um ou outro amigo em uma falsidade descarada e inerente a qualquer relacionamento. E ele tentava encarar com naturalidade quando alguém vinha lhe dizer que a Maria já havia transado com o João e entrado na fila da comunhão no mesmo dia; que Alessandra se masturbava na sacristia da igreja e que até mesmo o padre José já havia transado em frente ao Santíssimo. Ele acrescentava um comentário aqui e ali, rindo da humanidade e de seus defeitos incorrigíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu irmão nunca havia ido para a igreja, não desde que atingira idade suficiente para responder por seus próprios atos e tomar suas próprias decisões. A mãe ainda acreditava que o filho era católico e que rezava ao seu modo, quando na verdade ele era apenas mais um dos tantos católicos funcionais, que rezam o pai-nosso em voz alta antes de devorar a ceia de natal e pede o socorro de Deus nas horas de desespero em que ninguém mais pode ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram a morar na mesma cidade, assim que o padre havia sido remanejado para a igreja de sua cidade natal. A igreja ficava a três ruas da casa do irmão, mas ainda assim fazia ao menos dez anos que o padre não o via. Não havia se dignado a visitá-lo nem mesmo uma vez, preferindo, ao invés disso, esperar pelo irmão, aguardar pelo fatídico momento em que ele entraria por aquela porta e se redimiria de seus pecados, pedindo perdão de joelhos, olhos cheios de lágrimas, numa humildade que apenas Deus poderia lhe dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que isso não aconteceria, ele sabia disso. Sabia que o máximo que poderia acontecer era vê-lo passando pela rua, distraído como sempre, chutando pedras e assoviando a caminho da padaria ou do mercado. Trocariam no máximo um abraço e teriam um diálogo de elevador, falando sobre o tempo e perguntando o que aconteceu de bom durante todo o tempo em que não se viram. E naquela conversa eles se descobririam estranhos, dois homens que não passam de colegas, vizinhos que não se falam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que, então, se importar tanto com a morte dele? Por que chorar pela morte de um estranho, pelo assassinato de um homem que há muito deixou de ser alguém importante na vida dele? A morte de um colega sempre chega com certo choque, mas não chega a ser triste. É apenas um ‘oh, ele morreu...’ e uns minutos de silêncio, acompanhados de um dar de ombros em que a vida segue adiante. É apenas o fim de mais uma presença, o desaparecimento de um rosto não tão familiar ou conhecido. Mas o que fazer quando esse rosto é sangue do seu sangue, um irmão, que, no fim das contas, nunca cometera nenhum ato vil o suficiente para ser laureado com uma faca em seu peito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram as únicas palavras que conseguiram sair da boca do padre, como um mero sussurro que reverberou como um grito por toda aquela igreja. Ele não queria motivos, não realmente. Não queria saber o que havia acontecido, queria se manter na escuridão da caverna de Platão, ver apenas sombras e ser feliz com suas amarras. Então por que a pergunta? Por que se envolver mais profundamente com a morte de um homem que não mais conhecia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oh, rogo a Deus, não me pergunte nada! – o homem respondeu, sussurrando tão baixo quanto o padre. – Só peço que me perdoe, padre, pois não me orgulho do que fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazer, agora que aquele homem lhe pedia o perdão? De fato perdoar-lhe, como um bom padre cristão, ou denunciá-lo às autoridades? Ora, era um irmão, era um amigo, acima de tudo, que havia morrido pelas mãos daquele homem, posto sua impessoalidade ou qualquer sorte de pensamento negativo. O que fazer, Deus do céu, ajude-me!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viveu um momento onírico: era como se as paredes parecessem menores, como se os vitrais o oprimissem, exigindo uma resolução imediata ao problema, exigindo um veredicto absoluto sobre a vida daquele homem que tão humildemente se ajoelhava aos seus pés, beijando suas botinas e chorando sobre o chão sagrado da sacristia. Era como se o padre houvesse bebido uma quantidade considerável de vinho; tudo rodava ao seu redor, pedindo uma explicação racional e uma resposta sincera. Precisava de um argumento convincente, seja para incriminá-lo ou para absolvê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vá em paz, meu filho. – disse, um nó formando-se em sua garganta, segurando as lágrimas que queriam cair. – Teu pecado foi grave, mas teu arrependimento é absoluto, posso ver em tuas palavras que discorre acerca da verdade. Vá em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E qual a minha penitência, padre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tua consciência o dirá, meu bom homem. Não sou ninguém para puni-lo ou culpá-lo por tais atos. Teus motivos, sejam eles banais ou não, não são de todo irracionais. Não sei de teus propósitos, e nem intenciono sabê-lo; já me basta o teu arrependimento, é o bastante para tua absolvição. O mundo já será cruel o bastante contigo; Deus será misericordioso, como sempre o foi, e poderá entender todos os teus motivos. Não sou Deus para julgar-te; sou padre para absolver-te, e essa é minha função.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oh, padre, obrigado, obrigado! – ele respondeu, lágrimas escorrendo de seus olhos avermelhados, joelhos postos no chão, cabeça baixa e mãos postas a frente do peito. – Meu pecado foi horrível demais, não poderia imaginar que tu irias me absolver. Obrigado, oh, obrigado, por todos os santos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Saia pelos fundos da sacristia, bom homem. – o padre ainda teve a consideração de dizer – Evite os curiosos que amontoam a entrada da igreja em busca de respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem saiu, desfazendo-se em agradecimentos, fielmente convencido de que o padre o havia perdoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não, ele não o havia perdoado, não por completo. A dor de perder o irmão, assim que aquele homem lhe foi embora pelos fundos, finalmente fez-se perceber: ele lembrou-se de todos os dias no parquinho, escavando a areia com as pás de plástico, jogando terra nos olhos de seu irmão, rindo e colhendo amoras com a ajuda da mãe, que o segurava no colo e o elevava às alturas em busca dos frutos mais maduros e deliciosos. Ele sentou-se sobre um dos bancos, chorando como nunca havia chorado antes, lembrando das risadas e dos dias em que o irmão fazia piadas; da juventude, oh, a juventude, os quinze anos de idade onde eles roubavam os cigarros do tio e fumavam escondidos; onde pediam bebidas aos donos do bar que, de bom grado, lhes davam garrafas e mais garrafas com as quais os dois se embebedavam. Ao chegar em casa, diziam que estavam jogando bola no campinho e estavam profundamente cansados de toda a correria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrou-se de todos os dias em que choraram: por conta de alguma frustração besta que nem mais lembravam uma semana depois, por namoradas esquecidas, por matérias perdidas na escola, por bebedeiras que deixaram de participar, por transas que não completaram seja por nervosismo ou simples desconforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também se lembrou de todos os dias que riram: por todas as mulheres que conquistaram – o irmão em um número extremamente maior –, por todos os sonhos que conquistaram – que iam desde ler um livro de mil e quinhentas páginas até ir para o seminário – e por todos os desejos que conseguiram realizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado sozinho, ele chorou. Não por perdoar o homem que manchara as mãos de sangue ao matar seu irmão, mas por não se perdoar ao perdoá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorou por todos os dias em que poderia ter falado com o irmão e não falou. Chorou pelos momentos em que poderia ter-lhe dito: ‘eu te amo’ de um modo fraternal e não o disse. Por todas as brigas e por toda a inveja, por todas as coisas ruins que cegaram seus olhos às coisas boas que ambos compartilhavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorou por ter de esperar a morte do irmão para perceber o quanto ele era importante em sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-4821597901946035507?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/4821597901946035507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/03/perdao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/4821597901946035507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/4821597901946035507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/03/perdao.html' title='Perdão'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S6T0qJQn7hI/AAAAAAAAAPE/C7cwpR6u5wc/s72-c/1241655341_Altar-mor-da-Igreja-Matriz-.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-1106408009115718142</id><published>2010-02-28T19:08:00.000-08:00</published><updated>2010-02-28T19:22:40.072-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Matogrosso e Bergman</title><content type='html'>Às vezes temos vontades súbitas. Hoje tive duas.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A primeira foi, sem nenhum tipo de motivo ou recomendação, baixar o disco do grupo Secos e Molhados. Nunca tinha ouvido nada além da já sacada e sacaneada 'O Vira' e suas dualidades no que diz respeito à sexualidade de Ney Matogrosso. Lembro de uma conversa com amigos onde um deles (ou &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S4sw6LDSjbI/AAAAAAAAANc/xez92mm9gNA/s1600-h/secosemolhadospost-image015.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 204px; height: 204px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S4sw6LDSjbI/AAAAAAAAANc/xez92mm9gNA/s320/secosemolhadospost-image015.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443498350564511154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;uma delas) disse: 'Secos e Molhados está aqui e Mutantes está aqui', colocando as mãos quase alinhadas, a esquerda (representando o Mutantes) um pouco acima da direita (que representava o Secos e Molhados). Por algum motivo, aquilo ficou martelando na minha cabeça, uma vez que "Panis et Circenses" é um dos meus discos brasileiros preferidos. Se havia uma banda que poderia estar ligeiramente abaixo dos antológicos Mutantes, por que raios eu ainda não os tinha ouvido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então baixei o disco e, já na primeira faixa, Sangue Lati&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S4syGQqasSI/AAAAAAAAAN8/LWOkWA-IEh0/s1600-h/Cover.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 211px; height: 203px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S4syGQqasSI/AAAAAAAAAN8/LWOkWA-IEh0/s200/Cover.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443499657740857634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;no, dou de cara com uma poesia belíssima em forma de música, com versos simples e curtos, como esses: "Rompi tratados, traí os ritos/Quebrei a lança, lancei no espaço/Um grito, um desabafo/E o que me importa é não estar vencido". Cativou-me na hora, sem dúvidas, e o que veio depois só confirmou as minhas expectativas: músicas diferentes entre si, belíssimas, curtas do jeito que eu gosto. "O Vira" é engraçada, agitada, talvez fosse a mais divertida em um show; "O Patrão Nosso de Cada Dia" e "Assim Assado" são críticas extremamente audaciosas e mordazes contra a ditadura; "A Rosa de Hiroshima" é ainda mais bela na voz de Ney; "Primavera nos Dentes", a música mais longa do disco, tem uma grandiosa introdução e um canto breve. O final, com o berro de Ney, me assustou (o fone alto no ouvido foi um agravante) o bastante para que eu pulasse da cadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra vontade súbita foi baixar e assistir ao filme Persona, do diretor sueco (e cult) Ingmar Bergman, depois de pelo &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S4sxUnGXIdI/AAAAAAAAANs/RuSa2hRNx_M/s1600-h/ingmar_bergman_-_persona1.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 237px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S4sxUnGXIdI/AAAAAAAAANs/RuSa2hRNx_M/s320/ingmar_bergman_-_persona1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443498804770185682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;menos umas três indicações positivas (e uma negativa). O filme - com uma introdução surrealista, com direito a uma fotografia-relâmpago de um pênis ereto e uma projeção de desenho animado de cabeça para baixo - conta a história de Elisabet e Alma. Elisabet é uma atriz que, subitamente, recusa-se a falar ou imprimir qualquer emoção através de sua voz ou suas expressões faciais. Os médicos dizem que não há problema físico ou psicológico com ela, mas ela simplesmente não fala. É então que entra em cena Alma, uma enfermeira designada para tomar conta da atriz muda. As duas, depois de um período no hospital, mudam-se para uma casa no campo, onde Alma - que nunca havia sido muito do tipo falante - expõe sua vida para Elisabet, que apenas a escuta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme tem tomadas geniais, com sombras onde os rostos das duas se confundem, se enfocam e desfocam. Os monólogos (em especial o que Alma conta sobre suas experiências sexuais) são extremamente cativantes, e, mesmo sem nenhum artifício como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;flashbacks&lt;/span&gt; ou outras cenas, conseguimos imergir na cena apenas pelas palavras, um tipo de sen&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S4sxQbRoLBI/AAAAAAAAANk/wnrYS53wpI4/s1600-h/persona.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 240px; height: 173px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S4sxQbRoLBI/AAAAAAAAANk/wnrYS53wpI4/s320/persona.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443498732876737554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;timento que dificilmente sinto com os filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele, apesar de toda a cultuação, não é perfeito. O começo, por mais surrealista que possa ser, não tem um propósito aparente: procurei explicações e não as achei, o que me leva a crer que pouca gente tenha entendido o que foi proposto. Destoa do filme como um todo, da aura mais simplista que os cenários e os poucos personagens representam. O fim também não é f&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S4sxmzp0XAI/AAAAAAAAAN0/udVFaS-bTig/s1600-h/persona-ingmar-bergman2.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 200px; height: 142px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S4sxmzp0XAI/AAAAAAAAAN0/udVFaS-bTig/s200/persona-ingmar-bergman2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443499117377772546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;acilmente digerível. Não sei, acho que ele termina de uma forma brusca, sem um desfecho propriamente dito, deixando algumas questões em aberto (que interpretei de uma forma que pode ou não estar certa). Cenas como Alma rasgando o pulso e dando para Elisabet beber simplesmente não entram na minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um domingo proveitoso, milagrosamente. Filme bom música boa, tudo o que eu necessito. Espero que o próximo seja tão bom quanto esse.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-1106408009115718142?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/1106408009115718142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/02/matogrosso-e-bergman.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/1106408009115718142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/1106408009115718142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/02/matogrosso-e-bergman.html' title='Matogrosso e Bergman'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S4sw6LDSjbI/AAAAAAAAANc/xez92mm9gNA/s72-c/secosemolhadospost-image015.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-7937526438160294798</id><published>2010-01-23T04:26:00.000-08:00</published><updated>2010-01-23T04:31:51.912-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem'/><title type='text'>Campanha "Alimente os Autores"</title><content type='html'>Aderindo à campanha do blog &lt;a href="http://www.mushi-san.com/"&gt;MushiComics.com&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S1rrr218blI/AAAAAAAAANM/79DCsKFeRKE/s1600-h/sopa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 451px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S1rrr218blI/AAAAAAAAANM/79DCsKFeRKE/s320/sopa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429911439437229650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Portanto, comentem! ò.ó&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-7937526438160294798?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/7937526438160294798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/01/campanha-alimente-os-autores.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/7937526438160294798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/7937526438160294798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/01/campanha-alimente-os-autores.html' title='Campanha &quot;Alimente os Autores&quot;'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S1rrr218blI/AAAAAAAAANM/79DCsKFeRKE/s72-c/sopa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-2537421991739833446</id><published>2010-01-18T06:48:00.000-08:00</published><updated>2010-01-18T07:06:54.404-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='haiti'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Um Conto Para o Haiti</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O blog &lt;a href="http://comunafc.wordpress.com/"&gt;Ficção Científica e Afins&lt;/a&gt;, da escritora, historiadora, agitadora cultural e mãe do Miguel, Ana Cristina Rodrigues, inspirado no site americano &lt;a href="http://crossedgenres.com/haiti/"&gt;Crossed Genres&lt;/a&gt;, movimentou uma interessantíssima iniciativa para a ajuda do Haiti. O país, arrasado por um dos terremotos mais violentos da região, deixou um saldo amargo de mortos, feridos, desabrigados e desaparecidos, e isso não é novidade para ninguém. Mesmo com toda a ajuda oferecida por uma imensa gama de países, é necessário que nós, pequenas formiguinhas em vista dos milhões enviados, possamos ajudar da melhor forma possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saber como você pode contribuir, &lt;a href="http://comunafc.wordpress.com/2010/01/17/ajuda-para-a-tragedia-do-haiti/"&gt;clique aqui&lt;/a&gt; e descubra como.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, vamos ao conto. Uma breve comédia sobre um personagem de fantasia indignado, espero que gostem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As Frustrações de Um Personagem de Fantasia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rodllan, dia 23 do 3º período outonal do reino de Rednerst.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho aqui fazer uma reclamação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de qualquer coisa, quero que você, querido leitor, saiba quem eu sou, da onde vim e pra onde estou indo. Meu nome é Gytner, e moro em um mundo chamado Rodllan...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, eu sei que você deve estar se perguntando: o que uma pessoa chamada Gytner, que mora em um mundo chamado Rodllan, quer por essas bandas? Eu te respondo, meu querido leitor: eu quero justiça! JUSTIÇA! J-U-S-T-I-Ç-A! Entenderam? E não é porque o senhor do escuro está pra dominar o mundo, não, nada disso... ele que fique lá pros seus lados, com aquela capa velha e preta, que parece nunca ter sido lavada. Meus problemas são outros, e muito, muito mais graves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra começo de história: tenho quinze anos. POR QUE DIABOS SEMPRE TENHO QUE COMEÇAR A HISTÓRIA COM QUINZE ANOS? Será que não poderia ter cinqüenta, ou até mesmo dois?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa: está vendo essas coisas aqui, que cobrem meu corpo e fedem à carniça? Pois é: são minhas roupas. Uma camisa branca de linho, uma calça puída e um par de botas de couro de dragão. Não é preciso ser muito inteligente para descobrir que sou pobre, não é mesmo? E por que eu sou pobre? Por que o maldito escritor dessa joça decidiu que eu seria assim! Um garoto que mora na roça, e caça pra sobreviver – e geralmente é muito bom com flechas e outros meios de conseguir capturar animais, como eu sou. Estão vendo? É sempre a mesma coisa! Outro dia eu falei com o Setrl, isso, ele mesmo, lá do mundo de Fyuter... ele também tem quinze anos e é pobre! E o mesmo acontece com o Hutyen, do mundo de Beynit, com o Draczet, do mundo de Wasp, e mais uma infinidade de adolescentes de outros mundos fantásticos... TODOS SÃO POBRES, SÃO BONS NA CAÇA E TÊM QUINZE ANOS! Por quê? Por que todos têm que ser assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma coisa: não sei se vocês perceberam, mas tem um velho por aqui que é meio estranho. Sabe, ele vive por aqui, falando com o povo, contando velhas histórias e sempre vem atrás de mim. Eu pensei que ele era um pedófilo, mas meu pai disse que ele é gente boa. Mas tenho lá minhas dúvidas. Ele com aquele chapéu estranho, aqueles óculos tortos e aquele cachimbo na boca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu comentei com o Hutyen, do mundo de Beynit, e ele disse que tem um velho atrás dele também... ah, aquele maldito escritor! Sempre velhos feios, e cachimbos, e outras coisas desse tipo... estou ficando cansado dessa vida tediosa de personagem principal de épico fantástico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, quase ia me esquecendo! Lembram do senhor do escuro de que eu falei agora pouco? Pois é! Descobri que só eu posso matar ele! Como? Sei lá, só sei que sou o escolhido! Siiiiiim, pois é... E eu perguntei pro Setrl, e ele disse que, no mundo dele, também tem um senhor do escuro! E que ele também é o único que pode matá-lo! Ai, ai, é tudo tão igual...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa de muita importância: por que meu nome é Gytner? Por que diabos colocar uma seqüência fonética tão difícil quanto essa? Por que não posso ser João, Felipe, Marcelo, Tiago, ou qualquer coisa do tipo? Por que esse nome estranho e sem nexo, sem nenhum significado? Sabe o quanto é difícil pronunciar isso? Tente em voz alta. É assim que se fala: Gí-ti-ner... imagina se seu nome fosse assim, e você tivesse em um telefonema e o operador de telemarketing perguntasse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por favor, como se chama?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gytner...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- COMO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gytner... G-Y-T-N-E-R...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pronto... e onde você mora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Moro no vilarejo Retbvert, na cidadela de Uirnt, que fica no reino de Rednerst... moro no barraco numero 18 da rua Erfgner...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hãn?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perceberam o constrangimento?! Pois é!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, escritores, me chamem de João, José, Mateus, ou qualquer nome assim! Pelo amor de Yutnrer – claro, é o deus do meu mundo, saca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, caro leitor, essas são apenas as críticas mais evidentes. Também tenho outras a fazer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Viajar em cavalos é muito desconfortável... eles com aquelas ancas gigantescas, subindo e descendo, subindo e descendo, deixam tudo dormente! Por que não posso ir de barco ou de carro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. As espadas tão muito ultrapassadas, né? Cansei de ficar tiiim, tiim, tiiim contra a espada do meu treinador – que, por sinal, está me ensinando tudo durante minha viagem até o senhor do escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Estou cansado de ruivas: sempre ruivas com sardinhas no rosto! Por que não posso me apaixonar por uma loira bronzeada e com marca de biquíni?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Também cansei de ter que ser tão bonzinho... ‘oh, não... não vamos matar esse cara que assassinou minha família e cuspiu na minha cara... ele também tem sentimentos, e deve ter os seus motivos’. Ah, por favor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. E, se eu sou bonzinho demais, por que o senhor do escuro é tão mau? Ele quer dominar o mundo, cortar as árvores, acabar com a natureza e subjugar todos os que forem contra o seu regime, tornando-os escravos. Isso também se torna cansativo depois de um tempo... pra que ele quer dominar o mundo? Não pode ficar na dele, com suas ovelhas e seus bois, lendo um bom livro e esticando os pés? Mas nããão... ele quer ser mau, vestir uma capa preta e usar um elmo que esconde seu rosto... Maldito Tolkien e seu Sauron.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, essas são as minhas reclamações. Enviá-las-ei ao Departamento de Assuntos Ligados à Fantasia, assim que o duende chefe autenticar esse pergaminho. Agora me deixe ir... aquele velho estranho acabou de acender o cachimbo apenas estalando os dedos... acho que ele deve ser um mago (sério, escritor, será que dá pra parar com isso?! MAGO? Por que ele não pode ser um velho? UM SIMPLES VELHO MALUCO QUE GOSTA DE ADOLESCENTES?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Assinado,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Um Indignado Personagem de Fantasia&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-2537421991739833446?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/2537421991739833446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/01/um-conto-para-o-haiti.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/2537421991739833446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/2537421991739833446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/01/um-conto-para-o-haiti.html' title='Um Conto Para o Haiti'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-5813669803116186480</id><published>2010-01-14T16:12:00.000-08:00</published><updated>2010-01-14T16:49:54.865-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='policial'/><title type='text'>"A Noite das Bruxas", Agatha Christie</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S0-7na0185I/AAAAAAAAAM0/Ucds5KO5qZ8/s1600-h/1447985_4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 215px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S0-7na0185I/AAAAAAAAAM0/Ucds5KO5qZ8/s320/1447985_4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426762361894990738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É uma verdadeira compensação poder, depois de muito tempo, voltar a ler Agatha Christie. Passei muito tempo sem lê-la, mais por desinteresse de momento do que por outra coisa qualquer. Os romances policiais dela, juntamente com uma outra gama de autores best-sellers que até hoje estão no meu coração, foram um dos principais responsáveis pela minha inserção no mundo da leitura. Aos onze ou doze anos, lembro de ter lido "O Mistério do Trem Azul" - odiado pela autora e bem tosquinho, por sinal - e me maravilhado com Poirot e suas análises racionais. A forma como ele, ao fim da história, juntava todas as peças do quebra-cabeça de um jeito coeso era uma completa novidade para mim, que - como de praxe - fiquei boquiaberto com o fim do livro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou e já li cerca de vinte livros dela, desde o belíssimo "Assassinato de Roger Ackroyd" até o péssimo "Elefantes Não Esquecem", e sempre, sempre me surpreendi com o final de seus livros. Nunca, nem sequer uma vez, consegui descobrir quem era o assassino que o detetive Poirot, com tanta facilidade, desmascarava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com "A Hora das Bruxas" não foi diferente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O enredo é soturno e instigante: durante os preparativos de uma festa de Halloween, a jovem Joyce, de apenas 13 anos - famosa por ser uma grande mentirosa -, diz que presenciou um assassinato, acontecido há muito tempo atrás, com o intuito de impressionar a escritora de romances policiais Ariadne Oliver. Ninguém acredita no que a jovenzinha diz, e, rindo e fazendo brincadeiras, deixam a história de lado, mesmo que a menina insista com veemência no que diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim da festa, o corpo da menina é encontrado na biblioteca, afogado em um balde usado para a brincadeira de pesca das maçãs. Atordoada, Ariadne chama pelo detetive Hercule Poirot, único em quem confia para desvendar o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agatha Christie tem o poder de seduzir o leitor. Os livros breves e gostosos de ler se passam velozmente; são daquele tipo que não se consegue largar até descobrir o final. Os cenários são vívidos, apesar do bucolismo inglês, com destaque, nesse livro, para os Jardins Suspensos (não os da Babilônia) descritos minuciosamente, peça fundamental para o desfecho da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que é bem agradável nesse livro é que, ao mesmo tempo em que Poirot tenta descobrir sobre o assassino de Joyce, desvenda o que a menina supostamente teria visto, fazendo uma ligação crível e convincente de dois assassinatos. Essa sensação de duas histórias em um livro tão curto só comprova a capacidade literária de Christie em conseguir produzir um número tão grande de suspeitos e personagens sem deixar nenhum detalhe de fora ou alguma ponta solta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao desfecho, não é um dos mais surpreendentes dela. Não sei se o tempo passou e me deixou mais exigente, ou se esperava mais do que o fim propôs, ou se simplesmente achei sem graça. A explicação foi boa, convincente, mas acho que soou muito normal. Não tem o UAU de "Roger Ackroyd" ou "Cinco Porquinhos", mas também não é extremamente entediante como "Elefantes" ou "Passageiro para Frankfurt".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei, no fim das contas, um romance muito bem construído com um final mediano (para os parâmetros Christie, é claro, o que não é pouca coisa).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-5813669803116186480?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/5813669803116186480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/01/noite-das-bruxas-agatha-christie.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/5813669803116186480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/5813669803116186480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/01/noite-das-bruxas-agatha-christie.html' title='&quot;A Noite das Bruxas&quot;, Agatha Christie'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S0-7na0185I/AAAAAAAAAM0/Ucds5KO5qZ8/s72-c/1447985_4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-4786785923291343063</id><published>2010-01-08T12:17:00.001-08:00</published><updated>2010-01-08T12:30:09.744-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><title type='text'>"O Nome da Rosa", Umberto Eco</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S0eTQfo5wVI/AAAAAAAAAMk/862GIEcIRgA/s1600-h/o-nome-da-rosa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 230px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S0eTQfo5wVI/AAAAAAAAAMk/862GIEcIRgA/s320/o-nome-da-rosa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424466187771298130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Faz tempo que não publico uma resenha no blog. Então, para começar o ano com o pé direito – quantas pessoas já falaram isso por aí? :P – vou falar sobre a minha segunda leitura do ano, que começou no meio do mês de dezembro e se arrastou até agora. Trata-se do já clássico “O Nome da Rosa”, do escritor italiano Umberto Eco.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Já no prefácio do livro (21ª edição da Nova Fronteira) damos de cara com a história de como o livro foi concebido, através de um manuscrito encontrado por Eco em uma de suas muitas viagens pelo mundo. E já dali conseguimos perceber como Umberto Eco escreve: de forma um tanto arrastada e erudita. Talvez espante os leitores mais casuais logo ali – me espantou da primeira vez que tentei ler o livro, há uns anos atrás – mas, ultrapassando-o, finalmente chegamos à história em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro conta a história de Adso de Melk, um abade que, já na sua velhice, escreve sobre os sete dias em que viveu trancado em um mosteiro, na Itália do século XIV. Durante esses dias, uma série de assassinatos leva Adso e seu mentor, Guilherme, a investigarem os acontecimentos, entre corredores escuros e a majestosa biblioteca, cheia de livros indecifráveis e grandiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enredo policial é extremamente bem feito e amarrado: a história é dividido em sete dias, e estes dias divididos entre os diferentes horários estabelecidos por nomes próprios (matinas, laudes, primeira, terceira, sexta, nona, véspera e completa). A história é instigante, mesclando romance policial moderno com um texto erudito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o texto é o ponto forte do livro: é escrito de forma a parecer com um escrito do século XIV, e consegue exercer a sua função. Viajamos entre imagens barrocas de demônios, deuses, seres fantásticos, imagens perturbadoras e sonhos intrigantes, ao mesmo tempo em que conseguimos nos ambientar nos momentos em que o protagonista descreve minuciosamente um cenário ou situação macabra. Mas, ao contrário do que se pode pensar, não é algo fácil de ler: durante muitos momentos, tive vontade de fechar o livro e rearranjar os pensamentos. É preciso tomar cuidado extremo para não acabar lendo o livro sem prestar atenção nas palavras, lendo no piloto automático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pudesse destacar um ponto negativo (ao menos na minha edição) destacaria as dezenas de citações em latim, francês, espanhol, castelhano e tantas outras línguas que recheiam o livro e não são traduzidas, sequer nas notas de rodapé. Dá uma raiva imensa ter que pular partes tão grandes, músicas e poemas, mesmo que estes não façam muita diferença no produto final da leitura ou não tenham que ser traduzidas para manter um ar de mistério. Acredito que, se os trechos estão ali, é porque, de uma forma ou de outra, fazem parte da história. Não sei se todas as edições do livro são assim – acredito que não – mas acho um grande desrespeito o de não traduzir. Afinal, ninguém é obrigado a ser fluente em latim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro, quando não aborda a sua trama em si, divaga sobre diferentes aspectos do papel da Igreja durante o século XIV, tudo sobre o ponto de vista dos monges. É incrível e espantoso ver o entendimento que Umberto Eco tem sobre todos esses assuntos: é nítida a imensa pesquisa que foi necessária, talvez de anos, para que cada um daqueles monólogos fosse feito. Alguns pecam pela prolixidade, outros acertam pela singularidade. Eu me perguntava, certas vezes, se Eco não teria vivido naquela época, visto todas aquelas coisas e escrito para nós, tamanhos são os detalhes incrustados no texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Somente o bibliotecário, além de saber, tem o direito de mover-se no labirinto dos livros, somente ele sabe onde encontrá-los e onde guardá-los, somente ele é responsável pela sua conservação (...) somente o bibliotecário sabe da colocação do volume, do grau de sua inacessibilidade, que tipo de segredos, de verdades ou de mentiras o volume encerra. Somente ele decide como, e se deve fornecê-los ao monge que o está requerendo (...). Porque nem todas as verdades são para todos os ouvidos, nem todas as mentiras podem ser reconhecidas como tais por uma alma piedosa, e os monges, por fim, estão no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;scriptorium&lt;/span&gt; para levar a cabo uma obra precisa, para a qual devem ler alguns e não outros volumes, e não para seguir qualquer insensata curiosidade que porventura os colha, quer por fraqueza da mente, quer por soberba, quer por sugestão diabólica.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– “O Nome da Rosa”, Umberto Eco (fragmento)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O livro é erudito, misterioso, instigante, certas vezes cansativo, na maioria simplesmente fantástico. Uma leitura difícil – ainda mais durante as madrugadas, quando a atenção não está lá 100% – mas gratificante. Tenho certeza de que, mesmo que o livro cause algum sofrimento à mente em algumas partes mais entediantes, será simplesmente inesquecível em outras (os sonhos de Adso, os assassinatos macabros, os discursos inflamados e o final vívido e interessantíssimo). Enfim, altamente recomendado para todos aqueles insistentes!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-4786785923291343063?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/4786785923291343063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/01/o-nome-da-rosa-umberto-eco.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/4786785923291343063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/4786785923291343063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/01/o-nome-da-rosa-umberto-eco.html' title='&quot;O Nome da Rosa&quot;, Umberto Eco'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S0eTQfo5wVI/AAAAAAAAAMk/862GIEcIRgA/s72-c/o-nome-da-rosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-1473492348727721403</id><published>2010-01-05T17:07:00.000-08:00</published><updated>2010-01-08T12:30:22.596-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inutilidades'/><title type='text'>Yeah, mais BBB!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S0Ple6QQ5NI/AAAAAAAAAMc/cCABXTbOncE/s1600-h/260px-Bbb_th.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 259px; height: 260px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S0Ple6QQ5NI/AAAAAAAAAMc/cCABXTbOncE/s320/260px-Bbb_th.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423430695480517842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como já é de praxe na programação da Rede Globo de televisão - e o que não é de praxe lá? - teremos mais um verão regado a BBB. O décimo, a despeito de todas as críticas, acusações (e comprovações) de fraudes e arapucas. E sim, eu verei o BBB 10, por que não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultura de massa, alienação social, programa xulo, barato, pessoas desconhecidas, fama efêmera, capas de Playboy, brigas, discussões, armações, manipulações, vozes do além mandando nos participantes, etc etc etc... a lista de adjetivações, sejam negativas e positivas, é imensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei, por muito tempo, me convencer de que era superior à massa desintelecutalizada desse nosso país. BBB, pra quê? Coisa de gente sem cérebro, sem cultura, sem opinião formada, eu me dizia, naquele momento em que tentava afirmar a mim mesmo e ao mundo que não existia ninguém melhor e mais inteligente que eu. Naquela pose blasé cara de cu superior e soberbo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou e o tal vírus do BBB não me largou. Lutando contra mim mesmo, fuçava a internet atrás de notícias, prestava atenção quando o número de "PI's" ficava ecoando pelo televisor da sala e prestava atenção às notícias dos programas da tarde, que tem como único propósito ganhar audiência em cima dos programas alheios (alô, Sônio Abrão!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu me submeti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou hipócrita, também. Não fico tentando achar justificativas culturais para assistir BBB... toda essa baboseira de análise psicológica-freudiana de desconhecidos e suas relações dentro de um recinto sem comunicação externa simplesmente não me convence (desculpe, Bial).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo BBB porque é divertido ver as edições manipuladas, ver as brigas exageradas, ver as bundas ao sol (a melhor parte, sem dúvidas e sombras) e toda aquela baboseira de intrigas e panelas e suspense de confessionário. Ah, vai, é divertido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me desculpem as vaquinhas, cavalos, bois e Britto Júnior, mas o BBB é bem mais legal :)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-1473492348727721403?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/1473492348727721403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/01/yeah-mais-bbb.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/1473492348727721403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/1473492348727721403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2010/01/yeah-mais-bbb.html' title='Yeah, mais BBB!'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/S0Ple6QQ5NI/AAAAAAAAAMc/cCABXTbOncE/s72-c/260px-Bbb_th.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-1678045047966103411</id><published>2009-12-31T06:13:00.000-08:00</published><updated>2009-12-31T06:22:51.555-08:00</updated><title type='text'>Balanço de 2009</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre que o ano vai chegando ao fim, vem aquelas listas intermináveis de livros lidos, filmes vistos, games jogados, pessoas conhecidas, palavras faladas, etc e tal. Não fiz nenhuma lista esse ano - apesar de adorá-las, não tive paciência depois de junho -, mas cá estou para tentar fazer um balanço desse ano que passou. Um pouco estilo retrospectiva 2009...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse ano foi excepcionalmente bom. Não por ser o do meu último ano de escola - terminar o terceiro ano é um alívio, mas tem um sabor agridoce com o fim de amizades e encontros diários com outros alunos e professores - e o ano em que enfim prestei vestibular - ainda estou em estado de agonia interna esperando os resultados dos aprovados -, mas sim por ter sido um ano de muita aprendizagem. Me cansei extremamente, das pessoas e de tudo o mais, depois desenjoei, aprendi a gostar e desgostar, a falar mal nas horas menos apropriadas e falar bem só quando deveria. Descobri livros que nunca descobriria por conta própria, conversei com pessoas que imaginei que nunca conversaria na minha vida e solidifiquei amizades que serão difíceis de ser desfeitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, só queria escrever esse breve relato pra isso mesmo: compartilhar as belezas e feiúras desse ano que passou, com todos aqueles que são especiais, mesmo que sequer desconfiem disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então é isso, até o ano que vem :)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-1678045047966103411?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/1678045047966103411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/12/balanco-de-2009.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/1678045047966103411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/1678045047966103411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/12/balanco-de-2009.html' title='Balanço de 2009'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-2642280583580155830</id><published>2009-12-30T13:55:00.000-08:00</published><updated>2009-12-30T13:59:45.395-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inutilidades'/><title type='text'>Alguém ainda duvida do poder do Toddynho?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SzvMkCjJ_cI/AAAAAAAAAMU/UVwAm_pKYqQ/s1600-h/24503963.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SzvMkCjJ_cI/AAAAAAAAAMU/UVwAm_pKYqQ/s320/24503963.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421151496002207170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Essa é pra abrir a seção 'inutilidades' do blog :) Roubado &lt;a href="http://rumandoparalugaralgum.blogspot.com/2009/12/como-descobrir-sua-profissao.html"&gt;desse blog aqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-2642280583580155830?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/2642280583580155830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/12/alguem-ainda-duvida-do-poder-do.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/2642280583580155830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/2642280583580155830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/12/alguem-ainda-duvida-do-poder-do.html' title='Alguém ainda duvida do poder do Toddynho?'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SzvMkCjJ_cI/AAAAAAAAAMU/UVwAm_pKYqQ/s72-c/24503963.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-2762432988043672609</id><published>2009-12-30T13:37:00.000-08:00</published><updated>2009-12-30T13:39:15.967-08:00</updated><title type='text'>Ano novo, blog novo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois é, resolvi dar uma repaginada no layout do blog, pros meus 2,56 leitores sentirem que alguma agitação está acontecendo por aqui :) Espero que gostem&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-2762432988043672609?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/2762432988043672609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/12/ano-novo-blog-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/2762432988043672609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/2762432988043672609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/12/ano-novo-blog-novo.html' title='Ano novo, blog novo'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-4612779111868260775</id><published>2009-12-09T12:22:00.000-08:00</published><updated>2009-12-09T16:07:44.511-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Eles dizem</title><content type='html'>Dizem que poesia é momento&lt;br /&gt;Inquietação de uma&lt;br /&gt;alma enlouquecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que poesia é sofrer&lt;br /&gt;Gritar de dor por um&lt;br /&gt;presente ilusório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que poesia é amar&lt;br /&gt;Expresso em versos&lt;br /&gt;doces e sinceros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que poesia é chorar&lt;br /&gt;Por aqueles que não&lt;br /&gt;podem mais lê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que poesia é querer&lt;br /&gt;Querer dizer e não&lt;br /&gt;dizer para ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que poesia é sorrir&lt;br /&gt;Por uma vida um tanto&lt;br /&gt;quanto miserável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que poesia é morrer&lt;br /&gt;de sofrer&lt;br /&gt;de amar&lt;br /&gt;de chorar&lt;br /&gt;de querer&lt;br /&gt;de sorrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que poesia é inútil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(09/12/09)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-4612779111868260775?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/4612779111868260775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/12/eles-dizem.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/4612779111868260775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/4612779111868260775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/12/eles-dizem.html' title='Eles dizem'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-7105688171032010041</id><published>2009-11-27T10:27:00.000-08:00</published><updated>2009-12-08T10:35:06.265-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>O Aniversário das Minhas Cicatrizes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SxAbMKjrj-I/AAAAAAAAAL4/pwEzNZbRpk8/s1600/Borges_horizontal_reprodu%C3%A7%C3%A3o-500x336.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 216px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SxAbMKjrj-I/AAAAAAAAAL4/pwEzNZbRpk8/s320/Borges_horizontal_reprodu%C3%A7%C3%A3o-500x336.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408853048278355938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;*A imagem do escritor Jorge Luis Borges é meramente ilustrativa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto o cheiro do concreto das escadarias. Não é algo tão agradável quanto os pratos deliciosos de fim de semana de dona Fernanda, mas ainda assim consigo aproveitá-lo. Arrasto meus dedos no muro irregular e áspero, chamam de chapisco, não sei é assim que se fala, acho que é. Sinto o calor dos raios solares preso naquela parede, confortando e aquecendo como uma mãe que tranquiliza o seu filhote nos dias frios de inverno. Impessoal, o muro continua ali, sem falar ou agir, sendo um atuante passivo de todo o calor agradável de seis e meia da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desço as escadas silenciosamente, tendo como únicos sons os da minha respiração e o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;toc toc toc&lt;/span&gt; de minha bengala. Os pássaros tímidos cantam a primeira canção do dia quando o vento bate nas copas das árvores mais altas. Cansado, pernas enrijecidas de tanto esforço, brisa no rosto, sento sobre os últimos degraus da escadaria, num esforço homérico para não tombar e cair feito um velho desatento e frágil. Ironia seria chegar aos noventa e seis anos e morrer tropeçando no último degrau das escadas. Não, não ironia. Fatalidade. Dessas que sempre acontecem a velhos desatentos, que gastam tanto da vida e acabam morrendo engasgados com um pedaço de carne maior do que as suas dentaduras aguentam triturar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso na morte todos os dias. De tudo o que me resta, pensar na morte é aquilo que mais me conforta. Essa sensação de saber que o fim chega; de sentir, com toda a certeza, o peso do mundo sobre os ombros. De acordar e esquecer quem é, onde está e o que está fazendo. A morte é minha musa. Em meus sonhos, esqueço-me daquela imagem de ceifador com a qual desde sempre aprendi a relacionar a morte. Não, a minha morte não é uma caveira suja de capuz negro e foice na mão. É, ao invés disso, uma adolescente das mais doces, com olhos amendoados e cabelos bem amarrados em duas tranças dos lados de sua cabeça. Tem um vestido de flanela e carrega consigo uma cesta de frutas, todas polpudas e cheias de vida, assim como ela. Mantém-se jovem usando e abusando de velhos como eu, tomando-lhes o que lhes resta de vitalidade. Tudo para que suas frutas sempre continuem polpudas e que seu sorriso nunca fique amarelado. É como Judy Garland no caminho das pedras amarelas, com Totó ao seu lado, sorrindo e cantando e sempre encontrando um personagem interessante com o qual pode se relacionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encosto o queixo sobre a bengala, cansado. Esfrego os dedos sobre as cicatrizes dos meus pulsos, minhas companheiras inseparáveis há vinte e cinco anos. Hoje é o aniversário delas. Bodas de prata com as minhas companheiras mais fiéis e inseparáveis. Nem mesmo toda a senilidade da idade avançada me fez esquecê-las. Nem poderia. Estão aqui, todos os dias, ao simples toque das pontas de meus dedos, como uma amarga lembrança de minha única tentativa de adiar o encontro com minha Judy Garland particular. Plano frustrante e sem sucesso, que deixou como única recordação uma série de memórias amargas e um par de cortes transversais que, por sorte, nunca pude enxergar. As memórias continuam aqui ainda hoje, mas acho que não vale a pena remoê-las, nem mesmo no dia do aniversário de minhas cicatrizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as memórias vêm. Por mais que tente reprimi-las ou pausar a minha linha de pensamento com imagens do Homem de Lata ou do Leão Covarde, elas sempre voltam. Sinto que as lágrimas patéticas e salgadas começam a escorrer pelo meu rosto, e me sinto estúpido por ainda chorar por conta disso. É mais forte do que todas as minhas convenções ou falsas emoções; maior do que as minhas farsas e meus sorrisos de ‘hoje está tudo bem’. É a sinceridade carnal de minhas particularidades. Coisas complicadas demais, das quais nem eu entendo muito bem. Tudo o que sei é que doi. As lembranças da dor doem mais do que a dor propriamente dita: ainda sinto as lâminas enfiando-se por minha pele, estourando vasos e fazendo o sangue jorrar dos pulsos. O barulho ensurdecedor da água do chuveiro e eu, caído no chão frio de qualquer jeito, brigado com Deus e perguntando por que o Soberano não poderia escolher outro para irritar com suas provações divinas. ‘Fraco’, eu ouvia uma voz dentro de mim dizer. Talvez fosse eu mesmo. Talvez fosse apenas Deus, decepcionado com meu ato e raivoso com minha decisão. Ainda hoje não sei dizer. Naquele breve momento, pensei que fosse fácil morrer. Pensei que tudo tinha dado certo, que eu tinha conseguido burlar as provações divinas com minhas próprias mãos e livre arbítrio. Quisera eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei dois dias depois, zonzo e acreditando que estava no inferno dos suicidas. Mas estava apenas na cama de um hospital público, fedendo a urina e fezes involuntárias. Vozes nos corredores de lá para cá, pessoas correndo, barulho de sapatos, pessoas gritando, crianças chorando, insatisfeitos reclamando. Senti que alguém pegava em meu braço e o sacolejava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O senhor está me ouvindo?”, ouvi a voz dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estou”, respondi, a garganta seca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por favor, siga a luz da lanterna com os olhos”, ela disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por que não?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sou cego”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade estampada naquelas palavras doeu ainda mais do que as lâminas em meus pulsos. Era a primeira vez que dizia isso em voz alta. A primeira vez que admitia isso para alguém além de mim mesmo. Antes, tentava enganá-los com óculos de lentes grossas, sendo tomado apenas por mais um velho de vista cansada. Sentia que os dias passavam e o mundo sucumbia às trevas, gradualmente, lentamente, numa agonia constante. Então acordei, mas ainda estava escuro. Esfreguei os olhos e nada mudou. Via luzes cintilantes e multicoloridas, dessas que a gente não presta atenção quando está de olhos fechados. Tentava defini-las, mas tudo o que conseguia era me desesperar mais. Esfreguei os olhos com mais forças, mas tudo o que conseguia era que o desespero tomasse conta de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui considerado um perigo para mim mesmo. A primeira providência seria ligar para algum familiar ou parente. ‘Não há nenhum’, eu disse, ‘moro sozinho’. Não daria o telefone de meu filho, sob hipótese alguma. Mesmo que fosse a única pessoa com quem pudesse contar – e era, naquele momento –, ainda assim preferiria a solidão por toda a infinidade. Então só me restava uma opção: uma casa de repouso, onde enfermeiras bem treinadas cuidariam de mim e vigiariam para que eu não cometesse mais nenhum atentado contra minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando cheguei aqui, aos setenta e um anos de idade. Com apenas uma mala nas mãos, três camisas e duas calças de brim. Sempre pensei que chegaria à idade avançada rico e famoso, repleto de saúde e belas mulheres. Minhas fantasias adolescentes, quando pensava que o mundo era pequeno demais para minhas ideias. Seria um grande astro, importante, teria meu nome marcado para sempre na história. Hoje não sei se alguém sabe que existo. Sou como um fantasma, e nem mesmo morri. Passo por esses corredores como um mau agouro, mas, ao invés de arrastar correntes, faço barulhos com minha bengala. Passo pelos outros internos, fétidos e acabados, piores do que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém me vigia. Ninguém me limpa. Tenho sorte de ter conseguido manter minha lucidez e minhas capacidades motoras durante tanto tempo. Se fosse depender das enfermeiras, na certa já teria tentado encontrar com Judy Garland pelo menos uma dúzia de vezes a cada mês. Não seria impedido por ninguém, tenho plena certeza disso. No entanto, nunca mais tentei. Acho que o medo de uma segunda falha talvez seja um dos motivos. Não aguentaria ter cicatrizes sobre cicatrizes; lembranças postas acima de outras lembranças, me perturbando mais e com maior intensidade. Seria permanentemente infeliz, se fosse frustrado. Preferia não arriscar uma possibilidade de erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então tudo o que faço é esperar, sentado sobre essas escadas, até o dia que ela chegar. Eu já até sei: virá cantando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;somewhere over the rainbow&lt;/span&gt;, com feno nos cabelos e aquele olhar que nem mesmo os tons de sépia conseguem apagar. Terá Totó ao seu lado e sorrirá, e eu poderei ver esse sorriso. E ela me roubará a vitalidade, mas eu não me importarei. Darei a ela de bom grado, apenas para ver aquele sorriso ainda mais iluminado e aqueles cabelos vermelhos ainda mais brilhantes. Virá com seus sapatinhos de rubi, e me dará a mão, Totó em seu colo, e dirá ‘não há lugar como o lar’ três vezes seguidas, batendo os calcanhares, olhos fechados em desejo sincero. Então levitaremos, longe das vistas daqueles que enxergam. E estarei feliz, pois sei que ninguém dará pela minha falta, talvez apenas os velhos do corredor, perguntando onde está o barulho da bengala. Eles não saberão, mas depois se acostumarão com o silêncio da manhã, como sempre foi e deveria ser antes de mim. Eu estarei longe, observando-os, deitado na minha cama de nuvens brancas, sorrindo com o brilho do sol refletindo em minhas córneas completamente límpidas, brincando de malabares com as estrelas. Estarei feliz, e passarei as pontas de meus dedos sobre meus pulsos, e as cicatrizes não estarão mais ali. Pois eu fui perdoado por minha tentativa antecipada, a morte sabe ser boa quando quer. E eu serei feliz, sei que irei. É nisso que penso, dia após dia. Penso em ser feliz. Penso que no fim tudo isso valerá a pena. Tudo tem um propósito, já ouvi alguém dizer. No fim, tudo aquilo que vivemos terá sua compensação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãos tocam meu ombro. Sinto o cheiro de alfazema misturado com molho de carne de dona Fernanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vamos comer alguma coisa?”, ela me pergunta. Sei que ela está sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vamos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que ela não sabe meu nome. Nunca me chamou pelo nome, mas que importa isso? Levanto com dificuldade, sustentando-me nos braços dela, tão fracos quanto os meus, mas mais resistentes de tanto mexer em panela com colher de pau. Volto pela escadaria que subi, sentindo o cheiro de pão quente e café recém-coado. Maravilha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-7105688171032010041?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/7105688171032010041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/11/o-aniversario-de-minhas-cicatrizes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/7105688171032010041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/7105688171032010041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/11/o-aniversario-de-minhas-cicatrizes.html' title='O Aniversário das Minhas Cicatrizes'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SxAbMKjrj-I/AAAAAAAAAL4/pwEzNZbRpk8/s72-c/Borges_horizontal_reprodu%C3%A7%C3%A3o-500x336.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-8525094828635580180</id><published>2009-11-02T04:14:00.000-08:00</published><updated>2009-11-02T04:16:06.530-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>duas poesias</title><content type='html'>esfinge&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se quer saber quem sou&lt;br /&gt;sinto dizer, nunca saberá&lt;br /&gt;se quer me surpreender&lt;br /&gt;sinto dizer, não conseguirá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se quer me dizer&lt;br /&gt;não te deixarei falar&lt;br /&gt;se quer fazer&lt;br /&gt;vou te desprezar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bata, sinta, chore&lt;br /&gt;queira me matar&lt;br /&gt;grite, brigue, implore&lt;br /&gt;não vou me importar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(02/11/09)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a sorte dos homens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fim da vida&lt;br /&gt;céu chora&lt;br /&gt;nuvem cinza&lt;br /&gt;me ignora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não quer saber&lt;br /&gt;quem perdi&lt;br /&gt;ou quem deixei&lt;br /&gt;de perder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;continua a chover&lt;br /&gt;não se preocupa&lt;br /&gt;com a morte&lt;br /&gt;que sorte&lt;br /&gt;ela vai&lt;br /&gt;e volta&lt;br /&gt;sempre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e sempre&lt;br /&gt;me ignora&lt;br /&gt;com a certeza&lt;br /&gt;de sempre retornar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nuvem desafortunada&lt;br /&gt;morre&lt;br /&gt;sobe&lt;br /&gt;revive&lt;br /&gt;só para morrer de novo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sorte dos homens cá embaixo&lt;br /&gt;morrem apenas uma vez na vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(02/11/09)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-8525094828635580180?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/8525094828635580180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/11/duas-poesias.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/8525094828635580180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/8525094828635580180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/11/duas-poesias.html' title='duas poesias'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-4790918888309281721</id><published>2009-11-01T04:53:00.000-08:00</published><updated>2009-11-01T04:55:50.311-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Cinema</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paredes vermelhas aveludadas. Tecidos puídos pelo tempo, desgastados pelas mãos que ali passaram seus dedos, finos ou grossos, enquanto atravessavam o corredor escuro e silencioso em direção àquela apoteose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paz, tranquilidade, silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longe, a música clássica sussurra aos ouvidos dos homens e mulheres. Solitários, apaixonados, despretensiosos, impressionados, tranquilos, furiosos, sedentos de sangue, de drama, de comédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo fica para trás quando atravessam aquelas portas duplas de madeira que se abrem para dentro daquela sala cor de sangue. Confortados e confortáveis, sentam-se em suas poltronas reclináveis. Fecham os olhos por um segundo, aproveitando a sensação daquele lugarzinho gélido, mas ainda assim aconchegante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As luzes apagam lentamente, a tela se acende. Eles se aninham na poltrona, atenções voltadas para frente. Sorriem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme vai começar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-4790918888309281721?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/4790918888309281721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/11/cinema.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/4790918888309281721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/4790918888309281721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/11/cinema.html' title='Cinema'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-2875322371049402201</id><published>2009-10-22T17:37:00.001-07:00</published><updated>2009-10-22T17:54:47.319-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Dorian e Narciso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Narciso olhou para o espelho d'água, mas não viu seu reflexo. Ao invés de se deparar com os próprios olhos amendoados, redondos e profundos, viu olhos azuis e rasos; cabelos loiros na altura dos ombros ao invés dos seus, pretos e caídos em uma franja. Franziu o rosto, o coração disparado, tentando entender o que acontecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado, Dorian Gray tirou a cortina vermelha que cobria seu retrato, mas percebeu que a imagem se modificara. Um ser de cabelos curtos e negros &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SuD66Z8ePvI/AAAAAAAAALI/3l9GeUbdIws/s1600-h/494px-Michelangelo_Caravaggio_065.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 264px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SuD66Z8ePvI/AAAAAAAAALI/3l9GeUbdIws/s320/494px-Michelangelo_Caravaggio_065.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395588234893737714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;o encarava estaticamente. Dorian poderia jurar que a imagem tinha o cenho franzido em dúvida, mas ele não sabia dizer o porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intrigados, mas, acima de tudo, admirados, passaram a analisar a nova imagem refletida. Perguntaram-se porque haviam mudado, no entanto não souberam responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narciso olhou fundo naqueles olhos azuis e parecia estar olhando para dentro da alma de Dorian Gray.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gray percebeu que o olhar da imagem se estreitava, e retribuiu-o. Deleitou-se com aquela cumplicidade. Era uma imagem tão bonita quanto ele próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto olhavam-se profundamente, trocando entre si falas mudas, as imagens se dissolveram e tornaram-se novamente os reflexos de seus respectivos donos. A partir deste dia, Narciso nunca mais desgrudou-se do espelho d'água, sempre a procura daquele reflexo misterioso; enquanto isso, Dorian Gray passava dias e mais dias encarando seu retrato, procurando pelo misterioso homem com a franja caída sobre os olhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-2875322371049402201?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/2875322371049402201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/10/dorian-e-narciso.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/2875322371049402201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/2875322371049402201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/10/dorian-e-narciso.html' title='Dorian e Narciso'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SuD66Z8ePvI/AAAAAAAAALI/3l9GeUbdIws/s72-c/494px-Michelangelo_Caravaggio_065.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-4986175161996854929</id><published>2009-10-17T16:15:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T16:20:03.970-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escrever'/><title type='text'>O Não-Escrever</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando estou seco, palavras soltas como essas me ajudam. Estou olhando há mais de três horas para essas teclas de computador e não consigo escrever ficção. É um daqueles momentos que os grandes escritores chamam de 'bloqueio' e onde os amadores e aspirantes chamam de 'preguiça'. Já ouvi umas quinhentas músicas, tomei umas cinco xícaras de café, comi pizza, fiz downloads, sentei, bati pé, esperei, re-esperei, resisti, desisti, mudei de ideia, e ainda assim nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, isso acontece muito com quem gosta de escrever. Essa aflição de querer e não conseguir, de esperar uma inspiração divina que não chega nunca. Não sei como os outros escritores - amadores ou não - lidam com isso, mas eu sei que não gosto nem um pouco. Odeio querer escrever mas não conseguir. É aflitivo, desesperador, sufocante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Záfon diz, no livro "O Jogo do Anjo": "A inspiração virá quando fincar os cotovelos na mesa, o traseiro na cadeira e começar a suar. Escolha um tema, uma ideia e esprema o cérebro até doer. É isso o que se chama inspiração". Já tentei concordar com essa afirmativa, mas não sei se consigo. Não sei se é de todo verdade: inspiração pode sim vir dessa forma, mas é tão mais deliciosa quando vem em um lampejo, numa ida à padaria ou debaixo do chuveiro. Quando você não pensa em ter uma ideia e ela aparece, isso sim é bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As minhas melhores ideias são as que vêm de repente. Me atingem com uma potência assustadora, e eu adoro esse impacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enquanto o impacto não chega, continuo com minhas músicas, meus downloads e meu café. Escrever sobre o não-escrever é sempre proveitoso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-4986175161996854929?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/4986175161996854929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/10/o-nao-escrever.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/4986175161996854929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/4986175161996854929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/10/o-nao-escrever.html' title='O Não-Escrever'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-1991622001583210656</id><published>2009-10-17T10:13:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T10:14:13.281-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Quero Morrer de Amor</title><content type='html'>quero morrer de amor...&lt;br /&gt;morrer com a sensação de ter amado&lt;br /&gt;com a intensidade de mil sóis&lt;br /&gt;com a certeza de um cálculo&lt;br /&gt;com a sonoridade de uma canção&lt;br /&gt;com a alegria da solidão&lt;br /&gt;com muita paixão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quero morrer de amor, com amor, no amor, para o amor&lt;br /&gt;quero antes a loucura dos sãos&lt;br /&gt;a beleza dos monstros&lt;br /&gt;a alegria dos depressivos&lt;br /&gt;a paradoxo das compreensões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quero a poesia louca e sem propósito&lt;br /&gt;quero tudo no amor&lt;br /&gt;e no fim quero poder sorrir e dizer: "eu amei"&lt;br /&gt;e morrerei em paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(15/10/09)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco piegas hj :P&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-1991622001583210656?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/1991622001583210656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/10/quero-morrer-de-amor.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/1991622001583210656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/1991622001583210656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/10/quero-morrer-de-amor.html' title='Quero Morrer de Amor'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-6679440892496709577</id><published>2009-10-15T10:09:00.000-07:00</published><updated>2009-10-16T07:17:05.044-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Amizades eternas de dois dias de duração</title><content type='html'>frágil como um castelo de cartas que&lt;br /&gt;ao sabor do mínimo vento se desfaz&lt;br /&gt;delicado como um cristal que&lt;br /&gt;se racha à menor vibração&lt;br /&gt;volátil da mesma forma que&lt;br /&gt;éter evaporando pelo ambiente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não é belo nem sincero&lt;br /&gt;é auto-afirmativo&lt;br /&gt;é necessário, não é?&lt;br /&gt;necessário mostar aos outros que&lt;br /&gt;risos de plástico são de alegria&lt;br /&gt;mostrar que dezenas de fotos expressam a realidade&lt;br /&gt;quando na realidade não passam de&lt;br /&gt;um bocado de mentiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;essa amizade desvairada&lt;br /&gt;que mal começa é superestimada&lt;br /&gt;com falsas promessas de eternidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bobos daqueles que&lt;br /&gt;presos nessa fantasia&lt;br /&gt;acham que têm amigos de verdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(15/10/09)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-6679440892496709577?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/6679440892496709577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/10/amizades-eternas-de-dois-dias-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/6679440892496709577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/6679440892496709577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/10/amizades-eternas-de-dois-dias-de.html' title='Amizades eternas de dois dias de duração'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-427977018854351564</id><published>2009-10-03T04:36:00.000-07:00</published><updated>2009-10-03T04:57:26.414-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rio de janeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notícia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='olimpíada'/><title type='text'>Yes, We Créu!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/Ssc8CBC5mWI/AAAAAAAAALA/HizgPgl4duo/s1600-h/yeswecreu.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 202px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/Ssc8CBC5mWI/AAAAAAAAALA/HizgPgl4duo/s320/yeswecreu.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388341484510091618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tensão durante todo um dia. Quatro cidades - sendo três delas localizadas em países desenvolvidos - disputando qual seria escolhida a sede das Olimpíadas de 2016. O Rio de Janeiro era favorito, mas o discurso do rei espanhol Juan Carlos elevou as chances de Madrid. Estávamos nos perguntando se o Brasil realmente conseguiria impressionar o Comitê Olímpico Internacional. Particularmente, minhas expectativas não eram lá tão altas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, para surpresa de todos, Chicago foi logo descartada. Nem mesmo o &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=EuE60mq0r1Q"&gt;repórter da CNN&lt;/a&gt; acreditou que a cidade pudesse ser a primeira eliminada. Obama nem ficou para ouvir, saindo de Copenhague antes do anúncio da eliminação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os veículos de comunicação brasileiros piraram. A disputa, em tese, estava entre Chicago e Rio de Janeiro. Com Chicago eliminada, o que aconteceria em seguir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que todos previam aconteceu. Tóquio também foi eliminada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, o momento da pausa dramática. O anúncio da eliminação de Chicago e Tóquio aconteceu por volta de 12:30, e o anúncio decisivo da cidade escolhida seria dado apenas 13:30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coberturas especiais na Rede Globo e Globo News, povo carioca com a cara enfiada na televisão e na internet, esperando ansiosamente pelo anúncio. Uma multidão enchia as praias de Copacabana numa festa organizada para incentivar a candidatura do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E finalmente o anúncio saiu: o Rio de Janeiro foi a cidade escolhida para sediar as Olimpíadas em 2016.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gritos ecoaram. Parecia que o Brasil havia feito um gol de desempate na final da Copa do Mundo. Twitters enloquecidos postavam "Yes, We Créu" - que chegou ao primeiro lugar como expressão mais postada. E os gringos se esforçavam para tentar entender a brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, conseguimos. Mas a parte boa só virá daqui a sete anos. Por agora, o governo têm (com acento mesmo) muito trabalho pela frente, e, consequentemente, nós também temos. Trabalho para exigirmos uma Olimpíada bela, limpa, organizada e inesquecível; para exigirmos um Rio de Janeiro tão belo quanto &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Z00jjc-WtZI"&gt;o vídeo de Fernando Meirelles&lt;/a&gt;, para termos orgulho dos olhos do mundo voltados para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as Olimpíadas estiverem por aqui já vou ter 24 anos. Hoje tenho 17. Pode parecer muito tempo, mas pela quantidade de trabalho e a fleuma e burocracia com as quais as coisas acontecem no país, tenho minhas dúvidas quanto a relatividade deste tempo. Que ele seja suficiente e administrado com competência. Espero que um esforço coletivo seja feito para essas Olimpíadas, e que o legado dele realmente valha a pena. Que não aconteça o mesmo que aconteceu com as instalações do Pan-Americano de 2007 (alguém ainda ouve falar delas, por acaso?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje eu ainda grito: YES, WE CRÉU!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-427977018854351564?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/427977018854351564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/10/yes-we-creu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/427977018854351564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/427977018854351564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/10/yes-we-creu.html' title='Yes, We Créu!'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/Ssc8CBC5mWI/AAAAAAAAALA/HizgPgl4duo/s72-c/yeswecreu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-2763282689709229921</id><published>2009-09-25T09:01:00.000-07:00</published><updated>2009-09-25T18:23:13.397-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Sexta-feira nublada</title><content type='html'>quem sou eu pra você?&lt;br /&gt;esse seu jeito de dizer 'você é especial' é sincero?&lt;br /&gt;ou é apenas uma soma de palavras dita por pena?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;olhando para nossas fotografias&lt;br /&gt;para o riso que dávamos&lt;br /&gt;e as poses que fazíamos&lt;br /&gt;e os sonhos que nutríamos&lt;br /&gt;as citações que escrevíamos&lt;br /&gt;os livros que líamos&lt;br /&gt;as músicas que ouvíamos&lt;br /&gt;as pessoas que admirávamos&lt;br /&gt;o mundo que queríamos só para nós&lt;br /&gt;tudo isso realmente existiu?&lt;br /&gt;ou são minhas fantasias?&lt;br /&gt;meus próprios desejos não-identificados em você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minhas dúvidas são bobas&lt;br /&gt;absurdas, obtusas, sem sentido&lt;br /&gt;mas me peguei pensando nisso&lt;br /&gt;me peguei pensando no que nós somos&lt;br /&gt;e no que seremos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;me pergunto se isso tudo é sincero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(25/09/09)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-2763282689709229921?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/2763282689709229921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/09/sexta-feira-nublada.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/2763282689709229921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/2763282689709229921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/09/sexta-feira-nublada.html' title='Sexta-feira nublada'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-1452917702475500641</id><published>2009-09-24T17:46:00.001-07:00</published><updated>2010-01-08T12:23:18.898-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nobel'/><title type='text'>“Memória de Minhas Putas Tristes”, Gabriel García Márquez</title><content type='html'>Não sou do tipo que vai a uma livraria com exatos dezesseis reais no bolso e compra um livro; também não sou do tipo que lê no ônibus no caminho de volta para casa; e tampouco sou do tipo que lê um livro inteiro em poucas horas.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Mas com o livro “Memória de Minhas Putas Tristes” quebrei todos esses meus paradigmas particulares. Estava na minha visita solitária ao shopping, na pós-sessão de cinema de “Up: Altas Aventuras”, e passei na livraria, munido de dezesseis reais livres – troco do ingresso, comes e bebes. Fiquei bastante tempo lá, lendo prefácios e orelhas de livros de bolso e de grandes editoras, resolvido a comprar alguma coisa com o dinheiro que tinha. Olhei, procurei, virei e revirei a livraria e peguei um dos exemplares de “Memória de Minhas Putas Tristes”. Dei de ombros e falei: ‘É você mesmo... é o mais barato daqui”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paguei, fui até a fila do ônibus e comecei a ler o livro logo ali, por total falta do que fazer – eram sete da noite e Niterói inteira parecia espremida naquele terminal rodoviário a caminho de São Gonçalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo que comecei a ler, ainda na fila do ônibus, fui invadido por sensações que dificilmente me invadem – ainda mais no caso de um livro tão pequeno e com letras garrafais como este, com uma gritaria dos infernos de “Bala! Pipoca! Salgadinho! Coca-cola é dois real!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SrwTPsoI3BI/AAAAAAAAAK4/Itc0ZZxndeM/s1600-h/memoriademinhasputas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 208px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SrwTPsoI3BI/AAAAAAAAAK4/Itc0ZZxndeM/s320/memoriademinhasputas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385200414826748946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Logo ao primeiro parágrafo, o personagem principal do livro fala de suas intenções. É possível perceber toda a melancolia de suas palavras. Com noventa anos, crítico musical e cronista de uma coluna semanal, o personagem principal é notadamente amargurado. Amargurado pela vida longa e aparentemente sem nenhum acontecimento importante; amargurado por uma solidão que se estende de seu nascimento até o dia de seu aniversário de noventa anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomado subitamente por um ímpeto, ele decide se dar de presente uma noite de amor com uma menina virgem e desconhecida. Para isso, liga para Rosa Cabarcas e deixa tudo acertado para o encontro com a menina. A partir daí, a trama se desenrola. Com maestria, como não poderia deixar de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lirismo de cada palavra de Márquez é indescritível. O texto, em primeira pessoa, carrega em si toda a solidão do personagem. Eu, particularmente, me pergunto se o próprio Gabo não se confunde com o personagem principal da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro trata, acima de tudo, sobre o amor. Sobre o amor tardio, sobre o amor não correspondido, sobre o amor platônico, sobre o amor paixão, sobre o amor e sobre o amar. São inúmeros adjetivos e substantivos que se confundem numa mescla de sentimentos e sensações que arrebatam o leitor de forma única.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;“No ano de meus noventa anos quis me dar de presente uma noite de amor louco com uma adolescente virgem. Lembrei de Rosa Cabarcas, a dona de uma casa clandestina que costumava avisar aos seus bons clientes quando tinha alguma novidade disponível. Nunca sucumbi a essa nem a nenhuma de suas muitas tentações obscenas, mas ela não acreditava na pureza de meus princípios. Também a moral é uma questão de tempo, dizia com sorriso maligno, você vai ver. Era um pouco mais nova que eu, e não sabia dela fazia tantos anos que podia muito bem estar morta. Mas no primeiro toque reconheci a voz no telefone e disparei sem preâmbulos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É hoje.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Memória de Minhas Putas Tristes, Gabriel García Márquez – Pág. 7&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O romance desenhado pelas palavras de Márquez é um ultimato ao amor. Mesmo que tardio e de uma forma completamente inesperada, ele pode acontecer. Recomendadíssimo!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-1452917702475500641?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/1452917702475500641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/09/memoria-de-minhas-putas-tristes-gabriel.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/1452917702475500641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/1452917702475500641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/09/memoria-de-minhas-putas-tristes-gabriel.html' title='“Memória de Minhas Putas Tristes”, Gabriel García Márquez'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SrwTPsoI3BI/AAAAAAAAAK4/Itc0ZZxndeM/s72-c/memoriademinhasputas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-303521897404866549</id><published>2009-09-24T14:46:00.000-07:00</published><updated>2009-09-24T14:52:08.205-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo'/><title type='text'>PEDRO, ME DÁ MEU CHIP!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tá bom, pode ser meio velho, pode ter mais de um milhão de visualizações, mas ainda assim não deixa de ser engraçado. E se, às altas horas da madrugada, uma mulher completamente alterada começasse a gritar "&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;PEDRO, ME DÁ MEU CHIP, TRAZ O QUE É MEU, VOCÊ ROUBOU, EU VOU CHAMAR A POLÍCIA, ABRE ESSA PORTA, ABRE ESSA PORTA, ME DÁ MEU CHIP, SEU LADRÃO!&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que você também gravaria e colocaria no youtube, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EWC_B1u0hBE&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/EWC_B1u0hBE&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-303521897404866549?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/303521897404866549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/09/pedro-me-da-meu-chip.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/303521897404866549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/303521897404866549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/09/pedro-me-da-meu-chip.html' title='PEDRO, ME DÁ MEU CHIP!'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-6858798468327628741</id><published>2009-09-21T18:11:00.000-07:00</published><updated>2010-01-08T12:23:54.467-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='beatnik'/><title type='text'>"Misto-quente", Charles Bukowski</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não sou profundo conhecedor do movimento beatnik nem conheço muitos escritores que aderiram a esse movimento. Para falar a verdade, Bukowski é o primeiro do gênero que leio. E posso dizer que, se todas as obras beatniks forem tão boas quanto “Misto-quente”, então vale a pena conhecê-las mais a fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas vamos lá, pelo começo: conheci o Bukowski por acaso, num encontro chuvoso em Niterói pelo Campo de São Bento e Plaza Shopping com uns colegas que não tenho lá muito contato. São os integrantes do &lt;a href="http://lapisautonomos.blogspot.com/"&gt;Lápis Autônomos&lt;/a&gt;, grupo do qual eu faço parte mandando textos (muito) esporadicamente. Um pessoal bem legal, cujo único propósito é escrever, sem fins lucrativos ou ideais muito traçados. É escrever para externar o que se sente, pra se divertir, pra gritar no silêncio das palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ok, deixemos o &lt;a href="http://lapisautonomos.blogspot.com/"&gt;Lápis Autônomos&lt;/a&gt; para outro post e nos concentremos no Bukowski.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Comprei o livro “Misto-quente” nas minhas andanças pela XIV Bienal do Livro. A capa da editora é um tanto quanto sugestiva: um homem e uma mulher rolando pelo chão, seminus, brigando pelo controle de um telefone, enquanto no chão jazem uma garrafa que aparenta ser de bebida alcoólica e um cinzeiro com cinzas espalhadas para todos os lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E é exatamente como a capa que o livro segue em toda a sua história: sujo.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SrgmCkXEWdI/AAAAAAAAAKg/r8U-AraQcXI/s1600-h/554_219.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 189px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SrgmCkXEWdI/AAAAAAAAAKg/r8U-AraQcXI/s320/554_219.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384095180083452370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não há melhor adjetivo para resumir o livro “Misto-quente” além desse: sujo. Seja nas palavras, nas ações, nos pensamentos do personagem principal ou no contexto no qual a história se desenrola, ela é suja do início ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O livro conta a história de Henry Chinaski Jr., desde sua infância até a vida adulta. Filho de um pai autoritário e uma mãe passiva, descendente de alemães e com um grave problema de acne, Chinaski não tem perspectiva de vida alguma. Passa pela crise de 1929 e pela Segunda Guerra Mundial se preocupando em quanto vai finalmente conseguir uma foda. Não tem sonhos de se tornar alguém na vida, mas, ao contrário disso, se conforma com o que a vida lhe deu e tenta se divertir ao máximo com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É possível notar – até mesmo porque o próprio prefácio do livro o diz – que o livro tem toques autobiográficos. Quem conhece a biografia de Bukowski sabe que o apelido que ele nutre de velho safado não está aí à toa. Pra quem não conhece, vale a pena dar uma pesquisada. É bom ver quando o personagem e o autor se confundem; com isso, o texto se mostra ainda mais sincero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mesmo com toda a sujeira e agilidade do texto, “Misto-quente” traz um quadro interessante de uma época. Mostra o lado sujo e pobre dos EUA, o não-idealismo e o não-patriotismo praticamente inexistentes nos filmes ou livros mais ‘dentro do padrão norte-americano’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Li o livro em três dias e percebi, na minha leitura particular, que a minha vida não é tão ruim assim, se comparada com a do Chinaski.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-6858798468327628741?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/6858798468327628741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/09/misto-quente-charles-bukowski.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/6858798468327628741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/6858798468327628741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/09/misto-quente-charles-bukowski.html' title='&quot;Misto-quente&quot;, Charles Bukowski'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SrgmCkXEWdI/AAAAAAAAAKg/r8U-AraQcXI/s72-c/554_219.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-5717182047885208095</id><published>2009-09-11T17:29:00.000-07:00</published><updated>2009-09-21T17:21:25.484-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morte'/><title type='text'>A Sensação do Poder</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Preciso mesmo fazer isso?&lt;br /&gt;- É claro que precisa.&lt;br /&gt;- Mas eu... eu estou com medo, senhor.&lt;br /&gt;- É sua função. Faça e ponto final.&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Faça. Agora.&lt;br /&gt;- Não quero dores, senhor. Não quero ser culpada pelo mal.&lt;br /&gt;- O mal já foi feito. Os culpados serão punidos. Faça sua parte de uma vez por todas!&lt;br /&gt;- Para onde o levarei?&lt;br /&gt;- Dei-te um reino todo seu, ele ainda é imaculado. Leve-o até lá.&lt;br /&gt;- Como pode ter tanta certeza de que ele não irá fugir?&lt;br /&gt;- Não fui eu quem criou o maldito lugar? Pois então é perfeito. Todas as minhas criações são perfeitas.&lt;br /&gt;- Nem todas, senhor... esses seres a quem chama de homens não são perfeitos. Se fossem, eu não precisaria estar aqui.&lt;br /&gt;- Você é parte integrante dos homens, minha criança... você será o fim dos trágicos e o terror dos vívidos.&lt;br /&gt;- Ora, já está vendo o futuro de novo? Qual a graça de saber o que vai acontecer antes de acontecer?&lt;br /&gt;- Não desvie o assunto... faça agora, ele está sofrendo!&lt;br /&gt;- Estou com medo!&lt;br /&gt;- É necessário! Não vê que ele agoniza e espera pela sua chegada? Por que fazê-lo sofrer mais, sua insensível?! Vamos, acabe com ele de uma vez por todas.&lt;br /&gt;- O que vai acontecer depois?&lt;br /&gt;- Faça e descubra!&lt;br /&gt;- Não, me conte primeiro! Eu vou gostar?&lt;br /&gt;- Ah, sua insolente, faça agora mesmo ou acabo contigo!&lt;br /&gt;- Se sou parte integrante do homem, o senhor não ousaria acabar comigo. Diga-me: vou gostar?&lt;br /&gt;- Apenas pelo seu atrevimento vou responder-te: você irá adorar!&lt;br /&gt;- Vou gostar de causar sofrimento?&lt;br /&gt;- Se você não levá-lo agora mesmo, juro, por todas as gotas do oceano que te arranjo uma substituta!&lt;br /&gt;- Tudo bem, mas quero apenas dizer que não vou gost-&lt;br /&gt;- FAÇA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pronto, pronto, está feito!&lt;br /&gt;- Assim está melhor.&lt;br /&gt;- Senhor?&lt;br /&gt;- Sim?&lt;br /&gt;- Quando vou poder fazer isso de novo?&lt;br /&gt;- Virão muitas oportunidades.&lt;br /&gt;- Eu... eu não me senti mal, nem um pouco. Ouvir os gritos e as súplicas foi como me sentir... viva!&lt;br /&gt;- Ora, não diga besteiras! Você, sentindo-se viva?!&lt;br /&gt;- Por que não posso me sentir viva?&lt;br /&gt;- De todas as coisas que você pode sentir, vida é a última delas. É sua sina. Ou esperava que tanto poder fosse te dado assim, de graça?&lt;br /&gt;- Quer dizer que essa sensação nunca mais vai voltar?&lt;br /&gt;- Só quando outros homens morrerem. E muitos morrerão. Já disse que muitas oportunidades virão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sabia que Abel havia sido só a primeira faísca. Sabia também que ela ainda causaria dores extremas ao longo de muito e muito tempo, apenas pelo prazer de se sentir viva novamente.&lt;br /&gt;Resolveu não falar sobre o futuro, guardando tudo para si. Afinal, era a sina dele, essa de saber de tudo. Tanto poder não poderia vir assim, de graça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-5717182047885208095?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/5717182047885208095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/09/sensacao-do-poder.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/5717182047885208095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/5717182047885208095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/09/sensacao-do-poder.html' title='A Sensação do Poder'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-2245974926916832055</id><published>2009-09-06T08:28:00.000-07:00</published><updated>2009-09-06T08:56:28.512-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='kizzy ysatis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notícia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='noite'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liz vamp'/><title type='text'>Indignação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje não vou fazer nenhum post com poesias, devaneios romanescos ou um conto fantástico. Hoje o papo é sério, realidade nua, crua e indigesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante o início da manhã da sexta-feira passada (04/09), uma confusão se instaurou na boate paulista "A Loca", envolvendo os escritores e movimentadores culturais Liz Vamp e Kizzy Ysatis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não acompanho o trabalho dos dois de perto. Conheço o Kizzy graças ao livro "Clube dos Imortais: A Nova Quimera" e o admiro muito por tudo o que conseguiu como escritor, visto que a literatura fantástica brasileira ainda é bastante marginalizada. Não os conheço pessoalmente, nem mesmo alguma vez falei com um dos dois. No entanto, isso não me isenta de sentir indignação pelo fato ocorrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, vamos aos fatos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"De acordo com o registro, a confusão começou depois que uma         comanda que pertencia ao escritor&lt;/span&gt; (Kizzy Ysatis) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;foi encontrada no chão e ao         ser chamado para pagar a conta, o rapaz disse que já havia pago         e o funcionário do caixa chamou o gerente. Ainda segundo o         relato da ocorrência, nesse momento começou uma discussão que         terminou em agressões entre o escritor, a cineasta&lt;/span&gt; (Liz Vamp) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e o gerente         do local. Na delegacia, o gerente disse que apenas revidou as         agressões dos clientes. "&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                  Trecho da reportagem do G1, que pode ser lida integralmente &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1292911-5605,00-CINEASTA+E+ESCRITOR+DIZEM+TER+SIDO+AGREDIDOS+POR+SEGURANCAS+DE+BOATE+EM+SP.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/blockquote&gt;A reação dos amigos, familiares e admiradores de Kizzy e Liz foi quase instantânea. Logo, dezenas de blogs e sites vieram expressar a indignação por conta do caso. É o que estou fazendo agora. Espero - mesmo com toda a minha ceticidade acerca da justiça brasileira - que o caso se resolva com rapidez; que os culpados não fiquem impunes e que tudo possa ser esclarecido da melhor forma possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi as fotos de Kizzy no site da G1 e no &lt;a href="http://kizzyysatis.blogspot.com/2009/09/lesao-corporal-nao-tentativa-de.html#links"&gt;pronunciamento que o próprio fez em seu blog pessoal&lt;/a&gt;, e não posso dizer que o que aconteceu foi um caso corriqueiro, uma bobeirinha à toa. Foi caso sério, e merece toda a atenção possível por parte das autoridades. Kizzy teve lesões no crânio e hematomas por todo o corpo, as fotos podem provar isso; o estabelecimento pouco - ou nada - fala sobre o assunto. Tamanho silêncio, por quais motivos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da minha parte, transborda indignação. Não só por ele ser escritor e ter todos os motivos do mundo para estar certo, mas por ser uma pessoa de bem que, sem motivos aparentes, foi espancado quase até a morte por uma futilidade desnecessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejo melhoras ao Kizzy -  que certamente foi quem mais sofreu fisicamente - e força para Liz e para todos aqueles que os conhecem melhor do que eu conheço. Tenho certeza que o Kizzy vai se recuperar e vai voltar arrebentando!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-2245974926916832055?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/2245974926916832055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/09/indignacao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/2245974926916832055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/2245974926916832055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/09/indignacao.html' title='Indignação'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-5034769982750701574</id><published>2009-09-03T07:29:00.000-07:00</published><updated>2009-09-03T07:32:32.208-07:00</updated><title type='text'>Morte ao Som de Mojo Pin</title><content type='html'>&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLUCAS%7E1.USE%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt; 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Assim, de repente, comecei a refletir. E se eu morresse agora, nesse exato instante? Tenho dezessete anos, sonhos realizados e a se realizar. Nunca tive um grande amor, nunca fiz uma maluquice digna de nota. Vivi – até agora, certamente – de um modo até que normal, sem muitas reviravoltas... com algum choro, algum riso, algumas lembranças, fotografias e filmagens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Mas no que se resume tudo isso, logo ao fim? É só isso o que sobra? Lembranças, fotos e filmagens?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Penso que a morte não é difícil, ao menos não para quem morre. A morte é triste, é ruim, é natural... mas a parte mais difícil fica para quem está vivo. São eles que choram e que não se conformam; são eles que veem o defunto no caixão e têm uma vã esperança de que ele se levante e diga “ainda não morri, era brincadeira!”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Isso não acontece.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Não sei porque me peguei pensando nisso. Talvez um pouco da minha veia dramática tenha finalmente entrado em ação depois de tanto tempo de reclusão; talvez seja apenas um pequeno lapso obscuro de depressão, talvez seja palhaçada de um desocupado... não sei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Só sei que a morte me assusta. Me assusta porque é um mistério, me assusta porque entristece, me assusta porque é o fim – ou quem sabe, apenas o começo.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Garamond;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-5034769982750701574?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/5034769982750701574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/09/morte-ao-som-de-mojo-pin.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/5034769982750701574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/5034769982750701574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/09/morte-ao-som-de-mojo-pin.html' title='Morte ao Som de Mojo Pin'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-4066367727377336601</id><published>2009-08-23T14:55:00.000-07:00</published><updated>2009-08-23T14:57:11.539-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Refeição</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Estética rubra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vias azuis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vias vermelhas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Algo que as cubra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Pistas sinuosas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Frágeis e delicadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Túneis de vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Curvas deliciosas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Quando a noite chega&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Os olhos fecham&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Via principal vulnerável&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;A criatura espreita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Os lábios queimam&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Banquete indispensável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(23/08/09)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-4066367727377336601?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/4066367727377336601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/08/refeicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/4066367727377336601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/4066367727377336601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/08/refeicao.html' title='Refeição'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-4195227207492337769</id><published>2009-08-22T20:00:00.000-07:00</published><updated>2009-08-22T20:01:39.355-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>O Rato</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt; 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 &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;(22/08/09)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-4195227207492337769?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/4195227207492337769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/08/o-rato.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/4195227207492337769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/4195227207492337769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/08/o-rato.html' title='O Rato'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-474050984325735187</id><published>2009-08-21T16:14:00.000-07:00</published><updated>2009-08-21T16:15:36.900-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Desafio Inicial</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Propus-me um desafio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Escreverei poesia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Sem nenhum intuito especial&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Escreverei uma por dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Esta é a primeira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;E bem, não sei bem do que falar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Cotidiano? Fantasia? Vida? Morte?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Tantas possibilidades a explorar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;É isso! Hoje escreverei sobre nada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Serão palavras vazias e descuidadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Que servirão apenas como prólogo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Palavras dessincronizadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Prosa com versos errados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Poesia sem significados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;(21/08/09)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-474050984325735187?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/474050984325735187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/08/desafio-inicial.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/474050984325735187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/474050984325735187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/08/desafio-inicial.html' title='Desafio Inicial'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-4419591668646358274</id><published>2009-08-11T16:16:00.001-07:00</published><updated>2009-08-11T16:26:39.254-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fantasia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Globo de Neve</title><content type='html'>&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link style="font-family: georgia;" rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLUCAS%7E1.USE%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:419.6pt 21.0cm; 	margin:1.0cm 1.0cm 1.0cm 1.0cm; 	mso-header-margin:35.45pt; 	mso-footer-margin:35.45pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;Pra espantar as moscas do blog, vou postar meu conto mais recente. Espero que se divirtam!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Globo de Neve&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;por Lucas L. Rocha&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: georgia;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Minha vida é lenta. Absurdamente lenta. Pegue todos aqueles dias de tédio que você já teve na sua vida – não se esqueça, em particular, dos domingos e das segundas-feiras – e junte-os. Agora multiplique esse valor por um número consideravelmente grande, e talvez você possa perceber como me sinto. E acredite em mim: você não iria querer estar em meu lugar, não importa o seu grau de loucura.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family: georgia;font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Você provavelmente deve estar se perguntando: ‘tudo bem, mas onde você vive para ter uma vida tão ruim?’ Pois eu te digo: em um globo de neve. Exatamente. Pode rir de mim, se quiser. Vivo em um objeto tão sem graça e sem função que você deve ter um e sequer percebe que ele existe – a não ser que o Natal esteja por perto, é claro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Vivo em uma prateleira enfadonha, em um quarto enfadonho onde uma garota enfadonha passa a maior parte do tempo livre. Sempre dei bastante atenção a ela – não tenho muito o que fazer, o que me torna um ser extremamente fofoqueiro – e não era de hoje que havia percebido que ela estava estranha. A princípio, pensei que fosse coisa de adolescente: aquelas roupas pretas, aqueles livros de ocultismo e aquele cabelo sujo e despenteado.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só nunca passou pela minha cabeça que ela estivesse envolvida com bruxaria.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por algum motivo especial, ela conversava comigo. Não que eu pudesse responder, é óbvio que não posso. Eu sei, é bastante estranho, mas o que você quer que eu faça?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As pessoas não me entendem, Londres... – ela dizia, pegando-me da prateleira e sacudindo o globo ininterruptamente (ah, como eu a odeio quando faz isso!) – Papai e mamãe acham que eu sou uma adolescente rebelde, todos do colégio me irritam... por que isso acontece?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ficava olhando para mim, esperando por uma resposta.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas as coisas vão mudar, ah, se vão! – ela disse, jogando o globo de uma mão para outra (e eu imaginava a bagunça na qual estava se transformando minha casa). – O Heitor vai vir aqui amanhã, a gente vai se divertir. Ele vai me contar alguns segredos da bruxaria, e disse que depois disso eu nunca mais vou ver o mundo com os mesmos olhos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heitor é um tipo de mentor. Deve ser um rei dos bruxos ou alguma coisa do tipo. Essa menina fala dele o tempo todo, como se o cara fosse o Apolo em pessoa.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vou te deixar aqui para ouvir os segredos, tá? – ela levantou da cama e colocou o globo de volta na estante – Só não faça barulho: tenho certeza que o Heitor vai ficar puto se descobrir que alguém além de mim está ouvindo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mim, tudo bem. Não acredito nessa história de bruxaria mesmo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos não acreditava, até que Heitor chegou no dia seguinte.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um cara alto e esguio, de vinte e poucos anos. Tinha os cabelos na altura dos ombros e os olhos mais verdes que já vi na minha vida. Um cigarro fumegava entre os dedos, enquanto ele entrava silenciosamente no quarto.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hm, isso daí é Londres... – ele murmurou, como se tivesse chegado a conclusão mais brilhante do mundo, batendo no globo de neve e encarando a réplica do Big Bang que, por acaso, é a minha casa. – Você já foi lá?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que nada... minha tia me deu isso aí de presente no Natal do ano passado. – ela respondeu com um tom de voz impessoal, tentando fazer o tipo ‘eu não me apego a coisas materiais’. Até parece.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pegou meu globo e, para minha profunda infelicidade, sacudiu-o.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sério: ele não tem nenhum boneco de voodoo pra espetar ou um gato pra estripar não?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você sabe que é uma garota muito sortuda, não é, Lúcia? – ele perguntou, jogando o globo de neve para ela, que agilmente pegou-o. – Não é sempre que um mestre em bruxaria se dispõe a ir à casa de uma aprendiz contar-lhe tantos segredos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela apenas o olhava, os olhos brilhando em admiração.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E sabe que vou cobrar meu preço para poder lhe revelar esses segredos, não é?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti que o globo, seguro em uma das mãos de Lúcia, tremia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Você é virgem, não é, Lúcia?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epa.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, não, não... – ele apressou-se a dizer, assim que os olhos dela se esbugalharam em pânico. – Não quero sua virgindade em troca dos segredos. – ele riu, tentando amenizar o clima pesado que, acidentalmente ou não, acabou criando. – Eu preciso do seu sangue. Só um pouco dele.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão dela passou de assombro para dúvida.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quanto você consideraria ‘pouco’? – ela perguntou. Não acredito que ela estava realmente levando em consideração o que aquele pirado falava. – Tipo, uma gota ou duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Exatamente. – ele disse, aproximando-se. Tragou o cigarro pela última vez e deu um peteleco, jogando-o pela janela. – O suficiente para abrirmos o portal para o outro mundo. Vem aqui. – ele disse, ajoelhando-se.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela obedeceu, ainda segurando o globo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tal do Heitor começou a desenhar no chão com um pedaço de giz que tinha no bolso. Fez um círculo e uma estrela, uma confusão de símbolos que eu não conseguia identificar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Sabe por que eu escolhi você, Lúcia? – ele perguntou, colocando o giz no bolso.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que eu sou virgem? – ela tentou.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Além disso... – ele olhou para cima, olhos fechados, inspirando o ar como se estivesse em um campo de crisântemos. – Você exala algum tipo de magia que eu reconheço.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, exalando magia? Deve estar de sacanagem.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os segredos começam aqui, portanto preciso saber se você será leal e não os contará para ninguém.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Palavra de escoteiro. – ela disse, animada, levantando a mão livre.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há... – ele disse, como se fosse um professor. – ...em nosso mundo, criaturas que regem a magia. São seres que podem parecer insignificantes e pequenos, mas carregam dentro de si uma carga incrível de poder.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tipo os gnomos e as fadas?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esses são os nomes que eu europeus deram a eles. Eu prefiro chamá-los de seres mágicos, pura e simplesmente. Eu mesmo já tentei pegar uma criatura dessas, mas ele era tão poderoso e cheio de artimanhas que acabou me escapando assim que teve a oportunidade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sabia se ria da cara daquele aprendiz de Draco Malfoy ou se prestava atenção às palavras dele. Era uma história bastante interessante, se quer minha opinião.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como você sabe de tudo isso?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A criatura que tentei capturar me contou algumas coisas antes de virar fumaça. Os seres que vivem entre nós geralmente não sabem o potencial que têm, acho que sequer sabem que são mágicos. Na maioria das vezes, cometem algum crime no mundo deles e acabam parando aqui, desmemoriados e trancafiados em algum objeto irrelevante.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epa, epa, epa. Mil vezes epa. Que papo era aquele?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E, quando eu estou perto de você, sinto a mesma coisa que sentia quando capturei aquele ser por alguns segundos. É em intensidade menor, como se você exalasse um rastro de magia. Mas agora, aqui dentro, tenho a sensação plena novamente.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o que vamos fazer hoje? Tentar pegar uma criatura dessas?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu acredito que ela está aqui no seu quarto, em algum lugar. Eu consigo sentir.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, isso está começando a me assustar. EU vivo em um objeto irrelevante, EU não tenho a mínima ideia de como vim parar aqui e EU tenho certeza que não tenho nenhum poder mágico. Certo?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eles são loucos por sangue de virgens. – disse Heitor, puxando a mão livre de Lúcia e tirando um estilete do bolso. – Fique calma, é só uma gota.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava animada demais para deixar o medo tomar conta dela. Cedeu a mão com tranquilidade, enquanto eu olhava para os dois, cheio de dúvidas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No instante em que ele cortou o dedo dela, alguma coisa tomou conta de mim. Vi aquela gota minúscula caindo lentamente. Minha respiração acelerou, meus olhos brilharam, senti uma vontade imensa de arrebentar aquele vidro e alcançar o sangue o mais rápido que pudesse.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi em uma intensidade tão grande que não me controlei. Corri até o vidro, socando-o com violência, tentando quebrá-lo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inútil, é claro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lúcia soltou o globo, assustada. Deu até um gritinho.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esse troço, sei lá, ele... vibrou! – ela disse, enquanto o globo rolava para baixo da cama. Eu ainda estava inebriado pela cor, cheiro e beleza daquela gota no meio do desenho de giz. – Você está me assustando, Heitor!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele enfiou-se debaixo da cama e pegou o globo. Chacoalhou-o mais uma vez – nem dei bola, tão louco estava por aquele sangue –, tentando ver alguma coisa lá dentro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Descobrimos... – ele disse. Depois impôs a voz, como um locutor de rádio. – Tudo bem, criatura mágica. Não queremos fazer mal a você.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele colocou o globo no meio do desenho de giz metodicamente, como se soubesse exatamente o que estava fazendo, e então uma coisa extremamente estranha aconteceu: eu comecei a brilhar. Na verdade, o globo todo começou a brilhar. Era alguma coisa dentro de mim, tenho certeza. Alguma coisa a ver comigo e com aquele círculo de giz.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De súbito, o brilho apagou-se. O quarto voltou a tranquilidade e ao silêncio, e o cheiro do sangue parecia mudar de direção.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virei o pescoço, seguindo o odor inebriante.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois estavam na minha frente, do mesmo tamanho que eu, dentro do globo de neve.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esse cheiro é maravilhoso... – eu disse, de olhos fechados. Não me perguntava como eles haviam chegado ali nem o que faziam. Só queria o sangue. – Me dê um pouco, um pouquinho só.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em troca de uma promessa, criatura. – disse Heitor, como se tivesse ensaiado aquele discurso inúmeras vezes. Segurava o dedo cortado de Lúcia, impedindo que qualquer gotícula de sangue escapasse. A menina estava verdadeiramente aterrorizada, mas eu pouco me importava com aquilo no momento.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qualquer coisa, qualquer coisa... – eu disse. – Me dê só uma gotinha, só umazinha...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Prometa lealdade a mim.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá, prometo, prometo! – falei, sem ao menos pensar. – Agora me dê esse sangue!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você o pegará do lado de fora. – Heitor disse, andando até mim lentamente. Eu não tinha ação, comportado, esperando pelo sangue como um bom menino espera para abrir os presentes de Natal.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Heitor, o que você está fazendo? – Lúcia perguntou. A voz dela soava genuinamente assustada agora.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Indo embora, querida. – ele disse, soltando-a. Pude sentir o cheiro do sangue saindo da ferida dela. Maravilhoso. – Esperei por esse momento durante muito tempo! Não vou deixar essa criatura escapar como a outra me escapou!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Do que você está falando, Heitor?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A outra menina disse que era virgem, mas ela mentiu! – ele disse, aproximando-se de mim e segurando meu braço. Tentei avançar até a garota, mas ele segurou-me com força. – Por isso a outra criatura escapou. Mas essa daqui não vai me escapar, certo, Lúcia? Você não mentiria para mim, mentiria?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela arregalou os olhos, em pânico.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sangue, eu quero o sangue! – era tudo com o que eu me preocupava.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Do lado de fora. – ele disse mais uma vez. – Sua lealdade está jurada, não se esqueça. Uma criatura mágica por uma virgem genuína, a troca está feita.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim das palavras de Heitor, aquela luz em mim brilhou novamente.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando abri os olhos, estava ensopado, caído em meio ao desenho de giz no chão. Arrastei-me até debaixo do globo, seguindo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; o cheiro daquela gota de sangue.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heitor acordou logo depois. Pegou o globo de neve e guardou-o no bolso. Não havia nenhum rastro de Lúcia naquele quarto.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A troca deu certo... – ele murmurou, como se não pudesse acreditar que aquilo realmente acontecera. – Vamos, criatura! Você não vai me escapar como a outra. Agora eu sou seu mestre, não esqueça seu juramento.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obedeci, assustado com a minha solicitude instantânea. A voz dele era hipnotizante; não havia como dizer não. Fomos embora rapidamente, antes que alguém desse pela falta da garota.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi que havia me metido em uma enrascada das grandes.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarde demais para me arrepender, pensei comigo mesmo. Pelo menos não precisava mais me preocupar com o tédio ou com as chacoalhadas eventuais no globo de neve. Lúcia que se preocupasse com elas, a partir de agora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia; 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Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-5853721868280794306</id><published>2009-07-13T06:24:00.000-07:00</published><updated>2010-01-08T12:25:23.777-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vampiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fantasia'/><title type='text'>"O Vampiro da Mata Atlântica", Martha Argel</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/Sls3BSbRu_I/AAAAAAAAAIg/CHam9ZZESVo/s1600-h/avistar_eu.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 161px; height: 216px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/Sls3BSbRu_I/AAAAAAAAAIg/CHam9ZZESVo/s400/avistar_eu.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357936676952980466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Martha Argel é bióloga com doutorado em ecologia das aves, e escreve, entre outras coisas, sobre vampiros. Meu primeiro contato com a autora foi daqueles por acaso, na prateleira de literatura brasileira – onde geralmente vislumbro os livros mas nunca os compro, com medo de me decepcionar. Li, entre Nelsons Magrinis e Andrés Viancos, um livro fino e de capa preta chamado “Relações de Sangue”. Isso foi em 2007, muito antes de vampiros voltarem a ser tema de mesas redondas. O livro me chamou a atenção: dei uma folheada, li o primeiro capítulo, achei-o simpático, mas – medo bobo de sovina – não o comprei.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/Sls2yrlvxII/AAAAAAAAAIY/CvHGA4mWUjc/s1600-h/Capa_vampiro_da_mata_atlantica.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 215px; height: 302px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/Sls2yrlvxII/AAAAAAAAAIY/CvHGA4mWUjc/s400/Capa_vampiro_da_mata_atlantica.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357936426009740418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Então o tempo passou e li que Martha Argel publicaria outro livro, dessa vez intitulado “O Vampiro da Mata Atlântica”. A divulgação foi feita na comunidade “Escritores de Fantasia”, onde – regra vigente nº 1 – quem divulga o livro deve colocar um para sorteio, e – regra vigente nº 2 – quem o ganhasse deveria fazer uma resenha. Pois é, ganhei o livro, e cá estou, resenhando-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro “O Vampiro da Mata Atlântica” (Idea Editora, 176 págs) é simpático em todos os seus aspectos estéticos. Desde a orelha brilhantemente escrita por Silvio Alexandre, passando pela capa chamativa e com um interessante efeito de movimento, até os seus apêndices sobre a Mata Atlântica e suas particularidades. A diagramação do livro é fantástica e cuidadosa, com pouquíssimos erros. Ponto para a Idea Editora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos ao livro em si. A história gira em torno de dois jovens pesquisadores, Xavier Damasceno e Júlio Levereaux (nome belíssimo, por sinal). Quando Levereaux recebe uma proposta para pesquisar e estudar uma área da Mata Atlântica com potencial para se tornar uma reserva ambiental, não pensa duas vezes antes de chamar o amigo Xavier Damasceno. Juntos, os dois partem em uma expedição que visa encontrar animais ameaçados de extinção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no prólogo, o livro mostra a que veio. Ele é eletrizante. Começa com velocidade, prendendo a atenção do leitor e gerando a curiosidade necessária para que ele vire a próxima página.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos pontos positivos do livro foi optar por um vampiro selvagem, longe dos moldes cavalheirescos de Stoker, Rice e Cia. Aqui, o vampiro é um animal da selva – sem, contudo, ser necessariamente selvagem –, sedento por sangue. Os trechos dos capítulos narrados pela ótica do Vampiro são ótimos, pois mostram que ele, apesar de toda a sede e necessidade de sangue, não é uma criatura desenfreada e irracional. Ao contrário, o texto o mostra como um ser pensante e digno de nota pelos pensamentos que tem. Dentre tantos vampiros educados e bonzinhos, o Da Mata Atlântica se destaca por seu egoísmo e necessidades eminentes acima de qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo para os dois personagens principais: a escolha de dois é significativa. Pelo ritmo do livro, percebe-se que, se mais alguém estivesse ali no meio, talvez a história se tornasse enfadonha. Dois, nessa situação, foi mais do que satisfatório. Aqui, o romance entre homem e mulher foi deixado de lado, dando lugar à amizade entre os personagens centrais – sem, contudo, parecer uma coisa homoerótica ao estilo ‘Lestat e Louis’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A humanização dos dois é muito bem construída: eles passam longe de serem personagens superficiais ou mesmo sem graça. Ao contrário, mostram sempre com sinceridades seus pontos de vista, que passam pela inicial desconfiança de Xavier acerca dos propósitos de Levereaux até o medo dos dois pelo Vampiro – que não chega a se configurar em pânico, mas mais em dúvida e assombro para a nova situação com uma criatura até então fantasiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento de Martha Argel acerca de ambiente, fauna e flora é inegável. Ela mesma o relata no prefácio, falando sobre suas experiências pessoais e da forma como elas influenciaram algumas das passagens do livro. As descrições das matas, grutas e animais é nada mais que perfeita, dando credibilidade para o texto ao mesmo tempo em que nos faz emergir na história. No entanto, senti que esse conhecimento, às vezes, pode ser prejudicial. É claro que não afeta completamente a leitura, mas o excesso de termos técnicos e nomes que, para a biologia, podem parecer corriqueiros, em certas horas se tornam cansativos para os leigos e não-simpatizantes das ciências biológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto bem interessante – e do qual vou falar rápido, pra não soltar nenhum spoiler – é o final. A ideia usada foi muito bem feita e utilizada. Mas paro por aqui, ok?&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Ele corria pelo mato rindo como um alucinado. O sangue quente fluía vigoroso por seu corpo, e ele se sentia eufórico, quase como se estivesse bêbado. Suas mãos apertavam contra o peito o produto de seu saque.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tinha se alimentado. Tinha se divertido. Tinha conseguido roupas novas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Há muito tempo não se sentia tão bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E a farra estava apenas começando. Aqueles dois ainda iam penar muito nas mãos dele, nas longas horas de escuridão que ainda havia pela frente.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;O Vampiro da Mata Atlântica, Martha Argel – Pág. 93&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O livro não cativa só por seu cuidado editorial. Ele é, sem sombra de dúvidas, uma das grandes estreias da literatura fantástica do ano. Martha Argel sabe o que está fazendo quando escreve, e é capaz de passar essa segurança ao leitor, que – tenho certeza – devorará o livro da mesma forma que o Vampiro da Mata Atlântica suga o sangue de suas vítimas: deliciosa e desenfreadamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-5853721868280794306?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/5853721868280794306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/07/o-vampiro-da-mata-atlantica-martha.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/5853721868280794306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/5853721868280794306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/07/o-vampiro-da-mata-atlantica-martha.html' title='&quot;O Vampiro da Mata Atlântica&quot;, Martha Argel'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/Sls3BSbRu_I/AAAAAAAAAIg/CHam9ZZESVo/s72-c/avistar_eu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-8377238556215720506</id><published>2009-07-01T17:13:00.001-07:00</published><updated>2009-10-17T16:16:59.713-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Sem título</title><content type='html'>O melhor texto é aquele sem revisões&lt;br /&gt;A melhor poesia é aquela sem rimas&lt;br /&gt;Sem preocupações com o número de sílabas&lt;br /&gt;Sim&lt;br /&gt;Posso ser mínimo no verso anterior, mas completamente prolixo - mesmo que sem sentido - no próximo&lt;br /&gt;Por que sou o poeta, tenho licenças poéticas!&lt;br /&gt;Não me aborreçam com regras gramaticais!&lt;br /&gt;Estou a par delas; não as sigo porque não quero&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Não sou subjetivo, tampouco objetivo&lt;br /&gt;Sou claro a quem quiser ver, pensar e entender&lt;br /&gt;Não posso dar meus significados assim de bandeja&lt;br /&gt;Apesar de odiar esses sussurros descabidos&lt;br /&gt;Ora, falemos na cara!&lt;br /&gt;Falemos PUTA QUE PARIU aos cinco ventos&lt;br /&gt;Gritemos COCA-COLA, NIKE, MICROSOFT sem medo de processos&lt;br /&gt;Paremos com essas sutilezas, com esses eufemismos&lt;br /&gt;Sejamos diretos e concisos&lt;br /&gt;Sem regras, sem valores éticos, sem medos&lt;br /&gt;Sejamos nós mesmos; sejamos falsos, mentirosos&lt;br /&gt;Sejamos humanos!&lt;br /&gt;Cultivemos os defeitos!&lt;br /&gt;Afinal, o que seriam os humanos&lt;br /&gt;Senão máquinas orgânicas de defeitos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-8377238556215720506?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/8377238556215720506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/07/sem-titulo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/8377238556215720506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/8377238556215720506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/07/sem-titulo.html' title='Sem título'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-5619900444342579836</id><published>2009-06-30T13:26:00.001-07:00</published><updated>2010-01-08T12:26:11.974-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='naturalismo'/><title type='text'>"Germinal", Émile Zola</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O retrato social e natural dos mineiros franceses em um marco na literatura naturalista. É assim que posso começar a definir o genial "Germinal", de Émile Zola. O livro, lançado em 1885, mostra a vida e a miséria em meio a uma mina de extração de carvão. Lá, Etienne, recém-chegado, busca abrigo e emprego, e, com suas ideias revolucionárias e socialistas, tenta mobilizar os mineiros em busca de maior igualdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Etienne não é o personagem principal do livro. Nem Chaval, Catherine ou Maheu. O personagem principal é a própria mina e as situações que a permeiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é naturalista em sua essência. Conseguimos perceber, através da leitura, todos os pontos principais do movimento. A situação de pobreza e miséria parece não ter início e nem um fim: é uma situação constante e atemporal. No mesmo sentido, os personagens parecem conformados com sua situação de trabalho excessivo, fome e falta de espaço, como se isso fosse inevitável e inerente à sua natureza. Ali ninguém pensa em enriquecer ou em tentar um emprego melhor. Até porque a fome urgente e as obrigações no trabalho conseguem interromper qualquer linha de pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deixarei de lado as definições naturalistas presentes no livro e passarei a narrativa propriamente dita. A escrita de Émile Zola é envolvente, e, mesmo que algumas vezes possa se tornar excessivamente descritiva, consegue transmitir com clareza suas propostas. Com as palavras, conseguimos sentir o sufoco das minas e das casas de um cômodo com catorze moradores; sentimos arrepio ao ver que eles não terão o que comer no dia seguinte, ou quando vemos que a mesma borra de café está sendo usada durante toda uma semana. Vemos, a todo momento, os traços de selvageria presentes na narrativa. Ali, o homem é como um animal (teoria Darwinista) e, como tal, suas ações eram produto de seus instintos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link style="font-family: georgia;" rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLUCAS%7E1.USE%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"MS Mincho"; 	panose-1:2 2 6 9 4 2 5 8 3 4; 	mso-font-alt:"Arial Unicode MS"; 	mso-font-charset:128; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-format:other; 	mso-font-pitch:fixed; 	mso-font-signature:1 134676480 16 0 131072 0;} @font-face 	{font-family:"\@MS Mincho"; 	panose-1:0 0 0 0 0 0 0 0 0 0; 	mso-font-charset:128; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-format:other; 	mso-font-pitch:fixed; 	mso-font-signature:1 134676480 16 0 131072 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	mso-hyphenate:none; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"MS Mincho"; 	mso-fareast-language:AR-SA;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:78%;" &gt;"Estava feito; ele tinha matado. Confusamente voltavam-lhe à memória todas as suas lutas, esse combate inútil contra o veneno que dormia nos seus músculos, o álcool lentamente acumulado da família. E no entanto só estava ébrio de fome, mas o longínquo alcoolismo dos pais bastara para matar. Seus cabelos eriçavam-se com o horror daquele assassinato, e, apesar da revolta da sua educação, uma alegria fazia pulsar seu coração, a alegria animal de um apetite enfim satisfeito. Em seguida sentiu orgulho, o orgulho do mais forte. Surgiu-lhe uma visão, a do soldadinho apunhalado, morto por uma criança. Ele também havia matado."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:78%;" &gt;- Germinal, trecho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que incomoda - no bom sentido da palavra - é o contraste social. Enquanto nas minas (onde a maioria do livro é ambientado) a situação é precária e urgente, na casa dos burgueses tudo anda as mil maravilhas. As mulheres usam vestes trabalhadas e caras, comem e desperdiçam, parecem bonecas de porcelana. As filhas do dono da mina, com 19 e 21 anos, parecem crianças na forma de falar e se comportar, enquanto que nas minas, as meninas, com 13 e 14 anos, já se submetem a trabalhos pesados e ao sexo desenfreado nas festas dos mineiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Germinal é um marco não só na literatura naturalista, mas sim na literatura mundial de um modo geral.  Um genial retrato de um mundo permeado pelas desigualdades sociais e pelo conformismo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-5619900444342579836?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/5619900444342579836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/06/germinal-elime-zola.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/5619900444342579836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/5619900444342579836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/06/germinal-elime-zola.html' title='&quot;Germinal&quot;, Émile Zola'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-8852740001082636653</id><published>2009-06-22T14:26:00.000-07:00</published><updated>2009-06-22T14:29:22.398-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Anel de Fogo</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLUCAS%7E1.USE%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:14.0cm 20.0cm; 	margin:35.95pt 36.9pt 35.95pt 36.0pt; 	mso-header-margin:35.45pt; 	mso-footer-margin:35.45pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;“Eu caí num anel de fogo flamejante&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Eu fui caindo, caindo, caindo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;E as chamas ficaram maiores&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;E isso queima, queima, queima&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O anel de fogo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O anel de fogo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;- Johnny Cash&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 18pt; font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As chamas aproximam-se na medida em que o vento sopra. Meus olhos brilham o reflexo alaranjado; a fumaça da grama seca carbonizada tenta asfixiar meus pulmões, mas a noite estrelada e seu ar puro ainda predominam sobre mim. Só não sei durante quanto tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O anel de fogo se estreita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tento em vão me desprender da cadeira. As pernas dela estão completamente enterradas no chão, e eu estou amarrado firmemente, numa complexidade de nós impossíveis de serem desfeitos. Olho para os céus, pedindo clemência divina. Um milagre, por favor. Faça um querubim descer dos céus e me desprender daqui, é tudo o que peço. Depois rio de mim mesmo. Por que apelar agora, se nunca acreditei em Deus? Sou uma porra de um hipócrita, é isso o que eu sou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O vento sopra. Sei que ele é frio, mas tudo o que sinto é o calor das chamas aproximando-se. O cerco está se fechando sobre mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De todas as formas de morrer, nunca pensei em alguma coisa como essa. Pensei em morrer com uma bala no peito, um ataque do coração, um suicídio ultrarromântico e dramático, ou quem sabe um assassinato que intrigaria os investigadores – todo aquele lance &lt;i style=""&gt;à &lt;st1:personname productid="la Agatha Christie." st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="la Agatha" st="on"&gt;la&lt;span style="font-style: normal;"&gt; Agatha&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; Christie.&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; Nunca pensei em morrer assim, preso e incapaz, sentado em uma cadeira sem pernas, tentando inútil e pateticamente me desprender. Esperando o fogo consumir minha pele e meus ossos, numa agonia dolorosa que duraria muito mais do que eu poderia imaginar&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não, eu não podia morrer dessa forma&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As palavras dela voltaram a assombrar meus pensamentos: “sua morte será o pagamento daquela que você causou”. A voz havia sido firme e decidida, com ódio implícito em cada nota. A desgraçada me colocou aqui e depois ateou fogo ao campo. Desculpa perfeita: preparar o solo para a plantação. A filha da puta nunca plantara sequer feijão em algodões, mas essa é a prerrogativa de uma filha de fazendeiro. Ela tinha o ódio necessário para cometer um crime. E eu, o que tinha?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Dúvida, culpa e medo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Dúvida: por que tanto tempo depois? Não me orgulho do que fiz na época de moleque, mas sei que isso não é justificativa. Mas seis anos depois? Os fantasmas ainda assombravam meus pensamentos, mas eu poderia pensar em qualquer outra coisa. Poderia listar uma infinidade de nomes inimigos, mas ela não estaria nem entre os cinquenta primeiros. Na verdade, ela não estaria na lista de forma alguma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Culpa: a morte de Luciana. Tomo-a completamente para mim; sei que ninguém mais pode se responsabilizar pelo que aconteceu. Coisas da vida, alguns diziam para mim no dia do enterro – estava tão tonto que nem mesmo sei como lembro –; outros diziam que eram fatalidades, coisas que a gente não podia prever. Mas eu sabia que estavam mentindo. Parecia que eu podia ouvir o que cada um pensava. Cantavam um coro silencioso: ASSASSINO, ASSASSINO, ASSASSINO. A imagem da arma disparando acidentalmente passava em &lt;i style=""&gt;loop&lt;/i&gt; na minha cabeça. O tiro, o cheiro de pólvora, o calor do sangue respingado no meu rosto. O tiro, o cheiro de pólvora, o calor de sangue respingando no meu rosto. O tiro...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Medo: apesar do fogo, não tinha medo da dor ou da agonia, nem mesmo da morte. Tinha medo do encontro com Luciana, que eu sabia ser inevitável. Medo do olho no olho, da forma como ela me encararia. Estou com medo de uma alma aterrorizada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Meus pais e parentes suportariam a dor da minha perda: não seria a primeira nem a última. Mas eu não suportaria encontrar Luciana e tentar me justificar. Ela tinha mais do que amor pela vida: tinha tesão. E eu, como um ceifador inconsequente, simplesmente tirei esse direito dela. Não importa se acidentalmente ou não, o meu fantasma particular sempre estará sussurrando verdades inconvenientes em meus ouvidos. Não poderia me perdoar, mesmo que tivesse esse direito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O anel agora é estreito. Começo a sentir o suor escorrer por baixo da minha camisa. O ar me sufoca, piedoso, tentando me desacordar antes que o fogo faça seu trabalho maquiavélico de morte. Tento não sucumbir, mas é cada vez mais difícil manter-me acordado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Então ela chega. Com um vestido de fogo e os cabelos lisos, voando sobre uma fênix com ao menos dez metros de envergadura. A ave pia estridentemente, fazendo meu sangue congelar, mesmo com todo o calor. Ela desce em meio à dança desenfreada do fogo. Suas pegadas fazem marcas no chão ainda imaculado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ela tem uma arma nas mãos. Meus olhos querem se fechar, minha respiração quer falhar, mas faço tudo o que posso para não desmaiar sem que ela fale comigo. Porém, ela não fala. Limita-se ao direito do silêncio, vendo minha expressão débil de incapacidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quando ela puxa o gatilho, eu ainda tento – inutilmente – me justificar. Então as coisas acontecem numa velocidade incrivelmente rápida: a bala aproxima-se de mim, mas eu não tenho a capacidade de desviar. Vejo-a se aproximando e não movo um músculo sequer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Então sucumbo, morto. O fogo toma conta do cenário, mas já não sinto dor. Não grito de desespero nem de agonia, para a decepção de minha algoz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ela carrega minha alma nas asas da fênix e sorri para mim. É quando percebo que ela ainda me ama.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:100%;" &gt;Agora posso amá-la sem preocupações. Eu a matei e ela me matou. Estamos quites.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-8852740001082636653?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/8852740001082636653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/06/anel-de-fogo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/8852740001082636653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/8852740001082636653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/06/anel-de-fogo.html' title='Anel de Fogo'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-7710951272834669582</id><published>2009-06-17T16:47:00.000-07:00</published><updated>2009-06-17T16:48:06.111-07:00</updated><title type='text'>Falso poema preocupado com o futuro das palavras</title><content type='html'>Um grito de liberdade! [...]&lt;br /&gt;Expresso por teclas dum computador&lt;br /&gt;Meus desejos e meus anseios&lt;br /&gt;Transpostos em códigos binários&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01110101010110101&lt;br /&gt;101010101&lt;br /&gt;1010101&lt;br /&gt;10101&lt;br /&gt;101&lt;br /&gt;10&lt;br /&gt;1&lt;br /&gt;01&lt;br /&gt;101&lt;br /&gt;1010101&lt;br /&gt;101010101010&lt;br /&gt;10101010101010100&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BAT MACUMBA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me enganaram, minha bandeira é uma flâmula&lt;br /&gt;Meus sonhos são pó&lt;br /&gt;Minha vida é uma farsa!&lt;br /&gt;E tudo o que me resta são os versos&lt;br /&gt;Não restam?&lt;br /&gt;Tenho licença para ser quem eu quiser nas palavras&lt;br /&gt;Posso ser louco, posso ser incoerente&lt;br /&gt;Os outros lerão e pensarão&lt;br /&gt; - Criatura inteligente, cheia de subjetivismos!&lt;br /&gt;E tentarão achar significados em meus códigos binários&lt;br /&gt;Inventarão mil teorias e me farão rei das letras!&lt;br /&gt;E eu - morto que estarei - não poderei voltar para dizer-lhes que estão errados&lt;br /&gt;Que os números são aleatórios, que o verso é pobre&lt;br /&gt;Que não sou inteligente, que não sou poeta&lt;br /&gt;Eles estarão embriagados!&lt;br /&gt;Enlouquecidos por um falso poeta&lt;br /&gt;Envaidecidos por uma poesia - considerada - original!&lt;br /&gt;Quando na verdade ela é pobre de espírito e sintaxe&lt;br /&gt;Feia e esquisita, sem sentido&lt;br /&gt;Sem preocupações sintáticas ou semânticas&lt;br /&gt;Estão carentes! Querem poesia!&lt;br /&gt;Dou-lhes poesia!&lt;br /&gt;Pobre que sou! Ainda creio que mais de dez pessoas possam ler e admirar isso.&lt;br /&gt;Ah, doces ilusões de um jovem poeta...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-7710951272834669582?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/7710951272834669582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/06/falso-poema-preocupado-com-o-futuro-das.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/7710951272834669582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/7710951272834669582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/06/falso-poema-preocupado-com-o-futuro-das.html' title='Falso poema preocupado com o futuro das palavras'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-7811915182521755609</id><published>2009-06-15T16:19:00.000-07:00</published><updated>2009-06-15T16:32:35.099-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fantasia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Plano de Fuga</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLUCAS%7E1.USE%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:130%;"  &gt;A proposta desse conto era a seguinte: deveria começar com a frase "Ela não sabia onde estava." e, no meio da história, deveria existir uma CAIXA AMARELA. Escrevi esse conto - que pretendo continuar. Espero que gostem:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: center;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;---------------------------&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;Ela não sabia onde estava. Abriu os olhos de súbito, acordando assustada. Não se lembrava do que havia acontecido na noite anterior. Lembrava-se apenas do coração batendo rápido demais e a respiração ofegante. Sim, era isso. Ela estava fugindo de alguma coisa, ou de alguém. As lembranças eram turvas e nebulosas demais para que ela pudesse colocá-los em ordem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Levantou-se lentamente, sentindo o corpo inteiro doer. Onde diabos estava, por todos os deuses? Esfregou os olhos, olhando para cima. Via, no céu, pontos de luz branca que pareciam sóis. Contou dez, pelo menos. Mas, mesmo com toda aquela claridade, o lugar parecia lúgubre e soturno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Olá. – disse uma voz asmática e envelhecida.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Os pelos da nuca dela levantaram-se. Virou-se, assustada. O som daquela voz pareceu-lhe hostil demais; no entanto, a curiosidade de descobrir seu interlocutor foi maior do que o medo e o instinto de correr dali o mais rápido possível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;No fim, não havia motivos para medo. Quem falava era um velhinho de barbas cheias e acinzentadas. Tinha os olhos remelentos e um sorriso amarelado; sustentava-se de pé graças a uma bengala de madeira. Ao seu lado, um gato aninhava-se entre suas pernas, miando baixinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Olá. – ela respondeu automaticamente, deixando de lado toda a dúvida e medo para dar lugar à boa educação.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Como te chamas? – ele perguntou, coçando o queixo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Anna. – respondeu. – E você?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Daniel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;O gato correu até as pernas de Anna para analisá-la. Cheirou-lhe os pés e logo correu de volta ao seu dono. Anna podia jurar que o vira sorrindo, mas logo esqueceu da ideia. Gatos não sorriam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Ele gostou de você. – disse Daniel. – Se chama Zâner. É meu filho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Ela estranhou, franzindo o rosto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Antes de chegarmos aqui ele era um meninote muito do esperto. Mas quando chegamos, por algum motivo ele se tornou um gato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- O senhor está falando sério? – ela perguntou, com um meio-sorriso no rosto. Até o momento, achava que ‘filho’ não significava nada além de um título que um velho solitário dera a seu bichano de estimação. Mas, ao que parecia, aquela bola de pelos era realmente o filho do velho Daniel.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Certamente que estou, menina. – ele disse. – Por acaso sabes como chegaste aqui?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Não faço ideia. Pode-me dizer onde estamos, para começo de conversa?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Ah, se eu soubesse disso seria o homem mais afortunado desse lugar! – ele sorriu antes de continuar. – Não somos os únicos aqui, se te interessa saber. O acampamento não fica muito longe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Então o que está fazendo andando por aqui?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- É minha vez de procurar por lenha. Vamos, me ajude! Assim chegaremos mais rápido ao acampamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Mesmo com todas as dúvidas e desconfianças, ela aceitou ajudá-lo. Era melhor do que continuar ali, vagando sozinha naquele lugar estranho, onde não conhecia ninguém.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Colheram lenha rapidamente. Apesar do fato de que não havia sinal algum de árvores, o chão estava repleto por pequenos pedaços de madeira, como se um pássaro gigante tivesse se dado ao trabalho de criar um ninho por ali, deixando toda aquela madeira para os dois colherem. Em menos de dez minutos, Anna e Daniel estavam com as mãos repletas de lenha, o bastante para abastecer uma fogueira ininterruptamente por pelo menos cinco dias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Há quanto tempo o senhor está aqui? – perguntou Anna, enquanto os dois seguiam seu caminho até o acampamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Ah... – ele disse, perdendo o olhar em algum lugar distante. – Tempo demais, se queres saber. Quando cheguei aqui, nem barba tinha ainda! E olhe como já estou!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- E como veio parar aqui?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Não faço a mínima ideia. – ele disse, sorrindo. – Já faz tanto tempo que nem mais me preocupo com os motivos. Só me preocupo em sair daqui o quanto antes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- O senhor já tentou ir embora?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Muitas vezes! Assim que cheguei aqui, tentei exaustivamente sair de qualquer forma que achasse possível. Esse lugar tem limites, e nosso acampamento fica perto de um deles. São muros gigantescos que parecem não ter fim. E já tentamos de tudo para derrubá-lo: usamos força bruta, inteligência, palavras mágicas, mas nada faz aquela maldita coisa cair. Parece que está colada ao céu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- E já tentaram escalar o muro? – ela perguntou, curiosa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Até tentamos, mas é uma tarefa impossível. O muro é completamente liso. Não há nenhuma ranhura para nos segurarmos, e nada consegue perfurar aquilo. Então, é uma missão quase impossível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Anna fez uma careta de frustração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Mas temos um plano novo agora, e tenho certeza de que esse dará certo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Anna ia perguntar no que consistia o tal plano, mas, antes que o fizesse, os dois – três, levando-se &lt;st1:personname productid="em conta Z￢ner" st="on"&gt;em conta Zâner&lt;/st1:personname&gt; – chegaram ao acampamento. Anna arregalou os olhos, vendo que não eram necessárias mais perguntas para saber o que eles estavam tramando. A resposta estava bem ali, aos seus olhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Uma grande estrutura de madeira elevava-se a quase cinco metros de altura por três de largura. Todo amarrado com cordas e montado com madeira, a estrutura parecia delicada e precária. Em cima, três pás de madeira lisa giravam lentamente. Um homem encurvado, com aspecto de atarefado, dava um nó apertado em uma corda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Esse é o nosso novo equipamento de fuga. – disse Daniel, assim que chegaram. – Todo feito com derivados dessas madeiras que achamos: as cordas são feitas de fibras de madeira, as hélices são feitas de madeira lixada e cortada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Vocês pretendem... voar? – perguntou Anna, abismada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Exatamente. – Daniel respondeu, animado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- E como vocês pretendem fazer isso... funcionar? A não ser que tenham feito um motor a base de madeira e um combustível a base de madeira, não sei como isso vai sair do chão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Quem és tu? – perguntou o homem que trabalhava no aparelho, limpando as mãos nas calças. – Daniel, quanto foste atrás da madeira estava só com Zâner. Quem é esta criança?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Estava perdida, assim como nós. – ele respondeu. – Chame todos aqui. Quero apresentá-la. Acho que ela pode resolver o problema da máquina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Antes que ela pudesse perguntar qual era o problema da máquina e como ela poderia resolvê-lo, todos já estavam ali. Eram homens em sua maioria – havia apenas duas mulheres no grupo – e todos pareciam incrivelmente envelhecidos, como se estivessem presos ali durante muito tempo. Olhavam para ela com olhos duvidosos e curiosos, como se a imagem de Anna lembrasse a eles de uma juventude esquecida há muito tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Como a achou, Daniel? – perguntou uma das mulheres, uma velhinha sorridente e animada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Ela simplesmente estava aqui, como todos nós. – ele respondeu. – Achei-a sentada perto dos limites do oeste.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- O que estavas fazendo lá, criança? – a velhinha perguntou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Não sei. Apenas estava lá. – Anna respondeu. – Vocês podem me dizer o que está acontecendo aqui?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Já lhe disse, Anna, nenhum de nós sabe onde estamos nem porque estamos aqui. Mas estamos aqui, e temos que sair o quanto antes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- E como eu posso ajudá-los?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Traga a caixa, por favor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Uma das mulheres entrou na tenda, saindo com uma caixa branca nas mãos logo &lt;st1:personname productid="em seguida. A" st="on"&gt;em seguida. A&lt;/st1:personname&gt; caixinha brilhava intensamente, assim como os orifícios do céu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Essa é uma caixa de magia, Anna. – disse Daniel. – Veja bem: dentro de cada um de nós existe um pouco de magia, e é essa magia que vai fazer a máquina funcionar. Nós já estamos aqui há muito tempo, então nossa magia já não é mais tão poderosa nem suficiente. Mas, com você aqui, talvez consigamos. Sua magia é fresca, nova e poderosa. Se pudéssemos coletar apenas um pouco dela, talvez consigamos fazer a máquina funcionar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Como vocês pretendem sair daqui, caso consigam fazer isso funcionar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Segundo as escrituras de Thales, primeiro homem a habitar esse lugar, os orifícios no céu não são nada mais do que portais para o outro mundo. Talvez, se conseguirmos voar alto o suficiente, possamos sair daqui atravessando um desses portais!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- E a minha magia pode tirar vocês daqui?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Não podemos subir todos de uma vez na máquina, mas se pelo menos dois de nós conseguirmos sair daqui, poderemos arranjar alguma forma de libertar os outros assim que possível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- E como posso doar essa magia?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- É só concordar em doá-la. – disse Daniel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Tudo bem... – ela disse, olhando para todos, que tinham uma expressão apreensiva em seus rostos. – Eu concordo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;A mulher que tinha a caixa em mãos abriu-a, e logo Anna sentiu um puxão em seu peito. A energia, em forma de luz, passava de seu corpo para a caixa branca.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Assim que o fluxo de energia foi cortado do corpo de Anna, a mulher levou-a até a máquina. A caixa, ainda aberta, começou a despejar sua energia na estrutura de madeira. As hélices, no topo, começaram a se mover. A caixa desintegrou-se, dando sua energia integralmente para a máquina.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Quem irá subir?! – gritou Daniel, vendo que as hélices começavam a rodar com maior intensidade e a máquina começava a se elevar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Subam você e a menina! – gritou um dos homens. – Se não fossem por vocês, nunca teríamos sequer a esperança de ir embora!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Sem pensar duas vezes – o tempo era escasso demais para se discutir questões diplomáticas – os dois sentaram-se na máquina. Zâner, assustado, pulou ao colo de seu pai, miando estridentemente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Nós voltaremos! – gritou Anna, ao ver que a máquina estava funcionando e que subia cada vez mais rápido. – Vamos encontrar alguma forma de tirar todos vocês daqui!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Ficarmos esperando! – foi a última coisa que ela ouviu um dos homens dizer antes da máquina ser sugada por um dos grandes círculos brancos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;A máquina despedaçou-se em centenas de cacos com a força dos ventos. Os três voavam descontroladamente, mas logo tudo começou a equilibrar-se. Quando Anna percebeu, estava planando. Não tinha mais olhos, mas conseguia ver perfeitamente: dois pontos luminosos, que, assim como ela, voavam desenfreadamente. Foi quando ela percebeu que também era um ponto luminoso.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Olhou para baixo, vendo uma enorme superfície amarelada repleta de furos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Fadinhas, minhas fadinhas, já não lhes dou toda a madeira de que necessitam para sobreviver? Por que fogem de mim, minhas fadinhas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Duas mãos do tamanho de casas pegaram e elevaram a superfície amarelada. Anna percebeu que era uma caixa imensa, repleta de furos. As mãos sacolejaram a caixa.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;- Por que fogem de mim, minhas fadinhas?! Já me deram tanto trabalho para capturá-las, e ainda fogem de mim?! Por que fogem? POR QUE FOGEM?!&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Anna voou para longe, assustada com aquela figura. Agora tudo estava mais claro: a memória voltara ao normal, e ela lembrava-se de tudo o que havia acontecido. Junto com Daniel e Zâner, voou o mais rapidamente que pode até a colônia de fadas mais próxima. Precisava alertar as irmãs e juntar forças para resgatar os que ficaram para trás. Havia dito que iria libertá-los, e cumpriria com sua palavra o mais rápido que pudesse. Não iria deixar as outras fadas nas mãos daquela terrível criatura.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-7811915182521755609?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/7811915182521755609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/06/plano-de-fuga.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/7811915182521755609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/7811915182521755609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/06/plano-de-fuga.html' title='Plano de Fuga'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-9064166692898455272</id><published>2009-06-12T13:20:00.000-07:00</published><updated>2009-06-12T13:24:17.616-07:00</updated><title type='text'>Um Parágrafo</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Em uma epifania saramaguiana dentro de um momento soturno, escrevi esse parágrafo. Aqui está:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;**&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link style="font-family: georgia;" rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLUCAS%7E1.USE%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;Tenho a missão de escrever um parágrafo. Sim, um parágrafo, foi o desafio que me fiz. Escrever uma história boa em uma única sequência de pensamentos, sem interrupções ou respirações. Sim, um pouco Saramago; sim, um pouco maluco e sem pé nem cabeça. Mas aqui estou eu, e aqui está a história. Sim, ainda não percebeu que ela já começou? Trata-se da história de um garoto que, sem mais nem menos, enquanto ouvia uma música e vegetava na frente do computador, resolveu escrever um parágrafo. Esse garoto nunca foi muito diferente dos outros, nem teve problemas maiores do que os dos outros. É bem certo que tivesse fantasmas que vez ou outra assombravam seus pensamentos com ideias fixas e depressivas. Mas, afinal, quem não os tem? Eles estão sempre lá, assombrando ele quando menos espera, e estavam rodeando suas memórias quando ele decidiu escrever o tal parágrafo. O garoto não sabia bem como eles se instalavam lá – na verdade, ele acreditava que os fantasmas tinham um período certo para ficarem ali, mas nunca fora bom o suficiente para marcar os minutos –, mas ele sabia quando eles estavam lá. Não percebia quando chegavam, apenas quando já povoavam seus pensamentos. Ele perguntava “porque estou me sentindo assim?” para ele mesmo, e então ele respondia “ah, são os fantasmas”. Incorpóreos e completamente silenciosos, os tais fantasmas pintavam e bordavam com aquele garoto. Vinham mostrar-lhes seus traumas de infância – que, é claro, não serão revelados, pois pertencem a ele e apenas a ele; nenhum psicólogo metido a besta seria capaz de tirá-los de lá – e riam e se divertiam quando viam que aquele garoto os levava a sério. Eram brincalhões e maldosos, esses tais fantasmas, travestidos de seus maiores medos e seus maiores anseios, tanto passados quanto futuros. Pois é, lá também estavam os fantasmas do futuro, os mais assustadores, com suas bocas escancaradas a rirem sem parar. Os do futuro talvez ainda fossem mais cruéis, posto que tinham a vantagem de deixá-lo amedrontado. Iam e viam e diziam que ele nunca seria um grande homem, que seus sonhos de fama e riqueza eram pura especulação de um adolescente sonhador, que não passaria de mais um, lembrado apenas por seus pais e seus parentes mais próximos. E ele se preocupava, e se corroia por dentro, acreditando naqueles malditos espíritos, naquelas vozes que troçavam com um sem fim de piadas e anedotas engraçadas somente entre eles. “Eles não teriam razão?”, o garoto perguntava-se, temendo por seu futuro. Via pessoas da sua idade muito mais bonitas e bem-sucedidas – é claro que também via as feias e mal-sucedidas, mas esses poucos importavam – e se perguntava por que ele não era assim. Via todos tirando fotos com amigos eternos, e se perguntava porque não tinha um desses. Sim, tinha amigos e colegas – confiava em quase nenhum, é claro – mas não sentia esse laço de amizade tão estreito que muitos afirmam ter. O que, então? Todos mentiam, ou era apenas ele? Não entendia como as outras pessoas conseguiam fazer e desfazer amizades eternas com tanta facilidade – bons amigos num dia, inimigos mortais no outro. Realmente, ele não entendia – e nem como eles conseguiam ser tão felizes. Não acreditava nessa felicidade plena; não essa que é indissolúvel, que não quer acabar por nada, que, não importa o que aconteça, continua inabalável. Não, isso simplesmente não existe! Ninguém – e com veemência ele sublinha isso – &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;u style="font-family: georgia;"&gt;ninguém&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt; pode ser tão feliz o tempo todo! Não dá, simplesmente não dá pra sorrir o tempo todo! A vontade que ele tem agora é de pular a linha e começar outro parágrafo – eu sei, eu conheço ele muito bem – mas ele não vai apertar o “ENTER”. Ele vai continuar nessa mesma linha, e por mais desagradável que seja, ele não pode mudar de assunto assim, sem uma ponte de ligação. Então ele continuará falando dessas felicidades ilusórias e dessas amizades eternas. E ele vai ouvir músicas e tentar pensar em algo mais a dizer, mas a partir desse momento as palavras começarão a falhar; as mãos correrão com mais dificuldade pelas letras, e enfim ele poderá pensar: é, talvez o parágrafo esteja chegando ao fim. Não há mais ideias, não há mais assuntos. Há um momento em que o telefone precisa voltar ao gancho, que o computador precisa ser desligado, que a conversa precisa terminar. Até mesmo os bons livros e os bons filmes têm um fim – tirando essas continuações hollywoodianas incansáveis – então porque não terminar logo esse parágrafo de uma vez? Essa confusão de palavras e pensamentos amarrotados de um jeito bagunçado mas ainda assim coerente, essa torrente de pensamentos soturnos e vazios, esse desabafo de uma mente em crise temporária. É, porque continuar com isso? Os problemas desse garoto não são os maiores do mundo – ele não tem nenhum membro do corpo decepado, nem chora a perda de algum familiar pela guerra. Talvez esses fantasmas sejam apenas mais um problema. Não foi o primeiro, não será o último. Mas esse, diferente dos outros, foi registrado. Quem sabe os fantasmas se cansaram de tanta verborragia e decidiram partir? Ele se sente melhor – eu sei, eu já disse que conheço ele –, bem o bastante para bocejar e estalar os dedos. Ele quer terminar isso, mas agora as palavras não deixam. Ah, vamos lá, palavras, façam um esforço! Parem de aparecer e digam logo: fim. FIM.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-9064166692898455272?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/9064166692898455272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/06/um-paragrafo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/9064166692898455272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/9064166692898455272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/06/um-paragrafo.html' title='Um Parágrafo'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-9215195800365053847</id><published>2009-06-02T14:17:00.000-07:00</published><updated>2009-06-02T15:01:54.526-07:00</updated><title type='text'>Seja Feita Vossa Vontade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SiWgizQR3lI/AAAAAAAAAIM/uW_Hs-E-WAg/s1600-h/Fiat-convite.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 400px; height: 305px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SiWgizQR3lI/AAAAAAAAAIM/uW_Hs-E-WAg/s400/Fiat-convite.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342853052679446098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Anjos e demônios são criaturas já conhecidas no meio literário: os anjos, com suas lanças celestiais e suas harpas, suas asas brancas e sua integridade divina e imaculada; e os demônios, com suas artimanhas que visam, acima de tudo, prejudicar ao próximo em benefício próprio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Uma imagem um tanto quanto típica, não? O anjo bonzinho, o demônio malvado. Aquela mesma velha história de sempre, onde - na maioria avassaladora dos casos - o bem triunfa sobre o mal; onde o mal não tem motivos para cometer atrocidades; onde o bem não se corrompe nem se deixa levar. Uma imagem desgastada e constantemente usada quando se trata deste assunto.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Com a proposta de modificar o lugar-comum e os esteriótipos desgastados, a editora Multifoco lança, no próximo dia seis de junho (06/06/09), a antologia "Fiat Voluntas Tua - Por Anjos e Demônios". &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fiat Voluntas Tua&lt;/span&gt; é o latim para "Seja Feita Vossa Vontade", e é disso que as organizadoras Monica Sicuro e  Rúbia Cunha se valem: essa vontade insaciável de buscar pelo novo; de quebrar com as estruturas preconcebidos - ou de utilizá-las de forma inteligente e original; de encabeçar uma antologia que, a princípio, pode parecer apenas mais uma, mas que tem um trabalho magnífico, desde a escolha dos autores até a diagramação de cada palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um dos autores que compõem a antologia, e cabe aqui um comentário particular para dizer o quão honrado estou em poder participar de uma iniciativa como essa. Mesmo com os eventuais problemas técnicos que sempre ocorrem - isso não é problema algum, ao menos não para mim - sei que tanto a Monica quanto a Rúbia deram tudo o que tinham de melhor para fazer deste um livro memorável. E tenho certeza de que todo o esforço não foi em vão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fiat Voluntas Tua - Por Anjos e Demônios&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SiWgDR-layI/AAAAAAAAAH8/4waTwELxfaE/s1600-h/Capa-frente.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 207px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SiWgDR-layI/AAAAAAAAAH8/4waTwELxfaE/s320/Capa-frente.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342852511170915106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Organizadoras: Monica Sicuro e Rúbia Cunha&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Editor: Frodo Oliveira&lt;br /&gt;Editora Multifoco - Selo Antologhy&lt;br /&gt;Lançamento: 06/06/09&lt;br /&gt;Preço: R$25,00&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-9215195800365053847?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/9215195800365053847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/06/seja-feita-vossa-vontade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/9215195800365053847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/9215195800365053847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/06/seja-feita-vossa-vontade.html' title='Seja Feita Vossa Vontade'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SiWgizQR3lI/AAAAAAAAAIM/uW_Hs-E-WAg/s72-c/Fiat-convite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-6115308804037944269</id><published>2009-03-31T19:43:00.000-07:00</published><updated>2009-03-31T20:00:16.936-07:00</updated><title type='text'>Maldita Procrastinação</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;"Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...&lt;br /&gt;Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,&lt;br /&gt;E assim será possível; mas hoje não...&lt;br /&gt;Não, hoje nada; hoje não posso."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fernando Pessoa&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que Fernando Pessoa é um gênio das palavras, disso não há dúvidas. É verdade que conheci-o a pouco tempo - não acho que tenha lido poemas suficientes para defini-lo, e duvido que algum dia consiga tamanha proeza - através dos comentários positivos de um professor. Curioso, vi o livro de Poesias de Álvaro de Campos numa banca de jornais a preço de banana e então comprei-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trecho acima é do poema que abre o livro. Se chama "Adiamento", e é bem claro do tema que trata: procrastinação. Para quem não sabe, procrastinação é a arte do "depois eu faço", do "deixa pra mais tarde". Irritantemente constante na minha vida. No momento estou procrastinando uma dezena de trabalhos escolares e responsabilidades com os estudos para o famigerado vestibular para estar sentado aqui, digitando um texto que provavelmente será lido por meia dúzia de pessoas, com a trilha sonora da Amy Winehouse, com a música - não por coincidência, é claro - "Procrastination".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí eu me pergunto: quão constante a procrastinação é nas nossas vidas? Li, em uma reportagem, que os inteligentes gostam de procrastinar. Gostam porque querem ter a sensação da correria, de fazer tudo na última hora. Adrenalina, diz a reportagem. Eu me considero inteligente e procrastino. Fernando Pessoa procrastinava; Amy Winehouse - sim, apesar de louca, eu a considero inteligente - procrastina. Mas só os inteligentes gostam disso? Onde fica a barreira entre a procrastinação e o comodismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei, não tenho respostas para nenhuma de minhas indagações. Mas tinha que colocar isso para fora. É irritante ser um procrastinador. Não dá prazer, só aflição e impaciência. Provavelmente alguém vai falar: "ah, vai fazer o que tem que fazer e para de falar merda". Gostaria que fosse assim tão fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que vou procrastinar muito até o próximo post, então até lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja Também:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.insite.com.br/art/pessoa/ficcoes/acampos/adiamento.html"&gt;"Adiamento" - Fernando Pessoa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://aukimia.blogspot.com/2008/10/voc-sabe-o-que-procrastinao.html"&gt;"Procrastinação"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-6115308804037944269?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/6115308804037944269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/03/maldita-procrastinacao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/6115308804037944269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/6115308804037944269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/03/maldita-procrastinacao.html' title='Maldita Procrastinação'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-1714152087217438895</id><published>2009-03-13T16:46:00.001-07:00</published><updated>2009-03-13T17:05:07.630-07:00</updated><title type='text'>Indignação Monetária</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLUCAS%7E1.USE%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ok, sei que não vivo em nenhum país de primeiro mundo e que nem todo mundo é rico, mas qual é o problemas dos ditos 'estabelecimentos alimentícios' (que englobam desde multisupermercados até padarias de esquina)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contarei minha epopeia aos poucos, quem sabe para dar um tom mais dramático do que ela merece: começou comigo em uma caminhada homérica até o médico, partindo do colégio. A caminhada entre um ponto e outro é realmente longo - coisa de três quilômetros, no mínimo -, e, já no quilômetro primeiro, tudo o que eu mais queria era um pouco de água para saciar minha sede. Chequei minha carteira e percebi que tudo o que tinha era uma nota de cinquenta reais para pagar a consulta médica. Ok, até aí nenhuma reclamação. A consulta não iria tomar todo o meu dinheiro e dava tranquilamente para comprar uma água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aí que entra a drama: onde comprar a água? Quem, em dignos três quilômetros de caminhada, seria capaz de me trocar uma nota de cinquenta reais? NINGUÉM! Exatamente, ninguém em um raio de TRÊS QUILÔMETROS me foi capaz de trocar uma nota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mais interessante é que, à medida que andava, minha sede aumentava, física e psicologicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a ideia de esperar chegar ao médico, procurar um bebedouro por lá, ou, no mínimo, trocar meu dinheiro e conseguir uma nota de menor valor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Assim que cheguei ao médico, vasculhei a recepção em busca de um bebedouro, e qual a minha surpresa ao perceber que não havia nenhum disponível? E o pior: o médico só estaria lá a partir das 17:00h (eram 13:30h) e o pagamento não poderia ser feito antecipadamente, e nem a recepcionista tinha notas menores para trocar pela minha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Frustrado, pensei até mesmo em pegar um ônibus para voltar para casa, mas sabia que o trocador não teria dinheiro suficiente para me dar troco. Enfim, voltei a pé.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O mais engraçado é que, quando você está com sede, parece ver água em tudo quanto é canto: parecia que o número de camelôs gritando “olha a água!” naquele calor infernal aumentou consideravelmente, bem como os freezers expostos nas portas das padarias. Mas, sempre que entrava, a mesma resposta vinha quando estendia a nota de cinquenta: “não tenho troco”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Minha boca mal tinha saliva quando finalmente cheguei &lt;st1:personname productid="em casa. Bebi" st="on"&gt;em casa. Bebi&lt;/st1:personname&gt; quase um litro e meio desse precioso líquido incolor, inodoro e insípido, com a sede de mil perdidos no deserto. E não pude deixar de pensar como, mesmo com dinheiro, as coisas podem ser tão complicadas. Imagino se não tivesse nenhum centavo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-1714152087217438895?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/1714152087217438895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/03/indignacao-monetaria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/1714152087217438895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/1714152087217438895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/03/indignacao-monetaria.html' title='Indignação Monetária'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-610583189705269180</id><published>2009-02-04T07:56:00.001-08:00</published><updated>2010-01-08T12:25:04.711-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resenha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fantasia'/><title type='text'>"Brisingr", Christopher Paolini</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SYm95uG4sAI/AAAAAAAAAHc/0HicZ0iTwR4/s1600-h/brisingr.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 319px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SYm95uG4sAI/AAAAAAAAAHc/0HicZ0iTwR4/s320/brisingr.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298975235905204226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLUCAS%7E1.USE%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt; 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font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Chegando no final de 2008 nas livrarias brasileiras, o terceiro livro da série, “Brisingr”, vem em um trambolho de mais de 700 páginas em uma edição surpreendentemente bem-acabada da Rocco, com poucos erros em uma tradução aparentemente veloz (o livro chegou praticamente ao mesmo tempo nas livrarias norte-americanas).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como muitos, acompanho a trilogia (que não é mais trilogia, diga-se de passagem) desde “Eragon”. Não é uma má série; a história tem, sim, muitos aspectos de “Senhor dos Anéis” e “Guerra nas Estrelas”, mas ainda assim tem seus méritos e funciona.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Em um mundo composto por humanos, elfos, dragões, anões e outras criaturas de universos fantásticos, “Brisingr” é o terceiro livro da saga “A Herança”. O nome do livro se refere à uma palavra da Língua Antiga que significa “fogo”. Foi esta a primeira palavra da Língua que Eragon aprendeu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Pra quem nunca leu os livros e não conhece o enredo, aí vai uma brevíssima sinopse da parte essencial da história: Eragon,  um camponês de quinze anos, é surpreendido ao encontrar, durante uma caçada, uma misteriosa pedra azul, que posteriormente se revela um ovo de dragão. O jovem camponês conhece, através de Brom (um contador de histórias do vilarejo) as histórias dos antigos Cavaleiros de Dragão, extintos há muito tempo pelo rei tirano Galbatorix. Com o nascimento do dragão de Eragon, o garoto passa a ser o único Cavaleiro em toda a Alagaësia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ao descobrir sobre Eragon e seu dragão (uma fêmea chamada Saphira), Galbatorix vê nisso uma ameaça ao Império. Com isso, Eragon, perseguido pelos vassalos do imperador, é obrigado a fugir, e parte, junto com Brom, até o abrigo dos Varden, um grupo formado por rebeldes ao Império.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;No terceiro livro da série, Eragon, em aliança com os Varden, continua ao lado dos rebeldes contra o Império do rei tirano. Recheado de inúmeras batalhas, ossos expostos e sangue aos baldes, o livro é uma boa distração. No entanto, mais de 700 páginas são realmente desnecessárias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O livro, no começo, não funciona. É extremamente cansativo e enfadonho (e há momentos em que a vontade de largá-lo só não falou mais alto por minha curiosidade de saber como tudo acabava). O autor gasta tempo demais com detalhes supérfluos do livro (fica quase um parágrafo inteiro pra descrever o nascer do sol, como a luz bate nas pedras e etc), e, nos momentos empolgantes, não gasta muito tempo para nos deixar apreensivos. Um dos momentos mais esperados desse terceiro livro não chega a durar duas páginas. Você chega a se perguntar: “É assim? Acabou?”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Mas ele não é de todo ruim. Há cenas que empolgam (principalmente as lutas constantes e praticamente intermináveis de Roran – primo de Eragon – enquanto o Cavaleiro de Dragão está ausente), bem como acontecimentos importantes para o último livro. O que eu senti, ao ler Brisingr, foi que ele serviu apenas de ponte para o próximo (e espero que último) livro da série.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Outra boa tacada do autor, nesse livro, foi o de escrever capítulos sob o ponto de vista do dragão Saphira (coisa que não aconteceu nos dois volumes anteriores). Ele tenta passar sensações diferentes do ponto de vista dos humanos, com sentidos e imagens mais importantes do que descrições propriamente ditas. Uma boa jogada, que funcionou muito bem em determinadas horas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Paolini tem uma escrita muito boa (apesar de, como já disse, ter achado “Brisingr” um pouco descritivo demais) e, com o decorrer do livro, torna as coisas até interessantes. O final chega a ser empolgante, comparado ao resto do mesmo. Mas, ainda assim, esse livro se mostrou ser o mais fraco dos três já escritos, funcionando nada mais nada menos para colocar uma meia dúzia de acontecimentos e lucrar alguns milhares a mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com alguns méritos e muitos deméritos, “Brisingr” realmente poderia ser menor e terminar de uma vez por toda com a saga do menino camponês que encontra um ovo de dragão. Mas como as coisas nunca são do jeito que queremos, o máximo que se pode fazer é esperar e torcer para que o último volume finalize a série de uma forma interessante.  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-610583189705269180?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/610583189705269180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/02/critica-literaria-brisingr-christopher.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/610583189705269180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/610583189705269180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/02/critica-literaria-brisingr-christopher.html' title='&quot;Brisingr&quot;, Christopher Paolini'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SYm95uG4sAI/AAAAAAAAAHc/0HicZ0iTwR4/s72-c/brisingr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-205640684397614127.post-4625629630490414326</id><published>2009-02-02T06:08:00.000-08:00</published><updated>2009-02-04T14:44:24.607-08:00</updated><title type='text'>And The Oscar Goes To... (Melhor Filme)</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pois é! Estamos chegando na temporada de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;avant premières,&lt;/span&gt; de grandes orçamentos cinematográficos e de filmes cult (ou não). É o Oscar, e nós adoramos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tapete vermelho desse ano, atores e atrizes de peso (como sempre) disputam a atenção da Academia para o tão cobiçado homenzinho de ouro. O Oscar talvez seja o prêmio máximo do cinema americano, e não é à toa que os estúdios, os atores e os diretores praticamente de comem vivos nessa disputa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lista é muito grande, e, por isso, vou me resumir a dar uma de José Wilker ou Rubens Ewald Filho e dar pitaco no que eu acho dos concorrentes a melhor filme desse ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os concorrentes são... (por ordem alfabética do título em português):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º Curioso Caso de Benjamin Button, O (Fox Searchlight)&lt;br /&gt;2º Frost/Nixon (Universal Pictures)&lt;br /&gt;3º Leitor, O (Weinstein Corporation)&lt;br /&gt;4º Milk – A Voz da Igualdade (Focus Features)&lt;br /&gt;5º Quem Quer Ser Um Milionário? (Fox Searchlight)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1º O Curioso Caso de Benjamin Button&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro filme da lista, “O Curioso Caso de Benjamin Button”, encabeçando em seu elenco principal Brad Pitt e Cate Blanchette, dois atores de peso, vem com um enredo no mínimo estranho: Benjamin Button é um homem que nasceu como um velho e, à medida que o tempo passa, rejuvenesce.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SYcAfEkr-bI/AAAAAAAAAG0/YBWjHJB681g/s1600-h/200px-Benjamin_Button_poster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SYcAfEkr-bI/AAAAAAAAAG0/YBWjHJB681g/s320/200px-Benjamin_Button_poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298204020428241330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A narrativa pode parecer estranha, e o filme, beirando as três horas de projeção, pode assustar. Mas ele funciona. Funciona perfeitamente. É um filme agradável que, se não tivesse essa narrativa estranha, seria apenas mais um de amor. Mas talvez o enredo o torne diferente. Além, é claro, de uma qualidade técnica surpreendente, tanto na maquiagem quanto no figurino e na adaptação dos cenários para um filme que começa nos anos 20.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Benjamin Button talvez abocanhe muitos prêmios técnicos, mas tenho minha dúvidas quanto às categorias principais. Talvez ganhe a estatueta de melhor filme por todo seu primor e a soma de suas qualidades. Mas, pessoalmente falando, não é meu favorito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2º Frost/Nixon&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SYb_fF9wiNI/AAAAAAAAAGc/R5upW2Y6Qqs/s1600-h/frost-nixon-poster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 220px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SYb_fF9wiNI/AAAAAAAAAGc/R5upW2Y6Qqs/s320/frost-nixon-poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298202921290205394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O segundo filme, Frost/Nixon, é baseado em uma história real, e conta o que aconteceu nos bastidores da lendária entrevista que David Frost fez à Richard Nixon, algum tempo após a renúncia do presidente norte-americano. Entrevista lendária que eu, até o momento do filme, não fazia ideia que existia xP O filme é bem tenso em algumas horas, e uma boa diversão. Acho que, dentre os concorrentes a estatueta de melhor filme, é o mais fraco (e mais fraco, para o Oscar, é no mínimo ótimo). Apesar de ótimas atuações (principalmente de Frank Languella, na pele de Richard Nixon) é pouco provável que o filme ganhe o Oscar de melhor filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3º O Leitor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SYb_FDfVRuI/AAAAAAAAAGU/ShwWI9x2AN0/s1600-h/14046-2008-11-26-14+57+47_1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 216px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SYb_FDfVRuI/AAAAAAAAAGU/ShwWI9x2AN0/s320/14046-2008-11-26-14+57+47_1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298202473949120226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Leitor é o terceiro indicado. Um filme que surpreendeu ao ser indicado a Oscar de melhor filme, e que me surpreendeu quanto a sua qualidade. Depois de abocanhar o Globo de Ouro de melhor atriz, Kate Winslet tenta uma dobradinha com o filme. E, se ganhar, será muito merecido. Acho que só assim pra ela compensar aquele Oscar perdido com Titanic, hein?! Mas, brincadeiras a parte, voltemos ao filme. A história se passa em forma das lembranças que Michael, o personagem principal (interpretado por Ralph Fiennes) têm dos momentos de sua adolescência, quando conheceu Hanna (Kate Winslet), e que acabam ajudando a moldar o presente dele. Eles se conhecem em uma circunstância estranha, quando Michael, sofrendo de um princípio de escarlatina, vomita na esquina do prédio onde Hanna mora. Ela cuida dele por aquele dia, dando-lhe um banho. Depois, já curado de sua doença, o rapaz volta para casa da mulher, e os dois passam a terem relações sexuais cada vez mais intensas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o nome do filme não é “O Leitor” à toa: depois que já partilham intimidade suficiente, Hanna pede, todas as vezes antes da transa, que Michael leia um pouco para ele. Já daí, é possível notar que a personagem é analfabeta (o que, em momento nenhum do filme, fica explícito, mas é alta e facilmente presumível). Esse analfabetismo é a força motriz para todo o desenrolar da trama, que é altamente envolvente e comovente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme pode sim ganhar o Oscar. Tem tudo o que Hollywood gosta: sexo, uma história de drama bem dosada, personagens cativantes e verossímeis e mais um pouco de sexo. Prato cheio x)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4º Milk – A Voz da Igualdade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Milk – A Voz da Igualdade” trata de uma história também real, e muito mais impactante: conta a história de Harvey Milk, gay assumido e defensor ferrenho da causa, que, nos anos 70, conquistou o direito de ter um cargo público, mesmo em sua situação de homossexual (naquele tempo, ele foi o primeiro).&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SYcADfpL-mI/AAAAAAAAAGk/9GAK3lrHplc/s1600-h/215px-Milkposter08.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 215px; height: 318px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SYcADfpL-mI/AAAAAAAAAGk/9GAK3lrHplc/s320/215px-Milkposter08.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298203546658536034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O filme é uma produção com atores conhecidos, mas não de tão grande peso. Sean Penn realmente guia todo o filme, fazendo certo como em qualquer cinebiografia que se preze. Um dos grandes favoritos para melhor ator, mas não vamos entrar nesse mérito e nos ater ao filme. A história é puramente biográfica (é claro, com alguns retoques romanescos inerentes a qualquer filme que queira abocanhar público e crítica), e conta uma história de luta de uma minoria por direitos em uma época em que gays eram ainda mais mal vistos do que atualmente. Ele tem uma produção belíssima, com muitas cenas externas (impressionando nas marchas, principalmente, onde deveriam contar com um elenco de apoio gigantesco) e o carisma de Sean Penn. Mas, para mim, assim como Frost/Nixon, é fraco, e não acho que vá ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5º Quem Quer Ser Um Milionário?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por último (e não menos importante), vêm o “Quem Quer Ser  Um Milionário?”, dirigido por Danny Boyle e encabeçado por atores jovens e praticamente desconhecidos no ocidente. O filme abocanhou TODAS as categorias principais em que concorreu no Globo de Ouro, e com muito merecimento. A história gira em torno de Jamal Malik, um auxiliar de atendentes de telemarketing que surpreendentemente chega à última pergunta do famoso game televisivo “Who Whants To Be A Millionaire?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfiados, os produtores do programa começam a torturar e perguntar a Jamal como ele conseguiu chegar a última pergunta, uma vez que não tinha instrução ou escolaridade alguma. E, entremeado com lembranças do personagem, ele conta como sabia todas as respostas.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SYcALhoov2I/AAAAAAAAAGs/DW5AkvYlj5M/s1600-h/200px-Slumdog_Millionaire_poster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 296px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SYcALhoov2I/AAAAAAAAAGs/DW5AkvYlj5M/s320/200px-Slumdog_Millionaire_poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298203684632051554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O filme é, realmente, meu favorito. Com todo o oba-oba de Glória Perez com “Caminho das Índias”, o filme talvez faça o sucesso devido aqui no Brasil. A fusão de Hollywood e Bollywood realmente deu certo. A história do filme é altamente cativante: divertida quando tem que ser, triste quando tem que ser. Funciona muito bem. O passado de Jamal, nas favelas da Índia, é retratado com maestria pelas câmeras de Boyle. Particularmente, é meu favorito à estatueta de Melhor Filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apostas estão feitas! E que venha o Oscar!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/205640684397614127-4625629630490414326?l=lucaslrocha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/feeds/4625629630490414326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/02/and-oscar-goes-to-melhor-filme.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/4625629630490414326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/205640684397614127/posts/default/4625629630490414326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucaslrocha.blogspot.com/2009/02/and-oscar-goes-to-melhor-filme.html' title='And The Oscar Goes To... (Melhor Filme)'/><author><name>Lucas L. Rocha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00684659063629459663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/TIfzYyxBCWI/AAAAAAAAASA/TPxNPm4uxhQ/S220/imagem.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vT9FGR-HOUM/SYcAfEkr-bI/AAAAAAAAAG0/YBWjHJB681g/s72-c/200px-Benjamin_Button_poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
